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Bastidores

Acusações feitas pela Associação do Comércio e Serviços do Distrito de SetúbalSão repudiadas em reunião de Câmara

A presidente da Câmara Municipal leu ontem uma declaração na reunião pública em que repudia as acusações feitas pela Associação do Comércio e Serviços do Distrito de Setúbal (ACSDS) “a propósito dos problemas existentes na Baixa comercial”.

Maria das Dores Meira frisou que a Autarquia “compreende as dificuldades dos comerciantes, mas não se revê na atribuição de responsabilidades” no que respeita aos problemas que afectam os operadores comerciais da Baixa.

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Acusações feitas pela Associação do Comércio e Serviços do Distrito de Setúbal São repudiadas em reunião de Câmara

Por Jornal Rostos

“A ACSDS, até agora, tem-se colocado numa posição de apenas exigir que alguém resolva os problemas dos seus associados, colocando-se de fora das soluções”, acusou a edil setubalense, esclarecendo que, “para este tipo de processos, a Câmara Municipal não está disponível”.

A presidente da Autarquia condenou ainda a forma como a delegação da ACSDS tem conduzido este processo, através do isolamento, da acusação gratuita e do alijamento de responsabilidades, sublinhando que este organismo prefere, “sistematicamente, encontrar um bode expiatório para as suas próprias incapacidades”.

A edilidade “tem responsabilidade de gestão global do Concelho e deve atender aos problemas de todos os comerciantes e não apenas aos de uma determinada zona”, clarificou Maria das Dores Meira, adiantando que não era justo canalizar “recursos exclusivamente para uma determinada área, em detrimento de outras igualmente carenciadas”.

Ainda assim, a autarca frisou o investimento que a Câmara Municipal de Setúbal tem vindo a desenvolver nesta área da cidade, com “várias operações de revitalização do Centro Histórico”, anunciando, igualmente, que está “em curso um concurso para a construção de um silo auto”.

Relativamente ao estacionamento de proximidade exigido pela ACSDS, Maria das Dores Meira afirmou que a associação sabe que “não existe espaço nas ruas da Baixa comercial para estacionar”.

Sobre a videovigilância, a edil setubalense esclareceu que, da parte da Autarquia, “o processo está concluído, faltando apenas a luz verde da parte do Ministério da Administração Interna”.

“Logo que o processo seja despachado avançamos para a negociação com os comerciantes com vista à repartição dos encargos com a instalação do sistema”, explicou a autarca.

A declaração apresentada por Maria das Dores Meira surge na sequência de um conjunto de considerações incluídas num abaixo-assinado relacionadas com o centro histórico, entregue na reunião pública de 6 de Abril, por representantes da delegação de Setúbal da ACSDS.

“As questões levantadas no abaixo-assinado carecem de adesão à realidade, evidenciam uma enorme injustiça na análise do esforço municipal nesta zona da cidade” e “reflectem uma visão muito parcial e localizada dos problemas de origem diversa, cuja resolução não está tanto nas mãos da Autarquia” mas sim “nas mãos dos próprios comerciantes”, ressaltou Maria das Dores Meira.

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