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Bastidores

Uma visita ao «país dos autocarros» na Cidade do BarreiroCMB promove «A Minha Primeira Carta de Condução»

A Câmara Municipal do Barreiro (CMB) vai proporcionar às crianças do Pré-Escolar do Concelho uma visita ao “país dos autocarros”. Trata-se, nas palavras do Vereador Rui Lopo, de uma acção de “educação para a mobilidade” que levará as crianças numa incursão às instalações dos Transportes Colectivos do Barreiro (TCB).

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Uma visita ao «país dos autocarros» na Cidade do Barreiro CMB promove «A Minha Primeira Carta de Condução»

Por Jornal Rostos

“A Minha Primeira Carta de Condução” será posta em marcha, em pleno, a partir de Setembro do próximo ano lectivo. Pretende-se, posteriormente, alargar o público-alvo ao 1º Ciclo do Ensino Básico - depois de um período experimental levado a cabo entre 11 e 19 de Abril último, numa parceria TCB/Serviço Educativo da CMB.

O projecto «Criação de Um Serviço Educativo nos Transportes Colectivos do Barreiro – Uma Aposta com Futuro», no qual se inclui “A Minha Primeira Carta de Condução”, foi apresentado na manhã de ontem, terça-feira, 19 de Abril, em Conferência de Imprensa, com a presença do Presidente da CMB e, simultaneamente, do Conselho de Administração (CA) dos TCB, Carlos Humberto de Carvalho, o Vereador da CMB, Vogal do CA dos TCB, Rui Lopo, a Vereadora responsável pelo Associativismo e Cultura, Intervenção Social e Educação, Regina Janeiro, e duas técnicas da Autarquia.

A Conferência antecedeu a última das sete visita-teste, que, desta feita, levou à sede dos TCB, no Lavradio, 14 crianças, de dois/três anos do Jardim-de-Infância “Parque dos Infantes”, de Palhais. A deslocação (ida/volta) das crianças, refira-se, foi, igualmente, efectuada num veículo dos TCB. A Carta Condução será enviada directamente para o estabelecimento.

“Formação das camadas mais jovens”

De acordo com o Vereador da CMB, esta é uma acção de “sensibilização”, de “educação” e de “formação das camadas mais jovens”, nomeadamente em aspectos relacionados com a utilização do transporte rodoviário colectivo e pedonalidade.
Através deste público-alvo, Rui Lopo sublinhou a pretensão de chegar, também, às famílias. Esta fase experimental, esclareceu, envolveu centena e meia de crianças entre os três e os seis anos. “Temos que pegar nas camadas mais jovens da nossa sociedade para as trazer para os transportes colectivos”, “sensibilizar”.
“Claramente vivemos um momento de retrocesso no transporte colectivo”, admitiu, formulando o desejo que em vinte anos “estes [crianças] sejam os utilizadores do transporte colectivo”, recordando os impactos energéticos e questões de sustentabilidade

“Aprender a circular”

A Vereadora responsável pelo Associativismo e Cultura, Intervenção Social e Educação reconheceu a necessidade dos transportes colectivos serem repensados, no sentido de ganharem novos públicos, e reflectir sobre a sua responsabilidade social. “Aprender a circular”, sintetizou.

Regina Janeiro enalteceu a estreita relação com a comunidade educativa na prossecução do projecto. “O que queremos é ter crianças que venham a ser melhores adultos”, rematou.
“A brincar também se aprende”

O Presidente da CMB sublinhou a expressão “Cidade dos Autocarros”, remetendo para as reacções das crianças quando, boquiabertas, entravam nas imponentes instalações dos TCB.
“A brincar também se aprende”, reconheceu Carlos Humberto de Carvalho. A acção da Autarquia, disse, visa, também, dar “melhor formação cívica”, fazer “pedagogia”. “Construir o nosso futuro”, disse.
O Presidente salientou, ainda, o incentivo no sentido de um Barreiro “cidade sustentável”, “do futuro”, “do civismo”, na qual se pode brincar.

“Gostáááámos”

No corredor já se pressentia o afã. Vozes sobrepostas, expressões, exclamações, interrogações.
Aí vêm, disse-se dentro da sala de formação, onde decorria a Conferência.
“Gostaram de andar de autocarro”, perguntou o Presidente da CMB ao grupo de 14 formandos de palmo-e-meio recém chegados. “Gostáááámos”.
“Já tinham andado de autocarro?” “Sim”. “Não”. “De carrinha”. As respostas divergiam. “Andámos sentados nas cadeiras”, esclareceu um para dissipar dúvidas.
“Vieram tirar a primeira carta de condução” explicou ao grupo, já sentado, a formadora. Na sala havia um baú mágico para colocar um sapatinho mágico, bateram-se palmas estimulando as respostas acertadas, lembrou-se a piscina gande por onde passa o autocarro – “Os autocarros dos TCB passam pelo Barreiro inteiro”, esclareceram as formadoras – e evocaram-se pensamentos ecológicos.
No final da sessão aferiram-se os conhecimentos com um “teste teórico” e o “teste do autocarro” (prático).

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