Moção aprovada em SetÚbalEvoca 25 de Abril

Por Jornal Rostos
“Comemorar hoje o 25 de Abril não é um exercício de nostalgia nem um rastilho de memórias para quem não o viveu; é afirmar que a esperança que fez nascer em todos os portugueses e que tem sido sistematicamente destruída por mais de 30 anos de governações ineficazes e desfasadas das reais necessidades dos portugueses”, refere a moção.
O texto indica que “comemorar a Revolução de Abril é não esquecer os enormes passos que se deram na melhoria das condições de vida de um povo e de um país que incompreensivelmente, mas orgulhosamente, atrasado e quem que o obscurantismo era a regra que impunha o silêncio aos que se atreviam a desejar uma vida melhor”.
A celebração do 37.º aniversário da Revolução dos Cravos, indica a moção, “é, acima de tudo, evocar os valores que presidiram à acção dos que acreditaram e acreditam que é possível construir uma sociedade mais justa, mais equilibrada”, em que quem trabalha veja o seu valor reconhecido e onde os “valores sociais e da solidariedade sejam os princípios verdadeiramente orientadores das políticas praticadas”.
O documento espelha, ainda, preocupações quanto a um tempo em que “a única coisa que parece contar para quem assume cargos de governação é aquela entidade sem rosto a que alguns chamam ‘mercados’, que, à conta de uma desenfreada especulação financeira e do ataque às dívidas soberanas a coberto de obscuros interesses, secam tudo à sua volta”.
Neste contexto, indica a moção, torna-se imperioso “que se procurem novos caminhos” e que se deixe de fazer da política “apenas um jogo táctico, no qual prevalecem mais as necessidades de poder dos protagonistas do sistema do que os interesses dos portugueses”.













