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Bastidores

Reforma da Administração Local proposta pelo Governo defendeUm novo modelo de gestão que vise a sustentabilidade financeira

O Conselho de Ministros aprovou, hoje, as linhas gerais da Reforma da Administração Local, composta por quatro eixos: Sector Empresarial Local; Organização do Território; Gestão Municipal, Gestão Intermunicipal e Financiamento, e, Democracia Local.

O projecto prevê ao nível de eleitos locais:a redução de vereadores e membros da assembleia municipal. Por outro lado, perspectiva reduzir substancialmente o número de freguesias, dotando-as de escala.

3 min de leitura
Reforma da Administração Local proposta pelo Governo defende Um novo modelo de gestão que vise a sustentabilidade financeira

Por Jornal Rostos

Projecto de Resolução do Conselho de Ministros
Reforma Administrativa

O Conselho de Ministros aprovou hoje as linhas gerais da Reforma da Administração Local.

Ao longo destas quase quatro décadas de democracia, o Poder Local tem desempenhado um papel crucial na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos. Esta reforma não o esquece.
Contudo, é evidente a necessidade de um novo modelo de gestão que vise a sustentabilidade financeira e garanta a prestação de serviços de modo eficiente.

É uma iniciativa estratégica e estrutural.

Esta reforma reforçará os municípios e freguesias, adaptando-os a um novo tempo, mais exigente na eficácia e eficiência na aplicação de recursos públicos.
Assim, trata-se de uma reforma estrutural, composta por quatro eixos que são complementares numa lógica de abordagem integrada ao Poder Local. Os quatro eixos são:

1) Sector Empresarial Local

- Suspender a criação de novas empresas (já feito na alteração ao regime jurídico do sector) e aumentar o controlo e monitorização sobre as empresas existentes;
- Estabelecer uma matriz de critérios para a extinção e fusão do Sector;
- Iniciar o procedimento legislativo conducente a um novo enquadramento legal para o Sector.

2) Organização do Território

- Reduzir substancialmente o número de freguesias, dotando-as de escala, sem esquecer as suas especificidades locais, tendo por base as tipologias Freguesia Predominantemente Urbana – Freguesia Maioritariamente Urbana – Freguesia Predominantemente Rural;
- Elaborar uma matriz orientadora de critérios demográficos e geográficos que servirá de base ao debate local ao nível das assembleias municipais e de freguesia;
- Possibilitar que os municípios possam, voluntariamente, atendendo às suas especificidades próprias e identidade territorial, optar por se aglomerarem.

3) Gestão Municipal, Gestão Intermunicipal e Financiamento

- Avaliar e reformatar as competências dos municípios, das comunidades intermunicipais e das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.
- Regular o associativismo intermunicipal, com vista à sua qualificação, evitando sobreposições e gerando poupança de recursos.

4) Democracia Local

- Promover, na Assembleia da República, a discussão política relativamente às alterações a introduzir no enquadramento legal autárquico, abrangendo as seguintes temáticas:
Lei eleitoral dos órgãos das autarquias locais;
Eleitos locais, nomeadamente a redução de vereadores e membros da assembleia municipal;
Redução de dirigentes superiores e intermédios;
Formação e composição dos executivos;
Atribuições e competências dos municípios e freguesias.

Considerando estes objectivos que compõe os quatro eixos de actuação, está em fase de conclusão o Documento Verde da Reforma estrutural da Administração Local.

O Documento Verde é o ponto de partida para um debate alargado à sociedade portuguesa, com o objectivo de, no final do 1º semestre de 2012, estarem lançadas as bases e o suporte legislativo de um municipalismo mais forte, mais sustentado e mais eficaz.

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