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Bastidores

Companhia de Bombeiros Sapadores de SetúbalCâmara Municipal contesta exclusão da da lista de entrega dos novos equipamentos de comunicações do SIRESP

A Câmara Municipal contestou ontem a exclusão da Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal (CBSS) da lista de entrega dos novos equipamentos de comunicações do SIRESP – Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal distribuídos recentemente a corpos de bombeiros voluntários do distrito.

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Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal Câmara Municipal contesta exclusão da da lista de entrega dos novos equipamentos de comunicações do SIRESP

Por Jornal Rostos

Em ofício enviado ao governador civil do distrito de Setúbal, a Autarquia considera a exclusão desprovida de sentido, em particular porque a CBSS possui uma central de comunicações comum, onde trabalham operadores dos Bombeiros Voluntários e dos Sapadores.

A Câmara Municipal não crê que esta atitude seja a de colocar os Sapadores fora do sistema de protecção e socorro e, por essa razão, além de solicitar ao governador civil o agendamento de uma reunião para debater o assunto, pede que sejam entregues estes equipamentos aos Sapadores de Setúbal.

A edilidade salienta que teve conhecimento da distribuição do material de comunicações pela imprensa e que desconhece os critérios que presidiram à entrega dos rádios SIRESP, critérios que “deixaram de fora o único corpo de bombeiros profissionais existente no distrito”.

Na missiva enviada ao governador civil, defende que é “altamente desejável que todos os agentes de protecção civil, neste caso os bombeiros, partilhem uma única rede de comunicações rádio”. A necessidade desta partilha é reforçada num contexto em que “tanto se fala no princípio do comando único” e quando se sabe que a legislação que criou o Sistema Integrado de Operações de Protecção e Socorro elege este sistema de comunicações como o que “melhor satisfará os requisitos de comando, controlo e comunicações no âmbito da resposta a acções de protecção e socorro, tendo igualmente presentes os princípios de cooperação, coordenação e unidade de comando”.

O SIRESP é a designação do projecto que configura a Rede Nacional de Emergência e Segurança. Consiste, como se pode ler no sítio oficial de internet da empresa gestora do sistema, na “concepção, fornecimento, montagem, construção, gestão e manutenção de um sistema integrado de tecnologia trunking digital, para a rede de emergência e segurança de Portugal”.

Este sistema pretende responder às necessidades das forças de segurança e da protecção civil na sua actuação diária ou em cenários de emergência – catástrofes, acidentes ou incêndios de grandes proporções – estando previsto o acesso ao sistema por cerca de 53.500 utilizadores.

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