Os investimentos na região de Setúbal são também necessáriosà superação da crise e ao desenvolvimento do País

Por Jornal Rostos
“Tendo em conta a conclusão do processo de discussão pública e as recomendações dos municípios, é urgente a aprovação do PROT-AML, permitindo a finalização de processos de revisão” dos Planos Directores Municipais, afirmou o presidente do Conselho Directivo da AMRS, Alfredo Monteiro, dando conta da posição dos municípios do distrito de Setúbal, tomada em Assembleia Intermunicipal, ontem à tarde, na Quinta de São Paulo.
O presidente da AMRS reforçou que, com a aprovação do PROT-AML “é possível levantar as medidas preventivas impostas em relação ao novo aeroporto de Lisboa, que, com o adiamento, não faz sentido manter e que são nesta altura constrangimentos a outros projectos locais que estão no quadro destas restrições”.
O “papel fundamental da região de Setúbal no desenvolvimento do País, a terceira área que mais contribui para as receitas do Estado”, foi também sublinhado por Alfredo Monteiro, apontando a necessidade de novos investimentos.
“Importa garantir políticas de investimento público, capacitando o Poder Local, que signifiquem, necessariamente, o desenvolvimento da região, com investimento económico e criação de emprego”, salientou.
A AMRS vai agora remeter ao Governo uma declaração política que alerta para o impacte negativo da conjuntura nacional no desenvolvimento da região.
O “acentuado desinvestimento ao nível do PIDDAC [Programa de Investimentos de Despesas de Desenvolvimento da Administração Central] tem resultado num entrave ao desenvolvimento regional”, indica a declaração da AMRS.
O texto reforça que os investimentos governamentais, “essenciais para o relançamento da actividade económica do País, foram, a pretexto da crise, adiados, assim como as promessas que falavam em níveis de investimento público da Administração Central nunca antes vistos” na região.
A AMRS refere ainda que “as políticas que promovam o investimento municipal devem ser uma prioridade”, indicando que “continua a ser imperativo investir no progresso económico e social, no bem-estar e na melhoria das condições de vida”, uma vez que “os investimentos na região de Setúbal são também necessários à superação da crise e ao desenvolvimento do País”.













