Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém pede reunião à Ministra da JustiçaEm causa está a reorganização da estrutura judiciária
Em causa está o Ensaio para a Reorganização da Estrutura Judiciária, de janeiro de 2012, e, em especial as alterações que se prevê que sejam efetuadas nas competências da Comarca do Alentejo Litoral, criada em 2009.

Por Jornal Rostos
O autarca entende e refere na missiva enviada à Ministra que “só por si a implementação do modelo proposto para a comarca do Alentejo Litoral é incoerente, desadequada, desproporcional e agravado pelo contexto económico, apta a colocar em causa os direitos de acesso à justiça constitucionalmente consagrados”.
O referido Ensaio prevê uma política de alteração do mapa judiciário que passa pelo abandono da lógica de divisão territorial por NUTS para Distritos Administrativos e Regiões Autónomas, em que corresponde cada distrito administrativo e região Autónoma a uma comarca, cuja sede é a capital do distrito. Um único tribunal de distrito, com secções a funcionar em diversos pontos do distrito, deixando os tribunais, nos vários pontos do distrito, de funcionar como tribunais Autónomos.
Assim, pretende-se que os tribunais de Santiago do Cacém, Alcácer do Sal, e Grândola, deixem (para já) de existir enquanto tribunais autónomos. E prevê-se a extinção do Tribunal de Sines. Os referidos Tribunais passariam a ser entendidos como secções do tribunal de distrito, o que equivale a dizer-se que há uma extinção substancial do Tribunal de Santiago do Cacém, por esvaziamento de competências, e é nesses termos que a questão deve ser, desde já, colocada e avaliada.
O autarca recorda ainda que “sobre os processos entrados no Tribunal de Santiago do Cacém existe uma taxa de recuperação entre os 80 e os 85%. Que o tempo médio entre a data de instauração de uma ação e a realização de um julgamento é de seis a sete meses e que o trabalho desenvolvido na Comarca do Alentejo Litoral foi, inclusivamente, reconhecido pelo Conselho Superior de Magistratura como um êxito de gestão e um sucesso na diminuição de pendências e no aumento qualitativo de respostas no setor da justiça”.













