Construção da Ponte Barreiro / ChelasProjecto essencial para o Barreiro e para a Região
m moção aprovada pela Assembleia Municipal do Barreiro, na sua reunião de ontem, é referido que também no Barreiro, é sentida a “violenta ofensiva contra os trabalhadores, levada a cabo pelo Governo”.
Na moção é contestada a “suspensão ou cancelamento de obras e projecto essenciais para o Barreiro e para a Região, de que são exemplos, entre outros, o projecto de requalificação da Quimiparque e a construção da ponte Barreiro/Chelas”.

Por Jornal Rostos
Divulgamos o texto integral da moção apresentada pela CDU, que foi aprovada com os votos favoráveis do PCP/CDU e BE, contou com abstenção do PS e os votos contra do PSD.
O PS em declaração de voto referiu que a sua abstenção resultava da discordância em se efectuar um apelo à participação na manifestação da CGTP/IN, pois considera que a Assembleia não deve fazer apelos desta natureza para qualquer tipo de manifestação.
MOÇÃO
A Luta dos trabalhadores
A política neo-liberal do governo PSD-CDS está a provocar uma grave recessão económica, com medidas de austeridade que aprofundam as desigualdades sociais já existentes, que agravam a taxa já elevada de desemprego, que promovem o empobrecimento da população e o enfraquecimento da própria democracia.
O aumento brutal dos preços dos bens e serviços essenciais e a quebra de rendimentos estão a tornar insustentável a vida dos trabalhadores e das suas famílias.
O aumento das taxas moderadoras na Saúde, a retirada das deduções específicas em sede de IRS de despesas de Saúde, de Educação e de Habitação, a subida no custo dos transportes (em alguns casos de 2S%) e o aumento do IVA (electricidade e gás), mas também o corte de parte considerável do 132 mês, traduz-se numa acentuada degradação das condições de vida dos trabalhadores e do povo.
E como se isso não fosse suficiente, ainda se retiram alguns apoios determinantes na protecção social, como por exemplo no caso do subsídio de desemprego.
Também as alterações às leis laborais representam mais dificuldades e perda de direitos para os trabalhadores, assumindo o claro objectivo de facilitar e embaratecer os despedimentos e flexibilizar os horários de trabalho, com isso procurando-se diminuir os custos do factor trabalho e acelerar a transferência de riqueza do trabalho para o capital.
Esta é a politica que no caso dos jovens, promove a precariedade laboral, o inverso do emprego sustentado e a insegurança para quem está no início da vida profissional. Retomando uma prática do governo PS, o anúncio daquele que é apresentado como último programa de austeridade, sempre antecede o pr6ximo, que acrescentará mais sacrifícios àqueles que já foram penalizados várias vezes devido à politica de direita de cortes cegos na despesa”, que na prática se traduzem em ataques aos serviços públicos e ás funções sociais do estado na Educação, na Saúde e na Segurança Social.
Também no Barreiro, neste momento particularmente marcado pela violenta ofensiva contra os trabalhadores, levada a cabo pelo Governo, que igualmente atinge a população que aqui reside ou trabalha, ao invés de se assistir às medidas que se impõem, de valorização e desenvolvimento do Concelho, dando prioridade a políticas de crescimento e emprego, assiste-se a um desenfreado ataque ao poder local e ao adiamento, suspensão ou cancelamento de obras e projecto essenciais para o Barreiro e para a Região, de que são exemplos, entre outros, o projecto de requalificação da Quimiparque e a construção da ponte Barreiro/Chelas.
Assim a Assembleia Municipal do Barreiro, reunida no dia 15 de Setembro de 2O11, decide:
Manifestar o seu apoio e solidariedade aos trabalhadores em luta e manifestar a sua convicção de que a melhoria das condições de vida e de trabalho dos trabalhadores portugueses é uma premissa determinante para o progresso e a democracia.
Apelar à participação dos trabalhadores e da população em geral na manifestação promovida pela CGTP-IN no dia 1 de Outubro.
Os eleitos da CÐU













