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Bastidores

Manter as oito freguesias no concelho do Barreirofoi a ideia força defendida pela maioria CDU na Assembleia Municipal

. PSD defende agregação das freguesias urbanas ( Barreiro, Alto do Seixalinho e Verderena)

. BE não se incomoda com o número de freguesias, defende a consulta popular

. PS disponível para analisar uma proposta

Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, ontem à noite, no decorrer da Assembleia Municipal do Barreiro, para debater a Reforma Administrativa defendeu que no concelho do Barreiro devem manter-se as oito freguesias.
“Esta deve ser a posição do concelho” – referiu o autarca.

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Manter as oito freguesias no concelho do Barreiro foi a ideia força defendida pela maioria CDU na Assembleia Municipal

Por Jornal Rostos

Na reunião da Assembleia Municipal do Barreiro realizada, ontem à noite, com o objectivo de analisar a temática da Reforma Administrativa do Poder Local no final dos trabalhos foram votados dois documentos.
A moção apresentada pelo Bloco de Esquerda que defende a realização de “consulta popular” no processo de alteração das freguesias, obteve os votos favoráveis do PCP/CDU e BE, tendo votado contra o PS e PSD.
A Resolução apresentada pelo PCP/CDU contou com a abstenção do PS e BE, os votos favoráveis do PCP/CDU e o voto contra do PSD.

Manter as 8 freguesias

Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, defendeu que no concelho do Barreiro devem manter-se as oito freguesias.
“Esta deve ser a posição do concelho” – referiu o autarca.

Agregar as freguesias urbanas

Bruno Vitorino, PSD, sublinhou que está de acordo com a agregação das freguesias urbanas do concelho do Barreiro, ficando a existir uma única freguesia que agregue as actuais freguesias da Verderena, Alto do Seixalinho e Barreiro.
O deputado social democrata lamentou que o PS não tenha propostas concretas, nem tome posição, quando foi subscritor do documento da troika que aponta para a redução de freguesias.
Segundo Bruno Vitorino o PS local não tem coerência – “apresenta zero de propostas, zero de sugestões”.

Ouvir as populações

Rosário Vaz, BE, sublinhou que esta Reforma Administrativa do Poder Local “é um bluff, isto não é uma reforma administrativa”.
“A agregação das freguesias é uma concentração de poderes que afasta as pessoas das decisões” – sublinhou.
A deputada do Bloco de Esquerda referiu que “não tem problemas quantas são as freguesias” no concelho, defendendo que o “importante é ouvir as populações”.

Estamos abertos a encontrar um modelo final

Eduardo Cabrita, PS, referiu a existência de “falta de sentido” para a realização desta assembleia extraordinária, proposta pelo PSD, que o PS deu o seu apoio, mas que não existiu propostas concretas para análise.
O deputado socialista considerou ser importante defender os interesses do Barreiro caso avance “esta malfadada proposta” do Governo.
“Estamos abertos a encontrar um modelo final” – referiu.
Eduardo Cabrita, sublinhou que seria importante antecipar soluções com “um debate sério”, sendo importante ouvir as populações e as Assembleias das Freguesias.
Segundo o deputado do PS, pela análise da proposta do Governo não se entende qual é a racionalidade para o Barreiro, pode não ser “a regra e esquadro”, mas, disse, é uma “calculadora acéfala”.
“Esta Assembleia Municipal foi uma oportunidade perdida” – sublinhou.

As oito freguesias são necessárias ao concelho

José Paleta, PCP/CDU, referiu que no debate realizado no decorrer da reunião ficou claro quem é pelo Poder Local democrático e quem é contra o Poder Local democrático.
Referiu que no próximo dia 17 de Março, a CDU vai promover, em todas as freguesias do concelho do Barreiro, encontros com a população para debater a proposta do Governo.
“Consideramos que as 8 freguesias fazem falta ao concelho do Barreiro” – sublinhou.

Subversão do regime democrático

Joaquim Matias, PCP/CDU, salientou que uma reforma do Poder Local “não é feita sem a regionalização”.
Na sua intervenção acusou os deputados do PSD de “incompetência” e “cobardia”, porque não assumem, nem clarificam quais os benefícios para o concelho do Barreiro, com a aplicação da reforma proposta pelo Governo.
“Atrás desta estratégia está uma estratégia que é a subversão do regime democrático” – sublinhou, recordando que já Marcelo Caetano, considerava as freguesias como autarquias de 2ª classe.

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