Transportes Colectivos do BarreiroMedidas profundas de racionalização e eficácia, de melhoria da gestão financeira

Por Jornal Rostos
“Tendo em conta a situação financeira do País, do Poder Local, da Câmara e dos Transportes Colectivos do Barreiro [TCB], tendo em conta que os TCB não estão a ser apoiados com indemnizações compensatórias como os outros serviços públicos de transportes na Área Metropolitana de Lisboa e tendo em conta que a repartição das receitas dos passes intermodais está a ser penalizadora para os TCB – isto é, do bolo total das receitas dos passes, os TCB deveriam receber uma determinada verba e estão a receber um valor inferior à verba das pessoas que transportam, em contrapartida com outras empresas que recebem, a mais, do que as pessoas que transportam-, o conjunto de todos estes fatores obriga a que se tomem medidas profundas de racionalização e eficácia, de melhoria da gestão financeira dos TCB” disse o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
Os resultados dessas medidas tomadas em 2011 foram anunciados por Carlos Humberto de Carvalho Presidente da Câmara Municipal do Barreiro (CMB) e pelo Vereador com a área do Planeamento e Gestão Urbana da CMB, Rui Lopo, responsável pelas questões relacionadas com os TCB, em Conferência de Imprensa, ao final da tarde da passada quarta-feira, 4 de abril, nas instalações dos TCB, na qual marcou, ainda, presença o Vereador com a Administração Geral e Patrimonial, Carlos Moreira.
“Procurámos adaptar os TCB, fundamentalmente, por um lado, aos novos horários da Soflusa – dos barcos – e, por outro, resolver alguns problemas e carências que tínhamos ao nível da mobilidade, passando a prestar serviços que anteriormente não prestávamos”, disse Carlos Humberto de Carvalho, no final da Conferência, que, conforme explicou, apresentou um balanço do trabalho realizado ao nível dos TCB, em 2011, e perspetivou algumas medidas para o ano 2012. “Considero que os dados que estão até agora apurados são positivos, que nos permitem encarar o futuro com alguma esperança, se continuarmos a agir e a tomar medidas para a resolução desses mesmos problemas”, sintetizou o Presidente.
Lei dos Compromissos
A Lei dos Compromissos, na opinião de Carlos Humberto de Carvalho, “foi feita não tendo em conta as características da gestão do Poder Local”. Porque ainda não está regulamentada, o Presidente admite que o “Decreto-Lei que regulamenta a Lei pode fazer interpretações que permitam – reduzindo gastos, custos, passivo – uma gestão”. Sobre este particular, referiu: “Nós, eleitos autárquicos, estamos a intervir – estou, eu próprio, a intervir – para que a o Decreto-Lei regulamentar da Lei dos Compromissos tenha as interpretações que permitam resolver estes problemas”.
Grosso modo, e de forma simples, explicou, “a Lei dos Compromissos diz o seguinte: ficam disponíveis para a gestão apenas 75 por cento daquilo que foi a média da receita dos últimos dois anos”. Em 2012, se a Lei for aplicada tal e qual é, agora, conhecida implicaria que os TCB só teriam esse valor. O restante teria que ser canalizado para amortizar passivo, referiu.
“Isto leva o Poder Local – e outras entidades; temos ouvido declarações dos gestores hospitalares, das universidades, etc. – à paralisação”, concretizou, tendo em conta compromissos fixos, como salários, ADSE, pagamentos a bancos, entre outros.
Tarifa de bordo “abaixo do operador de referência na AML”
“O ano 2011 teve um fortíssimo reflexo do ponto de vista da consolidação financeira”, afirmou o Vereador do Planeamento e Gestão Urbana na Conferência de Imprensa. “Já nos permite traçar um padrão dos TCB”, acrescentou, apresentando um conjunto de slides com dados sobre a atividade dos Transportes.
Rui Lopo frisou que os TCB – com, em 2011, 58,8 quilómetros de extensão de rede, 17 linhas e 192,4 quilómetros de comprimento de linhas – têm uma tarifa de bordo “abaixo do operador de referência na AML”.
Ao nível dos resultados líquidos do exercício, 2011 registou - 525.492,64 euros. No ano anterior situava-se em - 932.070,78 – “resultado de otimização”, referiu o Vereador, que voltou a recordar o significado dos aumentos dos combustíveis na despesa. A subida até 15 de janeiro, lembrou, significa 300 mil euros no final do ano de despesa.
Carregamento dos passes TCB na rede Multibanco
Na Conferência de Imprensa foram ainda anunciadas várias novidades que se prendem com o carregamento dos passes TCB na rede Multibanco (já possível), com os passes 4_18 – este com desconto de 50 por cento para alunos do escalão A – e o “Social +A” – ambos disponíveis na rede TCB; e a apresentação da candidatura “Ecoficity 2.0”, que irá permitir a criação do portal dos TCB com capacidades inovadoras no serviço aos utentes.
E ainda, conforme a CMB deu, já, conta (http://www.cm-barreiro.pt/pt/conteudos/noticias+e+eventos/noticias/TCB+ALTERACOES+9-ABR-2012.htm), alterações, a efetivar a partir de ontem, segunda-feira, 9 de abril, relativamente a carreiras, tais como: a criação das carreiras nºs 149 e 150, em substituição das 9, 10, 14 e 15; a criação da carreira 72 e o alargamento da 71 para período diurno; a reformulação carreira 6 – que passa circular pelo interior do Parque Empresarial Baía do Tejo/Quimiparque, com ligação ao Lavradio pela Rua da Indústria; e a criação da rede 37, que assegura a ligação ao último barco.
CMB













