Vereador PSD apresentou moção desfavorável à Greve GeralEleitos CDU, PS e independente reprovaram
A moção apenas contou com o voto favorável do vereador do PSD, sendo reprovada pelos eleitos da CDU, do PS e Nuno Santa Clara Gomes, independente.

Por Jornal Rostos
Divulgamos o conteúdo da moção apresentada pelo vereador Nuno Banza:
Moção
Greve Geral de 22 de Março de 2012
São públicas e notadas por todos, as dificuldades com que as famílias e as empresas estão confrontadas e que diariamente de forma corajosa e construtiva enfrentam, trabalhando e contribuindo para que o nosso país possa ter melhores condições de vida para todos os seus habitantes.
O caminho de rigor e seriedade que a administração pública deve seguir sempre, não se compadece com a assumpção de compromissos futuros, que hipotecam a qualidade de vida das gerações futuras, sem que esses possam ser honrados sem recorrer a mais limitações à capacidade de investimento de famílias e empresas no presente e no futuro. Esse é claramente um caminho abandonado hoje!
A actividade económica com regras e respeito pelos direitos e deveres dos trabalhadores e agentes é a solução geradora de riqueza e desenvolvimento que permite ao Estado desempenhar o seu papel de regulador e promotor de uma sociedade mais justa e solidária, capaz de estimular a iniciativa dos mais habilitados e valer aos que mais precisam do seu apoio.
Os direitos dos trabalhadores, conquista social inalienável, devem ser sempre respeitados e promovidos, permitindo que as suas lutas e conquistas sejam geradoras de maior justiça social, maior equidade e permitam tornar a sociedade mais justa e mais eficiente, permitindo assim que o seu futuro seja sustentável.
A Greve é um direito dos trabalhadores e deve ser sempre promovida na defesa dos interesses gerais destes, suportada por fundamentos sólidos e claros, como forma de luta democrática numa sociedade justa e organizada.
O cumprimento e o exercício de um direito não pode pôr nunca em causa o respeito por direitos de igual importância, como o direito ao trabalho, porque dessa forma não se está perante uma luta democrática, mas sim perante uma forma de abuso de poder e autoridade inaceitável num estado de direito!
A conjuntura actual do país, de débil situação económico-financeira e de profunda incapacidade de suprir as necessidades de muitas famílias e empresas tem merecido da parte do Governo a maior atenção e esforço no sentido de encontrar uma estratégia de inversão de um caminho ruinoso e socialmente muito injusto no qual o país não pode continuar.
Este contexto não é, por isso, fundamento que justifique uma Greve Geral, mas sim um movimento de coesão nacional face às adversidades com que todos estamos confrontados.
O impacto inevitável que a Greve Geral, direito indiscutível dos trabalhadores, terá nas finanças públicas, nas famílias e nas empresas, não trará mais ajuda a encontrar um caminho de menos dificuldades às famílias e às empresas, mas apenas maiores problemas de curto prazo com que o estado e em última análise os cidadãos estarão confrontados.
Assim, e face ao exposto, a Câmara Municipal do Barreiro, reunida em Sessão Pública em 21 de Março de 2012 delibera pronunciar-se desfavoravelmente quanto à marcação de uma Greve Geral no momento de tão grandes dificuldades em que o país se encontra, uma vez que esse não é o caminho de coesão nacional e de sentido de responsabilidade com que os portugueses têm vindo a contribuir activamente para que o caminho que Portugal deve seguir seja efectivamente o do desenvolvimento económico e do progresso social, única via para uma sociedade mais justa e solidária.
O Vereador do PSD na Câmara Municipal do Barreiro, Nuno Miguel S. Banza













