RUCI – Rede Urbana para a Competitividade e a Inovação do Alentejo Litoralapresentado ontem em Santiago do Cacém

Por Jornal Rostos
A Rede de Aglomerados Urbanos do Alentejo Litoral, aprovada no âmbito do Programa Operacional Regional INALENTEJO, visa apostar na cooperação interurbana dos municípios de Alcácer do Sal, Grândola, Odemira, Santiago do Cacém e Sines e é baseada num plano estratégico elaborado por Augusto Mateus, com investimentos na ordem dos 7,5 milhões de euros, cinco milhões dos quais de fundos comunitários.
A rede inclui os cinco municípios e a Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral (CIMAL) e a Associação dos Resorts do Alentejo Litoral (AREAL).
Durante a apresentação oficial da Rede à imprensa e no debate que decorreu no Hotel Caminhos de Santiago, estiveram os autarcas de Santiago do Cacém (Vítor Proença), Alcácer do Sal ( Pedro Paredes) e Odemira (José Guerreiro), o chefe de gabinete do Presidente da Câmara de Grândola ( Alcides Bizarro), a Vereadora da Câmara Municipal de Sines, (Cármen Francisco) o Secretário Administrativo da CIMAL (Ventura Leite) e o Vereador do Turismo na Câmara Municipal de Santiago do Cacém (Álvaro Beijinha).
O autarca de Santiago do Cacém explicou a importância de trabalhar em rede, assegurando no entanto que “a candidatura aprovada por 7 milhões e meio de euros, com cinco milhões do FEDER ficou aquém porque o sonho era muito elevado. Houve um conjunto de operações que caíram por diversas razões entre as quais a situação financeira do país e dos municípios”.
Vítor Proença acrescentou no entanto que “os cinco municípios partiram do princípio que esta candidatura não era a solução mágica para resolver os problemas, mas a Rede faz parte da estratégia que visa potenciar a atratividade e a competitividade da região, para desenvolver a cooperação interurbana para explorar as potencialidades dos nossos aglomerados urbanos e, ao mesmo tempo marcar a diferenciação entre eles”.
O RUCI do Alentejo Litoral já está no terreno. Os projetos aprovados estão em curso e alguns já concretizados, é o caso do
Festival de Músicas do Mundo e a Escola de Artes de Sines ou a criação de ligações a bairros em Alcácer do Sal e de uma ponte pedonal sobre o rio Mira, em Odemira.
Através do trabalho em rede, os municípios vão promover, até ao fim do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), iniciativas financiadas pelo projeto, aprovado pelo InAlentejo e que visa a revitalização de edifícios, requalificações urbanísticas e do espaço urbano e colóquios sobre as potencialidades locais. O próximo realiza-se em Alcácer do Sal.
Projetos
FMM – Festival Músicas do Mundo – Sines; Escola de Artes de Sines; Construção da Ponte Pedonal sobre o Rio Mira – Odemira; Reforço das Ligações dos Bairros Periféricos à Cidade de Alcácer do Sal, Revitalização do Edifício Pomba Cupido – Alcácer do Sal; Requalificação Urbanística da Entrada Noroeste – Grândola, Requalificação do Espaço Envolvente à Igreja Matriz de Grândola e Recuperação do Mercado Municipal e Animação e Gestão da Rede ( Santiago do Cacém).
Após a apresentação oficial do RUCI, seguiu-se a sessão de debate.
Para abordar o tema “Caminhos com História, Turismo, Centros Urbanos e Património”, foram oradores Carlos Fortuna (natural de Santiago do Cacém).
Doutorado na Universidade de Nova Iorque, Carlos Fortuna é Professor Catedrático da Faculdade de Economia e membro do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Coordena os Programas de Mestrado e de Doutoramento em Cidades e Culturas Urbanas. É também o coordenador da Rede Brasil-Portugal de Estudos Urbanos.
A sessão moderada por José Portugal (Licenciado em Antropologia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Pós-Graduação em Gestão e Políticas Culturais pela Universidade de Barcelona. Pertence, desde janeiro de 2001, aos quadros da Quaternaire Portugal, empresa em que é consultor na área da cultura), contou ainda com a presença de Nuno Lopes.
Natural de Tomar, possui formação superior na área de Turismo pela Universidade de Aveiro e é mestrando em Gestão e Planeamento em Turismo, com tese em desenvolvimento sobre ‘Turismo, Cultura e Regeneração Económica e Social – o papel da cultura e das redes na atratividade e competitividade turística’. Profissionalmente está ligado à Universidade de Aveiro desde 2006.
Durante a primeira intervenção, o professor Carlos Fortuna lançou algumas ideias que defende e que no essencial passam pela “ideia de que hoje em dia, temos que saber articular o que é visível e para preservar e valorizar para o futuro”.
“Qual o passado que vale a pena transportar para o futuro”, foi outra das ideias deixadas pelo professor Carlos Fortuna que valorizou o trabalho “da Rede que é um exemplo e contraria a falta de esperança dos nossos dias”.
Nuno Lopes abordou os Centros Históricos, deixando alguns exemplos bem sucedidos e enumerou alguns fatores essências na urgência de dinamizar os centros urbanos que na sua maioria se encontram estagnados, devolutos, com estagnação comercial.
Nuno Lopes defende que o património tem que ser usados por nós (no presente), através de “uma vivência com a implementação de novos negócios, novos equipamentos, novas ofertas de produtos. Para o orador a “identidade cultural tem um lugar que é irrepetível e torna-o único e a salvo de cópias e o trabalho destes cinco municípios na Rede deve ser reforçado porque só traz vantagens para a região”.













