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Bastidores

Bruno Dias e Paula Santos deputados do PCP de Setúbalrecebidos pelo autarca de Santiago do Cacém

Presidente da Câmara apela a Grupo Parlamentar do PCP para pedir explicações ao Governo sobre desinvestimento nos cuidados primários no concelho

Os deputados do PCP Bruno Dias e Paula Santos foram recebidos na Câmara Municipal de Santiago do Cacém pelo Presidente da Câmara no âmbito da visita que os dois parlamentares efetuaram ontem ao Litoral Alentejano.

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Bruno Dias e Paula Santos deputados do PCP de Setúbal recebidos pelo autarca de Santiago do Cacém

Por Jornal Rostos

O autarca de Santiago traçou a realidade do concelho no que diz respeito aos cuidados primários de saúde, abordou a situação do Hospital do Litoral Alentejano, das 4 corporações de bombeiros do concelho que atravessam dificuldades económicas complicadas e manifestou ainda algumas preocupações sobre as acessibilidades, nomeadamente no que diz respeito à construção do IP8 – troço Sines – Beja e sobre o traçado da ferrovia.

Vítor Proença disse estar muito preocupado com a falta global de médicos em todo o concelho.
“Existem em Santiago médicos em número muito insuficiente e temos a situação mais grave de todo o Litoral Alentejo, porque estão previstas várias aposentações e o recurso aos médicos cubanos não suprime as necessidades da população, idosa e com poucos recursos”, disse o autarca na reunião que manteve com os dois deputados do PCP.

Vítor Proença deu conta de que “a situação é muito complicada porque um terço da população do concelho está sem médico de família e o Hospital do Litoral Alentejano que tem feito um trabalho extraordinário não é resposta ao nível dos cuidados primários”.
O autarca mostrou ainda a Bruno Dias e a Paula Santos os últimos indicadores dos serviços prestados no Hospital do Litoral Alentejano, reafirmando que “hoje o HLA dá uma melhor resposta às populações, passou de 41 mil e 200 para 55 mil episódios de urgência nos últimos sete anos e a transferência para outros hospitais reduziu em 30%, o que revela a capacidade de resposta do hospital”.
Os bons resultados do HLA deixam o Presidente da Câmara de Santiago do Cacém satisfeito mas simultaneamente preocupado porque “as questões de financiamento resultante da classificação do hospital têm que ser clarificadas, assim como deverá ser resolvida a situação da administração do hospital demissionária quase em ano e meio”.

O autarca abordou ainda as dificuldades económicas que atravessam as corporações de bombeiros do concelho referindo no entanto que o município não reduziu as verbas transferidas para os bombeiros.

O autarca informou ainda os deputados do PCP sobre as obras do IP8 que em grande parte do troço estiveram paradas, foram retomadas recentemente, com exeção para o troço entre Sines e Santiago que nunca foi interrompido.

O Presidente da Câmara manifestou sobre este assunto uma preocupação relacionada com a destruição das estradas regionais, municipais e nos perímetros urbanos provocada pelos veículos pesados da obra.

O autarca terminou o encontro informando os deputados sobre o traçado da linha ferroviária de mercadorias. A proposta defendida pela REFER “vai destruir uma zona sensível entre Santiago e Grândola”, condicionando para “todo o sempre a paisagem urbana, as quintas históricas” sendo a melhor opção “o aproveitamento de parte da linha por Ermidas”.

No final do encontro, a deputada do PCP, Paula Santos referiu que as visitas que desenvolveram no Litoral Alentejano com várias entidades
“O cenário que nos foi traçado é de grande preocupação o nomeadamente nos cuidados primários de saúde, estamos a falar de utentes sem médicos de família, com dificuldades acrescidas em aceder aos cuidados de saúde, acrescendo a isto o encerramento de vários centros de saúde”.

A deputada do PCP referiu ainda que “as opções políticas dos últimos anos nos cuidados de saúde estão bem à vista com os cortes ao nível do Ministério da Saúde”.
Ficou a garantia que o Grupo Parlamentar do PCP vai reunir todas as informações recolhidas para intervir na Assembleia da República e confrontar o Governo com esta realidade.

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