MoitaCâmara apela aos credores da Pluricoop para que aprovem o plano de viabilização
A autarquia manifesta a sua total solidariedade aos trabalhadores e cooperadores da Pluricoop e da CoopLisboa; e, exigir que o governo adopte medidas de apoio ao movimento cooperativo de distribuição como componente importante da vida económica local.

Por Jornal Rostos
Moção, aprovada por unanimidade, sobre o encerramento de quatro lojas Pluricoop e da CoopLisboa no concelho da Moita:
Moção
A Câmara Municipal da Moita tomou conhecimento da suspensão da actividade das Lojas da Pluricoop e da CoopLisboa, a maior Cooperativa de Consumo de Portugal, resultado da fusão de um conjunto significativo de pequenas e médias cooperativas, muitas delas com um longo historial de trabalho de várias gerações de cooperativistas e empregando mais de 300 trabalhadores.
No Concelho da Moita encerraram quatro lojas, uma na Moita, uma em Alhos Vedros e duas na Baixa da Banheira.
Esta dolorosa medida foi o culminar de um longo período de crescentes dificuldades financeiras, que tiveram como maior consequência o atraso de 4 meses de salários aos trabalhadores da cooperativa e no incumprimento das obrigações junto dos fornecedores.
O movimento cooperativo de consumo, realidade com mais de 150 anos, afirmou-se com a revolução de Abril e foi procurando reagir e ajustar-se às novas realidades ao longo dos últimos anos, resistindo através da associação de cooperativas, dispersas ou isoladas. A concentração do sector grossista e retalhista que tem ocorrido em Portugal na última década tem conduzido ao encerramento de milhares de pequenos e médios estabelecimentos comerciais. A situação agravou-se com as limitações ao crédito bancário e a escassez de apoios governamentais.
É do nosso conhecimento que, muito em breve, será proposto um plano de viabilização para cooperativa.
Face a esta conjuntura, a Câmara Municipal da Moita, reunida a 6 de Julho de 2011, delibera:
- Manifestar a sua total solidariedade aos trabalhadores e cooperadores da Pluricoop e da CoopLisboa;
- Exigir que o governo adopte medidas de apoio ao movimento cooperativo de distribuição como componente importante da vida económica local;
- Apelar aos credores para que aprovem o plano de viabilização, que irá ser apresentado em Assembleia Geral de Credores.













