Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro«Agora, é preciso trabalhar para andar para a frente»
“O modelo de gestão tem que ser público” – sublinhou Joaquim Matias, do PCP/CDU.
“O objectivo de reconversão do território não está em causa, o que está em causa é a existência de entidades que duplicam despesas ” – referiu Bruno Vitorino, deputado do PSD.
O deputado do Bloco de Esquerda, Humberto Candeias, considerou que a decisão do Governo, coloca em causa uma estratégia concertada entre o anterior Governo e a autarquia.

Por Jornal Rostos
A Assembleia Municipal do Barreiro reuniu ontem à noite, tendo sido abordado um único ponto da ordem de trabalhos relacionado com a análise da decisão do Governo de suspensão da Sociedade do Arco Ribeirinho Sul.
Este ponto da ordem de trabalhos foi introduzido por proposta dos eleitos do Partido Socialista.
Os trabalhos começaram com uma abordagem dos tempos disponíveis, por cada força politica, para intervir, tendo sido sugerido por Bruno Vitorino que, dada a importância do tema, excepcionalmente, não fosse tida em conta a grelha prevista no regulamento.
Esta sugestão não foi aceite e os trabalhos desenvolveram-se de acordo com a grelha de tempos estabelecida.
Mais importante que a Terceira Travessia do Tejo
João Pintassilgo, PS, abriu os trabalhos referindo que o projecto Arco Ribeirinho Sul é importante para a região, equiparando a sua importância ao projecto da ParqueExpo.
De acordo com o autarca socialista o projecto do Arco Ribeirinho Sul, está em causa com as recentes decisões do Governo da suspensão da Sociedade do Arco Ribeirinho Sul.
O autarca socialista apelou à mobilização dos barreirenses defesa deste projecto, recordou que tendo esta ideia surgido em 2002, ganhou forma no ano 2008.
“O Arco Ribeirinho Sul é tão, ou mais importante, que a Terceira Travessia do Tejo” – referiu, dado que o seu grande objectivo visa revitalizar o território do antigo Parque Industrial.
Na sua opinião este projecto é fundamental para o desenvolvimento sustentável do Barreiro.
Projecto estratégico de referência para a região
João Pintassilgo sublinhou que confundir este projecto do Arco Ribeirinho Sul com outras situações é demonstrar ignorância, recordando que a decisão do Governo tem sido marcada por contradições e recuos, factos que não dão credibilidade nem confiança à população do Barreiro.
O deputado divulgou que o PS apresentou uma proposta de Resolução, na qual sublinha a importância do Arco Ribeirinho Sul como projecto estratégico de referência para a região.
Decisão do Governo prejudica o Barreiro
Humberto Candeias, Bloco de Esquerda, sublinhou que o BE defende o projecto do Arco Ribeirinho Sul, desde que seja desenvolvido a partir de uma acção concertada a realizar num território crucial, onde se perspective a coesão urbana, a instalação de novos equipamentos colectivos, a criação de emprego e melhoria de acessibilidades.
O autarca teceu algumas criticas ao modelo da Expo, que não deseja repetido no Barreiro, dado que aquele criou uma cidade noutra cidade, não dando continuidade à cidade de Lisboa.
Humberto Candeias, alertou para a hipótese de distorções que possam surgir pela valorização excessiva da vertente imobiliária.
O deputado do Bloco de Esquerda classificou de “surpreendente” a forma como foi tomada a decisão do Governo, marcada por “ziguegazear” em alta velocidade, colocando em causa, com a sua decisão, uma estratégia concertada que existia entre o anterior Governo e a autarquia.
“Há uma falta de transparência na decisão” – sublinhou, acrescentando que esta decisão do Governo prejudica o Barreiro.
Projecto Arco Ribeirinho Sul não está em causa
Bruno Vitorino, pediu um esclarecimento a Humberto Candeias, perguntando-lhe se concordava ou não sobre a decisão do Governo, nomeadamente, pela mesma pretender acabar com a existência de uma sociedade anónima que duplica funções de outras existentes.
Recordou o deputado social democrata que o projecto Arco Ribeirinho Sul não está em causa.
Humberto Candeias, respondeu que as afirmações da Ministra estão gravadas, mas que, entretanto, pode ter evoluído, e, agora só coloca em causa o veículo do modelo – “nós discordamos da ineficiência” dos modelos.
Mas, recordou que, hoje, fala-se em criar uma «task force» que não se sabe bem como vai funcionar.
Uniu toda a gente em volta desta estratégia
Joaquim Matias, PCP/CDU, referiu que nesta reunião da Assembleia, estamos a falar de uma das coisas mais importantes para o concelho do Barreiro, valorizar um território, produtor de riqueza, que foi abandonado por vários Governos, uma situação que teve reflexos na vida da população do Barreiro.
Recordou que, sobre este território, existiram diversos estudos, mas, no último mandato, a autarquia concertando com o Governo definiu uma estratégia para o território, que começou com a acção inicial desenvolvida pela Quimiparque e CMB, juntando-se posteriormente outras entidades, desde a APL, REFER – uma acção que “uniu toda a gente em volta desta estratégia”.
A grande centralidade será o Tejo
Joaquim Matias, defendeu que o projecto a dinamizar no território da Quimiparque, tem que ser desenvolvido como “um projecto público”, envolvendo para além dos territórios da Quimiparque, também, o território ferroviário, e, sublinhando a necessidade de transformar a Estação do Lavradio como a «Gare do Sul?.
“A grande centralidade será o Tejo” – salientou.
Acabar com o Arco Ribeirinho Sul não é inócuo
“O modelo de gestão tem que ser público” – sublinhou Joaquim Matias, porque têm que ser considerados os vários aspectos de intervenção no espaço público.
“Acabar com o Arco Ribeirinho Sul não é inócuo” – afirmou.
“Que é isso de um task force? “ – interrogou, deixando claro, na sua opinião, que é a Câmara Municipal do Barreiro que tem competências para definir o que vai ser implantado no território.
O autarca do PCP, referiu que, hoje, é importante que nos unamos todos, porque o que está em causa é o modelo de desenvolvimento do Barreiro e da região.
Governo PS andou indeciso sobre esta matéria.
Joaquim Matias recordou que o PSD do Barreiro, teve uma postura séria sobre a Terceira Travessia do Tejo, recordando que os sociais democrtas afirmaram - “esta pode ser a ponte do nosso descontentamento, cabe-nos lutar por ela”, e, neste contexto apelou ao PSD Barreiro, para que mantenha posições idênticas em relação ao projecto do Arco Ribeirinho Sul.
O deputado do PCP referiu, também, que o Governo PS andou algum tempo “indeciso” sobre esta matéria.
Arco Ribeirinho Sul tem custos brutais
Bruno Vitorino, PSD, manifestou a sua concordância com a generalidade da intervenção de Joaquim Matias, e, alertou para as dificuldades do país.
O deputado social democrata concordou que a gestão dos territórios deve ser responsabilidade dos poderes públicos.
E, de novo, voltou a interrogar se a existência de gorduras devem, ou não, ser cortadas, nomeadamente a Sociedade Arco Ribeirinho Sul, que disse, “tem custos brutais”.
Apetência do PSD e PS de retirar a gestão do território a entidades públicas
Joaquim Matias, que sublinhou, fez parte do grupo de trabalho que arrancou com o projecto, alertou para o facto de existir, quer no PSD, quer em sectores do PS, apetência de passar para outras entidades que não as entidades públicas as decisões sobre o território.
“Não é possível desenvolver aquele espaço se a RAFE, REVER e APL, não estiverem presentes neste projecto” – salientou, porque tal é essencial para coordenar soluções.
“Suspendeu-se a Sociedade Arco Ribeirinho Sul e agora qual a solução?” – interrogou.
Extinção do Arco Ribeirinho Sul é um recuo
Rui Lopo, vereador responsável pela área do Planeamento, referiu que a extinção do Arco Ribeirinho Sul surge “como um recuo”, recordando que existiu concordância unânime na Câmara sobre a criação da Sociedade Arco Ribeirinho Sul.
Sublinhou que as competências definidas para a Sociedade Arco Ribeirinho Sul estavam definidas, deixando claras a área de intervenção do município.
O autarca salientou que o PDM em vigor, já defende para aquele território a sua revitalização faseada, acrescentado, que até ao momento foram tomadas decisões como a construção da ETAR, ou abrir o território da Quimiparque à comunidade .
“Afirmar o futuro do Barreiro como cidade qualificada” – sublinhou.
Continuidade ao processo de recuperação ambiental
Rui Lopo alertou para a necessidade de ser dada continuidade ao processo de recuperação ambiental do território, que corresponde a 17% da área do território do concelho, sendo fundamental a interpenetração do território da Quimiparque com outros aglomerados urbanos no território do concelho.
Task force carece de detalhe
Bruno Vitorino, interrogou de novo, sobre os custos da Arco Ribeirinho Sul.
Rui Lopo, referiu que na reunião com a Ministra foi salientado que a Baía do Tejo podia, no futuro, concretizar acções da competência do Arco Ribeirinho Sul.
“A task force carece de detalhe, carece de pormenor. Estamos a regredir” – salientou Rui Lopo.
Modelo mais eficiente era o que foi adoptado
André Pinotes, PS, referiu que esta era uma das questões mais importantes para o Barreiro e para o país.
“O eleito Bruno Vitorino consiste em confundir coisas que não são confundíveis” – referiu.
O deputado PS criticou a forma como foram tomadas as decisões pelo Governo.
Recordou que em 19 de Agosto, o processo foi suspenso, pela Ministra, referindo que era por falta de verbas e por ser demasiado ambicioso.
Hoje, já existem verbas e o projecto vai continuar – “hoje compreendemos que o que está em causa é o veículo”.
O Governo, disse André Pinotes, suspende e cria «Grupos de Trabalho” – “isto é um retrocesso”, referindo que – “o modelo mais eficiente era o que foi adoptado”.
Os carrascos do futuro do Barreiro
André Pinotes, por outro lado, questionou a coesão que existe no Executivo Municipal, quando, afirmou, o Vereador Nuno Banza tem dúvidas sobre este projecto que é essencial para o desenvolvimento do Barreiro.
O deputado do PS, também, criticou as reuniões dos deputados eleitos do PSD de Setúbal, com o governo que, na sua opinião, apenas se destinam a promover noticias para a imprensa.
“Quanto poupa o Governo ao extinguir o Arco Ribeirinho Sul?”- perguntou.
Segundo o deputado socialista, este projecto é autosuficiente, e, recordou que este projecto não tem capacidade de endividamento.
Referiu, ainda, que se a questão fosse a racionalização dos custos, a Ministra dava atenção a uma proposta que tem na sua secretária desde Junho.
André Pinotes criticou, igualmente, as declarações de Nuno Magalhães do CDS/PP que acusa a Arco Ribeirinho Sul, de ser uma empresa para os boys do Partido Comunista e do Partido Socialista.
É mentira que os ordenados dos gestores são 100 mil euros, disse, André Pinotes, referindo que os valores correspondem a metade.
“Os senhores são os carrascos do futuro do Barreiro e da região de Setúbal” – afirmou.
Percebo perfeitamente a tua indignação
Bruno Vitorino, dirigindo-se a André Pinotes, disse “percebo perfeitamente a tua indignação, e não digo mais nada, toda a gente sabe o que estou a dizer”.
Por outro lado, recordou que no Balancete Analítico consta que as remunerações, presidente do Arco Ribeirinho é de 100 mil euros – “está nos Relatórios”.
André Pinotes, entretanto, referiu que o valor do vencimento é um pouco superior a 5000 euros mensais.
Resultados concretos foram realizados pela Quimiparque
Bruno Vitorino, afirmou que “cerca de um milhão e meio de euros já desbaratados pela Arco Ribeirinho Sul, sem resultados, apenas despesas com motoristas e de representação”.
O Arco Ribeirinho Sul gastou para o logótipo e para colocar conteúdos na Internet uma verba de 25 mil euros, disse Bruno Vitorino.
“Os únicos resultados concretos foram realizados pela Quimiparque” – salientou.
O deputado do PSD sublinhou que no país proliferavam do anterior Governo, vários Arcos Ribeirinhos Sul, que levaram o país à situação que hoje vive.
Os vencimentos
André Pinotes, interrogou sobre o que se vai perder, em termos de custos, com a suspensão do Arco Ribeirinho Sul.
E, esclareceu - “O meu vencimento no Arco Ribeirinho Sul era de 1000 euros, faça os descontos e veja quanto ganho” – por outro lado, interrogou Bruno Vitorino sobre o seu vencimento, enquanto assessor do Grupo Parlamentar do PSD.
Não está em causa a estratégia do território
Bruno Vitorino recordou que - “o anterior Primeiro Ministro pediu 80 mil milhões de euros e fugiu para França”, e, afirmou, - “se há rosto nesta sala responsável pela situação do país é de um ex-governante, por isso percebo o incomodo de Eduardo Cabrita”.
Na sua opinião um PS tem uma estratégia para esconder a verdade e a crueza dos números que marcam a realidade do país.
“Este Governo quer deixar de brincar ao faz de contas, por isso o modelo a adoptar tem que ser outro, mas, não está em causa a estratégia do território” – afirmou o deputado social democrata.
“O objectivo de reconversão do território não está em causa, o que está em causa é a existência de entidades que duplicam despesas ” – sublinhou.
“Que aconteceu na reunião de hoje com a Ministra?” – perguntou Bruno Vitorino, dirigindo-se ao presidente da Câmara, sugerindo que informasse a Assembleia dos resultados da reunião.
Modelo que tem ser público
Joaquim Matias, numa nova intervenção, sublinhou a sua recusa por - “estar aqui a discutir os ordenados”.
Sublinhou, igualmente, que esta nem é altura de avaliar aquilo que o Governo anterior fez ao país, para o qual contou com o apoio do PSD e CDS.
“Esta questão da suspensão do Arco Ribeirinho Sul é que me preocupa, porque o desenvolvimento do território é fundamental para o Barreiro” - afirmou.
O autarca defendeu que seja qual for a nova entidade que vá ser responsável pela gestão do território da Qumiparque, devem ser os poderes públicos, as empresas com interesses nesse território, a assumir o projecto, que tem que se autosustentar.
“Desenvolva-se este projecto com o Poder Local, com o Poder Central, com as empresas, e, isto, não é possível fazer por uma empresa gestora de espaços industriais” – referiu, defendendo a necessidade de adicionar os contributos de toda a gente para valorização do projecto.
“Deixem-nos trabalhar, arranjar postos de trabalho e empresas, num modelo que tem ser público” – salientou.
PSD tem vergonha do Governo
Eduardo Cabrita, PS, considerou que esta é a sessão mais importante da Assembleia Municipal até ao momento, porque “estamos a discutir um projecto de relançamento da esperança, para colocar o Barreiro no centro do desenvolvimento”.
O deputado do PS salientou que o Barreiro perdeu centralidade, perdeu população, e, entre as causas apontou, também a decisão da opção pela construção da Ponte Vasco da Gama.
“O PSD tem vergonha do que se está a fazer ao Barreiro, tem vergonha do seu Governo” – salientou.
Eduardo Cabrita, defendeu que é essencial desenvolver o plano estratégico do Arco Ribeirinho Sul, que coloca o território de Almada a Alcochete no centro do desenvolvimento da região de Setúbal.
“O Barreiro está no centro deste plano estratégico” – referiu.
Arco Ribeirinho Sul aponta visão de futuro
O Governo suspendeu a entidade Arco Ribeirinho Sul, disse, mas não apresentou alternativa, falou de uma task force, sem planos de actuação, nem com um modelo institucional.
“Este projecto só tem sentido se juntar vontade das autarquias e Governo” – salientou, acrescentando a necessidade de serem concentrados esforços, de forma a provar que o modelo Arco Ribeirinho Sul é o caminho que aponta visão de futuro.
Na decisão do Governo sublinhou -“há aqui uma ideia filosófica que não se sabe o que é” – concluindo, que essa decisão que foi tomada foi precipitada.
“O Governo errou, este Governo é um desastre para o Barreiro” – afirmou.
Defender o pólo ferroviário do Barreiro
José Paleta, PCP/CDU, defendeu que todos “temos que nos unir em torno dos interesses do Barreiro”, sublinhando que essa união não deixa de lado a existência de diferenças entre as diversas forças políticas.
Recordou, é preciso defender o pólo ferroviário do Barreiro, e, acrescentando que, quer o Governo PS, quer o PSD, estão a colocar em causa mais de 200 postos de trabalho da EMEF.
Alertou para o crescimento de problemas sociais, para a necessidade de criação de emprego, referindo que, para uns não há dinheiro, mas - “não há dinheiro para alguns”.
“Nós no Barreiro temos um lado” – afirmou, referindo que – “queremos o Arco Ribeirinho Sul com a criação de postos de trabalho”, não com uma Marina e habitação que não se vende.
Merecer apoio unânime de todos os eleitos
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, começou por consideraru que – “este é um debate importante para o concelho do Barreiro, por ser um projecto de grande importância para o concelho”.
Defendo o diálogo com a Administração Central
“Temos alguns projectos que deviam merecer apoio unânime de todos os eleitos, o Arco Ribeirinho Sul é um desses projectos” -salientou.
O edil considerou que para a realização deste projecto é essencial a união da população, dos agentes locais e de todas as forças políticas.
“Afirmo a minha inteira e séria posição para o diálogo institucional, defendo o diálogo com a Administração Central” – referiu
Carlos Humberto salientou que a “solidariedade institucional” nada tem a ver com a “solidariedade política”.
Projecto se articule com a cidade construída
Carlos Humberto, referiu diversas fases de avaliação de soluções para o território da Quimiparque, recordou o projecto de iniciativa da Câmara o «MUDA», na gestão de Pedro Canário, assim como o Master Plan, na gestão PS, numa iniciativa da Quimiparque.
“Nós fizemos a avaliação destas iniciativas” – sublinhou.
O autarca salientou que o projecto em torno da Qumiparque tem que ser desenvolvido com base em conceitos que perspectivem que – “o novo não se contraponha ao construído”, defendendo a necessidade que “o projecto se articule com a cidade construída”, é, disse, “preciso cerzir aquele território com aquilo que existe”.
TTT porque é necessária ao país
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro, salientou que o concelho do Barreiro tem que ser uma centralidade de Lisboa, centrada no Tejo, que ajude a construir «Lisboa Cidade região que o país necessita”.
Recordou a importância de Portugal se transformar numa plataforma Atlântica da Europa, e, que tal, também passa pela construção da Terceira Travessia do Tejo.
Referiu que o projecto do Arco Ribeirinho Sul pode desenvolver-se sem a TTT, embora, sem esta infra-estrutura as condições serão diferentes.
“É preciso combater pela TTT porque é necessária ao país, e, ajuda a desenvolver o nosso concelho” – referiu.
Razões das dificuldades do Barreiro
Carlos Humberto, aproveitou para tecer algumas criticas aos socialistas que no documento em discussão apresentam dificuldades que estão na origem de atrasos do Barreiro.
“As razões das dificuldades do Barreiro ao longo dos últimos 20 anos tem sido aquelas que o PS afirma no documento” - referiu, mas, sublinhou que – “ao longo do tempo o PS tem apontado outras situações”, sendo contraditório entre o que diz agora e o que tem afirmado nos últimos anos.
Governo decidiu sem falar com a Câmara do Barreiro
O autarca recordou o esforço pelo diálogo que tem sido desenvolvido, nos últimos anos, na procura de soluções para o território da Quimiparque, que tem conduzido ao envolvimento de diversos parceiros.
Quanto às decisões tomadas pelo Governo de suspensão da Sociedade do Arco Ribeirinho Sul, sublinhou que na reunião com a Ministra expressou a sua discordância, quanto ao modo, porque o Governo decidiu, e, para tal, não foram envolvidos os parceiros.
“O Governo decidiu sem falar com a Câmara do Barreiro, não é justo em termos institucionais” - sublinhou.
O autarca referiu que na reunião com a Ministra expressou a defesa da Sociedade do Arco Ribeirinho Sul, como modelo.
Conselho Consultivo do Arco Ribeirinho Sul deveria continuar
Carlos Humberto, salientou, ainda, que a elaboração do Plano Estratégico para o território da Quimiparque, nomeadamente as decisões sobre o Plano de Urbanização – “ajudaram a construir a estratégia do Arco Ribeirinho Sul”.
O autarca divulgou que na reunião realizada com a Ministra do Ambiente, foi garantido que - “o projecto do Arco Ribeirinho Sul é para continuar”, foi esse o acordo da Ministra com os três presidentes de Câmara.
Por outro lado informou que a Ministra reafirmou a decisão de suspender a Sociedade ARS.
“Nós numa posição construtiva, demos ideias e soluções, e, consideramos que o Conselho Consultivo do Arco Ribeirinho Sul deveria continuar” – referiu Carlos Humberto.
A Ministra segundo o edil, vai apresentar uma proposta.
Agora é preciso trabalhar para andar para a frente
Carlos Humberto, na sua intervenção manifestou o seu apreço e solidariedade – “a todos os que deram contributos para chegarmos até aqui, foi um enriquecimento que guardo como cidadão e como Presidente da Câmara”.
“Agora, é preciso trabalhar para andar para a frente”- sublinhou.
“Estamos em condições de, até ao fim do ano, apresentar o Plano de Urbanização da Quimiparque” – referiu o autarca ao finalizar a sua intervenção.
Não precisamos duplicar custos
Bruno Vitorino, lamentou que o Presidente da Câmara não tenha dado estas explicações no inicio do debate.
O autarca social democrata recordou que a reavaliação da parcerias públicas privadas está inscrita no acordo da troika.
Afirmou que o PS tem como objectivo fazer passar a mensagem para a opinião pública que o a estratégia do Governo é acabar com tudo – “Governo de direita neo-liberal quer acabar com tudo”.
Igualmente afirmou que esse é o objectivo do PCP – “há 30 anos que assistimos a isto, mudem a agulha” – sublinhou o deputado social democrata.
Bruno Vitorino, afirmou que a Quimiparque, ao longo dos anos, contrariamente ao que foi afirmado por outro na Assembleia Municipal – “fez muito mais que alugar”.
“Nós, não precisamos de duplicar custos, queremos um modelo de gestão que seja viável” – afirmou.
Discussão séria para um assunto que é sério
Afirmou que a Ministra está disponível para caso existam “investidores concretos”, podem ser estudadas e avançar com soluções.
“Não precisamos de outra Sociedade Anónima” – disse.
O autarca do PSD manifestou a vontade – “para uma discussão séria, para um assunto que é sério”.
Não faz sentido existirem duas entidades
João Pintassilgo, PS, perguntou a Bruno Vitorino, se tinha conhecimento de uma proposta do Arco Ribeirinho Sul, que perspectivava a junção das duas entidades – Arco Ribeirinho Sul e Baía Tejo.
Bruno Vitorino, respondeu que a pergunta de João Pintassilgo só por si, “dava para uma profunda reflexão”, e demonstra a contradição do PS.
Ao referir a proposta do Arco Ribeirinho Sul, Bruno Vitorino considerou que João Pintassilgo estava a demonstrar o seu acordo com a fusão das duas entidades, facto esse que, é uma prova que concorda que – “não faz sentido existirem duas entidades”.
Essa pergunta, disse Bruno Vitorino, contraria tudo o que está no vosso documento em discussão nesta Assembleia.
O deputado social democrata voltou a afirmar que o fim da Sociedade Arco Ribeirinho Sul, não coloca em causa o Projecto de requalificação – “pode continuar, com uma solução exequível e real” – disse.
Mais um sócio a Caixa Geral de Depósitos
Joaquim Matias considerou que Bruno Vitorino põe em causa o projecto, como sendo autosustentável.
“Neste momento de crise, não era extinguir o Arco Ribeirinho Sul, era colocar-lhe mais um sócio a Caixa Geral de Depósitos, porque uma entidade financeira devia entrar nisto” – disse, como proposta pessoal.
Governo “repondere” suspensão da Sociedade Arco Ribeirinho Sul
Os trabalhos concluíram com a aprovação da proposta de Resolução, apresentada pelos deputados do Partido Socialista, onde é reafirmado “o carácter estratégico do projecto do Arco Ribeirinho Sul para o Barreiro, para a Área Metropolitana de Lisboa e para o país”.
Na mesma resolução é lançado um apelo ao Governo para que “repondere a decisão anunciada de suspensão do projecto da Sociedade Arco Ribeirinho Sul”.
Por outro lado, foi deliberado que a Assembleia Municipal do Barreiro desenvolva, em articulação com a Câmara Municipal, todas as diligências necessárias junto do Governo para assegurar uma solução institucional, com plena definição das responsabilidades, que salvaguarde os poderes actualmente atribuídos à Sociedade Arco Ribeirinho Sul, e clarificação dos prazos de execução que garanta a continuidade do projecto Arco Ribeirinho Sul, na sua dimensão estratégica, nas suas vertentes de reabilitação urbana, reconversão do tecido empresarial e de criação de emprego”.
A resolução foi aprovada com os votos favoráveis do PCP/CDU, PS e BE. O PSD votou contra. O deputado do PS, André Pinotes, informou que por razões de ordem pessoal não participava na votação.
Nota - Texto editado a partir da recolha efectuada através da transmissão da Assembleia Municipal do Barreiro via internet, que, por diversos momentos, sofreu interrupções.













