Resolução sobre extinção do Arco Ribeirinho SulAprovada na Câmara do Barreiro com voto contra social democrata
A resolução apresentada por Rui Lopo, não mereceu a unanimidade da vereação, contando com o voto contra de Nuno Banza, PSD.

Por Jornal Rostos
Rui Lopo, Vereador da área do Planeamento, apresentou, hoje, na reunião pública da Câmara Municipal do Barreiro uma proposta de resolução, que avalia os objectivos estratégicos do projecto Arco Ribeirinho Sul para o concelho do Barreiro.
No documento perante a anunciada extinção da Sociedade Arco Ribeirinho Sul, são reafirmadas as opções estratégicas e a importância da sua concretização para a região.
Igualmente, é salientado que a Câmara Municipal do Barreiro deve manter as suas competências em matérias de licenciamento sobre decisões que venham a ser tomadas sobre o território da Quimiparque/Baía Tejo.
Sublinha o documento apresentado por Rui Lopo, que a concretização do projecto Arco Ribeirinho Sul deve ser desenvolvido tendo como referência sua auto sustentabilidade financeira.
Por outro lado é sublinhado que devem ser continuadas as acções de reabilitação ambiental.
Nesta área estamos todos de acordo.
Nuno Santa Clara Gomes, vereador independente, sublinhou que esta é uma matéria que merece o consenso de todos quer na Câmara Municipal, quer na Assembleia Municipal – “nesta área estamos todos de acordo”.
Estão a colocar em causa uma estratégia
Amílcar Romano, vereador PS, recordou que o seu partido colocou na agenda política a margem esquerda com o lançamento do projecto Arco Ribeirinho Sul, sendo essencial como opção estratégica de desenvolvimento do concelho do Barreiro, da região e do país.
“O que está em causa neste momento é que estão a colocar em causa uma estratégia” – sublinhou, referindo que “acabam com uma coisa sem dizer o que vão fazer”.
O autarca colocou algumas interrogações em relação ao documento apresentado, não pelo seu conteúdo, mas por considerar que devia ser mais agressivo em relação à decisão tomada pelo Governo.
“Está em causa uma estratégia de desenvolvimento e não colocam alternativa”- salientou Amílcar Romano.
Competências podem ser desenvolvidas pela Baía Tejo
Nuno Banza, vereador do PSD, recordou que o processo de reconversão do território da Quimiparque teve o pontapé de saída, em decisões tomadas por Isaltino Morais, num governo social democrata.
Referiu que a Quimiparque e a Baía Tejo trabalharam na descontaminação dos solos, e, acrescentou que a Sociedade Arco Ribeirinho Sul, num ano a única coisa que fez foi contratar a Parque Expo para dar seguimento ao trabalho iniciado pela Quimiparque/Baía Tejo.
O autarca expressou a sua concordância com a extinção da Arco Ribeirinho Sul, e, salientou que as suas competências podem ser desenvolvidas pela Baía Tejo, reduzindo custos.
Segundo Nuno Banza, todo o projecto do Arco Ribeirinho Sul tem que ser reavaliado dado as alterações que se registaram no mercado imobiliário.
Por outro lado, salientou que a extinção do Arco Ribeirinho Sul não coloca em causa a estratégia em curso para o território da Quimiparque, por essa razão, não se sentia em condições de votar favoravelmente o documento em discussão.
Não se sabe qual o veículo para a sua concretização
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, expressou o seu desejo de obter unanimidade na aprovação do documento, porque, na sua opinião é necessário unir vontades em defesa dos interesses do Barreiro.
Referiu que a sua discordância em relação a Nuno Banza, resultava do facto da criação do Arco Ribeirinho Sul ter sido fruto de diálogo entre o Poder Central e o Poder Local, enquanto, agora foi tomada uma decisão unilateral sem se saber qual o caminho que vai ser seguido, ficando como perspectiva a criação de uma «task force».
O autarca salientou que a estratégia não está colocada em causa, mas que não se sabe qual o veículo para a sua concretização.
Voto contra de Nuno Banza
O documento apresentado foi votado favoravelmente por todos os eleitos, PS, CDU e independente, nas contou com o voto contra de Nuno Banza.
Em declaração de voto o autarca social democrata sublinhou que as justificações do documento não são coerente com os objectivos, e, considera que o seu conteúdo pode ser utilizado como arma de arremesso politico.
O autarca salientou que defende para o território da Quimiparque um projecto credível.













