Trabalhadores Comunistas da Câmara Municipal de SetúbalA memória curta e os ódios pessoais dos vereadores do PS na CMS

Por Jornal Rostos
A memória curta e os ódios pessoais dos vereadores do PS na CMS
A Célula dos Trabalhadores Comunistas da Câmara Municipal de Setúbal, regista, sem surpresa, que as estruturas locais do Partido Socialista foram incapazes de esclarecer, cabalmente, as acusações que foram dirigidas aos vereadores do PS na CMS em conferência de imprensa realizada por esta organização do PCP.
Sem surpresa porque, na verdade, os vereadores do PS não podem contestar o facto de terem votado contra o prolongamento dos prazos dos concursos para a entrada de 37 novos trabalhadores para a câmara municipal, isto num momento em que o desemprego aumenta e atinge já a histórica taxa de 14,9 %, taxa que, na zona de Lisboa e Vale do Tejo é de 16,5 %, fruto da política de direita seguida pelo governo PSD/CDS, apoiada pelo Partido Socialista no entendimento que estabeleceu com a Troika. No atual quadro laboral da autarquia, o PS nem sequer pode afirmar que estes novos trabalhadores provocarão um aumento do número total de trabalhadores da autarquia, porque sabem que hoje a Câmara Municipal de Setúbal tem até menos trabalhadores do que em 2001, quando o PS deixou a autarquia falida e completamente desorganizada.
Garante ainda o PS que a célula dos trabalhadores do PCP na CMS nunca abordou a questão da opção gestionária. É falso, pela simples razão de que a questão foi colocada, com abertura e frontalidade, por diversas vezes por esta célula e publicamente em comunicados distribuídos aos trabalhadores. Talvez esta acusação, vinda de quem hoje parece ser grande defensor da opção gestionária que permitiu uma melhoria salarial para centenas de trabalhadores da autarquia, tenha apenas por finalidade esconder que foi o Partido Socialista que votou, em reunião de câmara, contra esta mesma opção gestionária. Eis um caso exemplar de memória curta…
Este PS, que agora quer mostrar-se como defensor dos interesses dos trabalhadores, é o mesmo partido cujos vereadores quiseram impedir a melhoria salarial de centenas de trabalhadores da CMS, provavelmente apenas para, na altura, defender os interesses do Governo de José Sócrates.
A resposta do PS centra-se, exclusivamente, num ataque pessoal aos militantes comunistas da CMS e aos eleitos CDU, esquecendo o essencial, e comete o erro de classificar como avençados trabalhadores com vínculo à autarquia que, no exercício dos seus direitos políticos, partidários e cívicos, emitem posições políticas legítimas. Deverá o PS esclarecer quais foram os trabalhadores que usaram da palavra nesta conferência de imprensa que não têm vínculo à câmara. Temos a certeza de que terá dificuldade, porque todos os intervenientes no ato público da conferência de imprensa são trabalhadores da câmara municipal.
Os responsáveis do PS parecem ser adeptos da ideia de que se fizerem algum ruído em torno de um assunto desagradável, ele desaparece. Embora estejam enganados, foi o que fizeram neste caso, ao tentar desviar as atenções com informações falsas e incompletas. O que os trabalhadores da CMS querem conhecer não são os ódios políticos e pessoais dos responsáveis socialistas, que esses, pouco interessam, mas sim as razões que levam o PS, ao rejeitar o prolongamento dos concursos para a entrada de mais trabalhadores para a câmara, a apostar na recusa de criação de mais emprego, na recusa de criação de vínculos profissionais estáveis para mais trabalhadores. Isso sim, seria importante saber.
Até lá, o que fica é a irresponsabilidade dos socialistas e mais esta prova de desrespeito, em que nem sequer hesitam em recorrer à ofensa pessoal, pelos trabalhadores da câmara municipal.
Setúbal, 18 de Julho 2012













