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Bastidores

António Duro, vereador da Câmara Municipal da MoitaVai retomar o mandato que suspendeu por seis meses

. É importante que haja uma oposição forte e vigilante

“Torno público que decidi retomar o meu mandato como vereador da Câmara Municipal da Moita, para o qual fui eleito e como concorri a presidente deste município, e após 6 meses de suspensão de mandato a que me impus” – refere António Duro, vereador eleito e ex-candidato à presidência da Câmara Municipal da Moita pelo PS.

“Os erros de um passado recente, grande culpado de nos ter atirado para este liberalismo desenfreado porque passamos, não nos devem inibir de lutar pelas verdadeiras causas do socialismo democrático e da verdadeira social-democracia” – sublinha António Duro.

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António Duro, vereador da Câmara Municipal da Moita Vai retomar o mandato que suspendeu por seis meses

Por Jornal Rostos

“Torno público que decidi retomar o meu mandato como vereador da Câmara Municipal da Moita, para o qual fui eleito e como concorri a presidente deste município, e após 6 meses de suspensão de mandato a que me impus. Nestes 6 meses observei e reflecti bastante, e muita coisa mudou. Mudou parte substancial que não me motivava então e que tinha a ver com princípios e valores de esquerda em que me não revia.” – refere António Duro, vereador da Câmara Municipal da Moita, eleito pelo Partido Socialista.

É importante que haja uma oposição forte e vigilante

O candidato à presidência da Câmara Municipal da Moita, salienta, entretanto que – “Não mudou onde já era expectável que não mudasse, mas é para isso que concorri á presidência da câmara e ao corporizar de um projecto muito diferente, em meu entender para muito melhor, que aquele que é dominante na autarquia. Mas isso faz parte da democracia porque muitos de nós lutámos antes e depois do 25 de Abril de 1974. Concorde-se ou não, derrotados numa batalha mas não na guerra democrática, é importante que haja uma oposição forte e vigilante, que faz vincar as diferenças de projectos. Convém vincar que em democracia não há inimigos, há adversários de ideias e de conceitos de sociedade.”

Uma maioria mesmo absoluta tem sempre a ganhar com uma oposição forte

“O verbalismo e metáforas muitas vezes utilizadas não são de falta de respeito pelos adversários, mas sim de afirmação das profundas diferenças existentes e que com elas o povo melhor entende. Calar, acomodar, “olhar para o lado” porque dá jeito é que é falta de respeito por quem nos elegeu e por quem sabe aquilo que pensamos. Uma maioria, mesmo que absoluta, tem sempre a ganhar com uma oposição forte e actuante, pois também não se deixa “adormecer” e tem que se esforçar sempre mais em prol da comunidade. E com o novo paradigma de governação do país, com um liberalismo feroz com falinhas mansas, é importante que haja uma oposição diversificada nos vários órgãos que a Constituição defende e que formam o todo do Estado Democrático. Estaremos cá para fazer também a esse nível ouvir a nossa voz quando tal for necessário e sintamos que o devemos fazer, sem influências oportunistas.” – sublinha António Duro, na nota que enviou para a nossa redacção.

Inicia-se um Novo Ciclo no PS e na vida política nacional e local.

“Os erros de um passado recente, grande culpado de nos ter atirado para este liberalismo desenfreado porque passamos, não nos devem inibir de lutar pelas verdadeiras causas do socialismo democrático e da verdadeira social-democracia. Não reconhecer os erros é estupidez e arrogância. Mas o passado já lá vai, agora inicia-se um Novo Ciclo no PS e na vida política nacional e local. Saibamos esperar, saibamos agir bem e no tempo certo, e novos ventos mais favoráveis soprarão ao nosso povo” – refere António Duro.

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