«TGV»/ «Comboio de Mercadorias» e declarações do Ministro da EconomiaPosição manifestada pelo Municipio de Vendas Novas
Por Jornal Rostos
Na sequência da noticia da Agência Lusa (Madrid – 17 de Agosto) sobre a ida do Ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, a Madrid para reunir com o seu homólogo do Governo, o Ministro do Fomento José Blanco, a propósito da construção da linha de Alta Velocidade (TGV) Lisboa – Madrid, em que se noticia, que no que respeita ao TGV, o governo português tomará uma decisão em Setembro e que no que respeita às Mercadorias, foi decidido constituir, segundo a LUSA, um “grupo de trabalho que impulsione a vontade conjunta de criar um eixo ferroviário de mercadorias, em bitola europeia, entre Sines e fronteira espanhola por Madrid….”, a posição manifestada pelo Municipio de Vendas Novas, na pessoa do seu Presidente, José Rodrigues Figueira, ao ser indagado pela agência Lusa, sobre esta notícia é a seguinte:
- o TGV linha de AV entre Lisboa e Madrid é um projecto estruturante para a região Alentejo, para o País e para a Península Ibérica que consubstancia um projecto âncora, apoiado pela União Europeia, suportada por estratégia de desenvolvimento sustentada, como tal não deve nem pode ser abandonado, ainda que se possa desenvolver de forma faseada;
- a proposta surgida da reunião de Madrid consubstancia neste quadro, uma visão mercantilista (quando se aponta para a criação de uma “linha dedicada de mercadorias” entre Sines e Espanha) do desenvolvimento económico sustentado inscrito numa estratégia de articulação da AML com o Alentejo por via do “arco atlântico”;
- mais ainda, quando tal proposta há muito tinha sido abandonada, pois é importante neste âmbito a criação da articulação do Porto de Sines (de águas profundas) com o Porto de Setúbal – com uma nova linha férrea electrificada que articule estes portos, o litoral alentejano, ligando a mesma, via Poceirão, à linha convencional do Alentejo acabada de ser qualificada (electrificada) desde Vendas até Évora, e desse modo poder-se servir não só as mercadorias e a logística (com uma maior escala por via de sinergias entre os Portos portugueses), como o Turismo e as Populações deste vasto território;
- com esta ideia “já abandonada há muito” é igualmente colocado em causa o “Plano Nacional Logístico” (que engloba a futura “plataforma logística do Poceirão e o Novo Aeroporto Internacional de Lisboa), bem como a nível da região do Alentejo é posta em causa a estratégia da “Rede Regional de Parques Empresariais e Logísticos” inscrita no PROTAL – Plano Regional de Ordenamento do Território Alentejo, e desse modo é colocado em causa o desenvolvimento das economias locais, o crescimento económico, gerador de riqueza e emprego, em particular o desenvolvimento sustentado da Logística, do Turismo e da Indústria e par de outras áreas económicas;
- Importa por isso, segundo o Municipio de Vendas Novas, na pessoa do seu Presidente, serem ouvidas as Autarquias Locais de toda esta vasta região, os agentes económicos e sociais, as forças políticas e os actores que são especialistas nestas matérias.













