Amílcar Romano PS fala de «medo» na Câmara Municipal do BarreiroPresidente não vai chamar a policia para fiscalizar a acção dos trabalhadores
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, afirmou que o “apelo” colocado pelo vereador socialista – “é pura especulação”, acrescentando que “é uma mão cheia de nada”, porque, disse, “de coisas concretas zero”.

Por Jornal Rostos
Realizou-se hoje a reunião pública da Câmara Municipal do Barreiro, no ponto antes da ordem do dia, Amílcar Romano, vereador do Partido Socialista, sem pelouro, apresentou um apelo ao presidente da Câmara Municipal do Barreiro, onde alertava para o que considera ser um “sentimento de medo” que rodeia o quotidiano dos trabalhadores da Câmara Municipal do Barreiro.
Segundo o autarca socialista existe um “ambiente de medo nas relações laborais”, sendo tal clima mais notado nas “relações criadas com as chefias”.
Amílcar Romano referiu que acena-se às criticas “com o fantasma do despedimento”.
Colocam em “causa a cultura barreirense”
O vereador socialista no seu apelo recordou que o Barreiro é uma “terra de esquerda”, e, uma terra que tem a Liberdade como algo que “simboliza a implantação da democracia”
“O ambiente de medo representa uma situação doentia” – sublinhou o autarca socialista.
O autarca afirmou que o “sentimento de medo” pode “gerar desinteresse” e “ineficácia profissional”, nesse sentido lançou um apelo ao presidente da Câmara para que sejam corrigidos os comportamentos, porque a manterem-se colocam em “causa a cultura barreirense”.
“O medo não é uma arma da esquerda, sempre foi uma arma da direita” – afirmou Amílcar Romano.
Não tenho intenção nenhuma de chamar a policia
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, colocou interrogações:”Há medo? Medo na Câmara? Medo generalizado?”.
O autarca após as interrogações afirmou que o “apelo” colocado pelo vereador Amílcar Romano – “é pura especulação”, acrescentando que “é uma mão cheia de nada”, porque, disse, “de coisas concretas zero”.
O edil afirmou que – “Não tenho intenção nenhuma de chamar a policia para fiscalizar a acção dos trabalhadores”.
Não assumirei despedimentos
Por outro lado, o presidente da Câmara Municipal do Barreiro sublinhou “se há fantasmas de despedimento, não é do presidente”, e recordou que o Governo impôs a obrigatoriedade de redução de pessoal em 2%.
“Iremos fazer um esforço para reduzir com saídas naturais, mas não assumirei despedimentos” – sublinhou.
Defesa da democracia não se faz com palavras
Carlos Humberto, salientou ainda que o “apelo” de Amílcar Romano, “é profundamente desajustado”, classificando-o como “um, tiro ao lado”.
O autarca acrescentou que este apelo do vereador socialista era “uma facilitação ao governo”.
“O que é isto se não uma cooperação com o Governo, valorizar coisas e ambiente, no parece que se diz” – sublinhou.
“A defesa da democracia não se faz com palavras, faz-se com actos” – sublinhou o presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
Nunca usei o medo como forma de combate
Carlos Humberto, na troca de opiniões com Amílcar Romano, recordou-lhe – “que a esquerda que se assume como esquerda, não assume o medo como combate politico”.
“Nunca usei o medo como forma de combate politico” – sublinhou.
Por outro lado, salientou – “não sei se defendo os mesmos valores que o senhor”, no que diz respeito a conceitos de liberdade e democracia.
O autarca reafirmou a sua disponibilidade para que na autarquia continue a existir – “um ambiente sadio”.













