Trabalhadores Comunistas da Câmara Municipal de SetúbalPS volta a manifestar profundo desrespeito pelos trabalhadores municipais

Por Jornal Rostos
Divulgamos o documento divulgado em Conferência de Imprensa da Célula dos Trabalhadores Comunistas da Câmara Municipal de Setúbal , no dia 3 de Julho 2012:
PS volta a manifestar profundo desrespeito pelos trabalhadores municipais
Os vereadores do PS na Câmara Municipal de Setúbal voltaram a demonstrar o (des)respeito que nutrem pelos trabalhadores da autarquia.
Apesar de, nos últimos tempos, o PS surgir como o campeão da agenda para o crescimento e criação do emprego, foram os eleitos deste mesmo partido que, na reunião de câmara de 6 de junho passado, votaram contra a proposta de prolongamento dos concursos, ainda não encerrados, para a entrada de 37 novos trabalhadores para os quadros da autarquia.
A morosidade destes concursos apenas se deve a novos e cada vez mais limitadores obstáculos introduzidos nestes processos pela administração central, entre os quais ganha particular destaque o processo de avaliação psicológica dos candidatos aos novos postos de trabalho, dirigido por uma empresa externa às autarquias, mas liderada pela administração central.
A pretexto de que os postos de trabalho previstos nestes concursos não são necessários nos tempos de crise que correm (desculpa que para tudo serve ao PSD e, em Setúbal, também aos vereadores socialistas), o PS mostrou que, mais do que promover o emprego e desenvolver as capacidades de trabalho da autarquia, põe em primeiro lugar a sua agenda partidária que apenas visa prejudicar, nem que seja à custa daqueles que procuram trabalho, o trabalho do executivo municipal da CDU.
Infelizmente, ficaram os setubalenses sem perceber se, para o PS, são desnecessários os dois fiscais municipais, as duas telefonistas ou os 16 trabalhadores que vão ocupar funções de limpeza de espaços públicos depois de concluídos os concursos cujos prazos agora foram prolongados. Ou se, pelo contrário, o que tanta confusão faz ao PS são os postos de trabalho nas áreas jurídicas ou da comunicação social, já que se trata de licenciados. Considera o PS que, em áreas específicas como estas duas últimas, nas quais o país tantos licenciados tem produzido sem que hajam oportunidades de emprego, no que o próprio PS e os seus governos têm fortes responsabilidades, não devem as autarquias criar postos de trabalho para desenvolver áreas em que têm fortes responsabilidades legais?
O mais curioso é que esta é a postura do partido que, enquanto governou a Câmara Municipal de Setúbal, mais licenciados e técnicos na área da comunicação social introduziu, alguns precariamente, na autarquia. Alguns dos postos de trabalho nesta área foram, aliás, já regularizados pelos executivos CDU, numa manifestação de profundo respeito por TODOS os trabalhadores.
Trata-se de uma visão à altura dos protagonistas do Partido Socialista na autarquia setubalense, uma visão em que prevalece apenas o oportunismo político, a irresponsabilidade e ódios políticos sem sentido, a visão de quem desconhece o que é a autarquia, de quem pouco interessado está em defender os trabalhadores e a criação de novos postos de trabalho, apenas porque são os comunistas e os eleitos da CDU que governam a Câmara Municipal.
Eis o que move a irresponsabilidade do PS.
O roubo dos subsídios
No mês em que as administrações pública e local deveriam começar a pagar os subsídios de férias a todos os seus trabalhadores, subsídios que, em 2012 foram injusta e inconstitucionalmente retirados por prazo indeterminado por decisão da coligação PSD/CDS que gere o país, a Célula dos Trabalhadores Comunistas da CMS, fazendo, aliás, eco da moção aprovada por unanimidade na Câmara Municipal de Setúbal, manifesta o seu veemente protesto contra esta extorsão de que são alvo centenas de milhares de trabalhadores portugueses.
Os funcionários públicos, os pensionistas e os reformados foram os escolhidos pelo Governo PSD/CDS para pagar os erros de décadas de políticas erradas e nefastas para os interesses nacionais. São, como sempre, os alvos mais fáceis para a política de direita, desde sempre interessadas em destruir serviços públicos para os entregar a privados.
O atual Governo, mais interessado em favorecer os interesses do grande capital e da banca do que os dos portugueses, aceitou, vergonhosamente, a imposição da troika de cortar subsídios e salários, contribuindo, assim, para lançar na pobreza milhares de portugueses.
A extorsão dos subsídios de natal e de férias é absolutamente inaceitável e merece o mais vivo repúdio desta câmara municipal e de todos os portugueses.
Manifestamos, simultaneamente, o nosso veemente protesto contra as medidas gravosas que o atual governo está a adotar contra as autarquias locais, com importantes reflexos na vida dos seus trabalhadores e na qualidade de vida das populações.
Assume particular gravidade a recente promulgação da Lei dos Compromissos e a imposição de fusão e extinção de freguesias contra a vontade das populações.
O Governo PSD/CDS põe em causa uma das mais importantes conquistas de Abril, demolindo, por completo, a estrutura de poder mais próxima das populações e aquela que, em muitos casos, é a única ligação destas populações ao Estado.
Nestas medidas têm responsabilidade quer os partidos do atual Governo, quer o PS, que negociou e sancionou o pacto de agressão da troika que impõe estas alterações.
Estamos perante políticas que nada resolvem. Pelo contrário. Apenas agravam a situação económico financeira do país e empobrecem ainda mais os portugueses. A demonstrá-lo está a recente revelação de que o défice do Estado cresceu e a diminuição das receitas fiscais, num quadro em que foi aumentado muito para lá do que é aceitável o esforço fiscal dos portugueses.













