Situação no Hospital do MontijoPreocupa Presidente da Câmara Municipal, Amélia Antunes

Por Jornal Rostos
Maria Amélia Antunes preocupada
com situação no Hospital do Montijo
Na sequência da reunião realizada entre a Presidente da Câmara Municipal de Montijo, a presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Barreiro-Montijo, Isabel Pinto Monteiro, e a diretora clínica a edil de Montijo, Maria Amélia Antunes, escreveu uma missiva a Isabel Monteiro, onde reafirma e sublinha os seguintes pontos:
1 – É necessário para uma aceitável prestação de cuidados médicos de saúde às populações de Montijo e Barreiro, que os serviços de urgência dos dois hospitais se complementem, como aliás sugere o próprio Centro Hospitalar em comunicado enviado à imprensa. Não obstante a escassez de recursos humanos, a urgência do hospital de Montijo deve ser servida por dois médicos em presença física durante as 24 horas, bem como por dois enfermeiros, um administrativo e ainda um internista. O próprio Centro Hospitalar reconhece esta necessidade.
2 – É indispensável que da unidade hospitalar de Montijo não seja retirado para a unidade do Barreiro tudo o que é bom (pessoal e equipamentos), criando um vazio na unidade hospitalar de Montijo para, eventualmente, argumentar, num futuro próximo, que aquela unidade não reúne condições e, por isso, pode vir a ser encerrada.
3 – É imprescindível cumprir o protocolo assinado entre a Câmara Municipal de Montijo e o Ministério da Saúde. O objetivo que está subjacente à criação do Centro Hospitalar Barreiro-Montijo, que resultou deste protocolo, que se mantém em vigor, é o de proceder a uma melhor resposta nos cuidados hospitalares às pessoas da área de influência deste hospital, ou seja, dos concelhos de Alcochete e do Montijo, predominantemente. No respeito pelo protocolo, nenhuma valência pode ser afetada, o que não está a acontecer, na prática. Recorde-se, que o jornal Diário da Região, do passado dia 7 de outubro, noticiava o conteúdo de um “memorando interno” do diretor do serviço de urgência do hospital do Montijo, cujo conteúdo é contraditório com os objetivos já referidos, que passam por manter a urgência na unidade hospitalar do Montijo em efetivo funcionamento, cuidando dos doentes que para lá são conduzidos. Daí que, no memorando interno referido onde se lê: “todos os doentes transportados em ambulância não devem dar entrada no hospital do Montijo”, pergunta-se: Por que razão todos os doentes transportados em ambulância? E os que chegarem por outros meios, o que acontece?
A edil montijense, face à atual situação e tendo em conta o protocolo, solicita à presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Barreiro-Montijo um esclarecimento com caráter de urgência.
*Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Fonte - CMM













