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Bastidores

Reunião da Câmara do Barreiro “aqueceu”…Proposta do PS considerada “ilegal” foi reprovada

Amílcar Romano, vereador PS, apresentou uma proposta de realização da exposição do Concurso de Fotografia Augusto Cabrita na Escola Superior de Tecnologia do Barreiro.

A proposta foi reprovada. Nuno Banza, PSD, recusou votar por considerar que a mesma era “ilegal” e visava a “avocação de uma competência” delegada a um vereador.

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Reunião da Câmara do Barreiro “aqueceu”… Proposta do PS considerada “ilegal” foi reprovada

Por Jornal Rostos

A reunião pública da Câmara Municipal do Barreiro, realizada hoje, na Escola do Ensino Básico nº 7, na freguesia da Verderena encerrou a ordem de trabalhos com a discussão de uma proposta apresentada pelo Vereador Amílcar Romano, que apontava a Escola Superior de Tecnologia do Barreiro como local onde deveria ser realizada a exposição dos trabalhos concorrentes ao VIII Concurso de Fotografia Augusto Cabrita.

Valorizar a imagem do Politécnico

Segundo o vereador socialista a proposta tinha por objectivo contribuir para dar mais visibilidade ao Politécnico na comunidade e “valorizar a imagem do Politécnico”.
O autarca referiu que para elaborar a proposta encontro, previamente, a disponibilidade da Direcção da Escola.
Amílcar Romano sublinhou que elaborou a esta proposta pelo facto do Auditório Municipal Augusto Cabrita encerrar para obras, e, desta forma proporcionava-se aos cerca de 800 alunos um contacto com os trabalhos do Concurso de Fotografia – “este também é um espaço de jovens”.

Avocação de uma competência

Nuno Banza, vereador social democrata, expressou a sua satisfação com a proposta pelo seu conteúdo, e, manifestou disponibilidade em aprovar desde que fosse apresentada como uma “recomendação”.
O autarca referiu que é importante que as iniciativas da Câmara Municipal do Barreiro, ao nível de exposições decorram em espaço públicos frequentados e deu o exemplo da exposição que, o seu pelouro, promoveu no átrio do Hospital do Barreiro, com os trabalhos do Concurso de Natal de objectos construídos com materiais recicláveis.
“É importante levar as exposições aos sítios onde as pessoas estão” – referiu.
Nuno Banza, no entanto, sublinhou que não votava a proposta por considerar que a mesma era “uma avocação” de uma competência delegada a um vereador.
“Esta proposta é uma avocação da Câmara de uma competência do vereador desta área” – referiu, considerando a mesma “ilegal”.
“Nunca aceitarei a avocação pela Câmara de uma competência que me esteja delegada. No dia que isso acontecer vou-me embora” – sublinhou.

Potenciar a Escola Augusto Cabrita

Na sua intervenção, Nuno Banza, lançou o repto da exposição ser realizada na Escola Secundária Augusto Cabrita, defendendo que naquela escola deveria existir formação na área da fotografia – “devia ser um pólo de ensino da fotografia”.
O autarca considerou de grande importância valoriza a Escola Augusto Cabrita que tem como patrono – “a maior referência de fotografia a nível nacional”.
“Devíamos potenciar esses valores” – sublinhou.

Não percebo esta proposta

Regina Janeiro, responsável pela área cultural, salientou que – “não pode ser o órgão Câmara a definir onde são as exposições”, e, por essa razão salientou – “não percebo porque esta sugestão vem desta forma”.
“Não se está a 15 dias da realização de uma exposição sem se saber onde via decorrer” – referiu a autarca.
Por outro lado, a vereadora da CDU, sublinhou que não se pode pensar, a partir desta proposta, que não existem relações da autarquia com o Politécnico.
A autarca recordou diversas actividades que tem sugerido para que se realizem nas instalações da Escola Superior de Tecnologia do Barreiro, assim como os eventos que são realizados em parceria com a Associação de Estudantes, Tuna e Direcção da Escola.

Falta de respeito pelos serviços e trabalhadores

Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, questionou a legalidade da proposta e expressou a sua concordância com a intervenção do vereador Nuno Banza.
Sublinhou que a aprovação da proposta dos socialistas seria uma falta de respeito pelos serviços da autarquia e pelos trabalhadores que estão a programar os eventos.
O autarca expressou a sua concordância com a ideia de se valorizar e potenciar o Politécnico na vida da comunidade, recordando que a autarquia tem essa intencionalidade.

As propostas e os direitos

No final do debate da proposta, de registar, a propósito de um comentário do Vereador Amílcar Romano que salientou ser um direito seu enquanto vereador – “apresentar propostas seja de que área for”, as quais, disse, “são aceites ou não são aceites, eis a questão”.
Carlos Humberto, presidente das Câmara referiu, que todos podem apresentar propostas, mas, recordou que a CDU que tem a responsabilidade de gerir a Câmara, decidiu partilhar essa gestão com todos os que quiseram partilhar – “o PS por razões só deles não lhe interessa” partilhar a gestão.
O edil comentava desta forma os “direitos” de apresentar propostas defendido por Amílcar Romano.
A proposta foi reprovada com os votos contra dos quatro eleitos CDU, a abstenção do vereador independente Nuno Santa Clara Gomes, dois votos favoráveis dos dois eleitos do Partido Socialista.
Nuno Banza não votou, abandonando os trabalhos.

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