DIA MUNICIPAL DO ASSOCIATIVISMO NO BARREIRO‘Movimento Associativo’ em debate com dezenas de dirigentes

Por Jornal Rostos
Regina Janeiro contextualizou este encontro dizendo que o mesmo assinalava quer o Dia Nacional, como o Dia Municipal, do Associativismo. As mais de duas centenas de coletividades do Concelho bem o justificam, disse. Por essa mesma razão, durante todo o dia, “visitámos mais de quarenta coletividades no Barreiro”.
De que falamos quando falamos em Associativismo? Na opinião da Vereadora, Associativismo é “um querer fazer com os outros e pelos outros”.
Luís Vitório, presidente da Direção de “Os Franceses” disse que aquela “casa é um dos marcos do associativismo da nossa terra” e tão enriquecedor que, confessou, ainda hoje está a aprender o que é o associativismo. Ainda assim, afirmou tratar-se de um exemplo de vida democrática. “O associativismo concilia o valor coletivo com o valor individual e é uma fonte de união de povos e de comunidades. É um ato de liberdade e de opção do ser humano”, disse sem reservas.
A terminar referiu que o associativismo está em crise, assim como as empresas, as câmaras municipais e o mundo. Perante este cenário, disse “temos de nos unir para salvar o Movimento Associativo (M.A.) ”.
“Estamos aqui para partilhar ideias, ouvir opiniões e construir soluções”, disse Carlos Humberto de Carvalho na sua intervenção inicial, salientando o quão importante é ouvir os outros e aprender com eles.
Elementos identitários do Concelho do Barreiro
Contextualizando, o Presidente do Município lembrou que o Barreiro é um Concelho com uma vincada cultura operária e associativa e que estes são elementos identitários do Barreiro. Expressando a sua opinião, também ele considerou que ‘Associativismo’ é participação cívica e envolvimento dos cidadãos e que, no caso concreto do Concelho, as duas centenas de coletividades existentes atuam em muitas e diversificadas áreas da sociedade.
Por estas razões, considerou que o Barreiro “tem de agradecer, valorizar e felicitar todos aqueles que tanto deram para construir esta terra de combate e luta, mas também de lazer e cidadania, de cultura e de desporto”.
Assim, concluiu, “a maior riqueza das associações são as pessoas que nele intervêm. Não há M.A. se não houver pessoas. E sublinhava isto, nestes momentos particularmente exigentes”, reforçou.
Antes de passar a palavra à plateia, Carlos Humberto de Carvalho afirmou que, de entre os fortes desafios que hoje se colocam às coletividades, o escalão etário dos dirigentes é um deles. “Precisamos de cruzar a experiência dos mais velhos com a irreverência dos mais novos”.
Estou convencido que o Barreiro vai vencer esta batalha
«O Barreiro tem muito orgulho na sua história, mas quer construir o seu presente e o seu futuro» esta foi uma das afirmações marcantes da noite.
O Presidente da Câmara agradeceu, em seu nome pessoal, o papel que o M.A. teve e continua a ter na sociedade barreirense e disse que, tal como considera que o Poder Local é um pilar importantíssimo da revolução de Abril, também defende que o M. A. é um pilar fundamental de Democracia.
Perante as dificuldades atuais, Carlos Humberto de Carvalho salientou que o Barreiro tem que dar o exemplo. “A nossa vitória está nas nossas forças, na nossa capacidade de trabalho e na nossa unidade. E é este sinal de combatividade e de esperança que devemos mostrar uns aos outros” concluiu.
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