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Bastidores

Debate Público sobre transportes municipais no BarreiroApresenta dados sobre qualidade do serviço e papel social

Serviços municipalizados e empresas de transportes, modelos de funcionamento e dificuldades de gestão na atual conjuntura estiveram em discussão na tarde da passada sexta-feira, 14 de setembro, num debate público, promovido pela Câmara Municipal do Barreiro (CMB)/Transportes Colectivos do Barreiro (TCB), que envolveu representantes de instituições municipais ligadas aos transportes.

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Debate Público sobre transportes municipais no Barreiro Apresenta dados sobre qualidade do serviço e papel social

Por Jornal Rostos

No Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro estiveram presentes Artur Silva, membro do Conselho de Administração dos Transportes Urbanos de Braga, Nuno Varela, membro do Conselho de Administração dos Serviços Municipalizados de Portalegre, Regina Ferreira, Diretora Delegada dos Serviços Municipalizados dos Transportes Urbanos de Coimbra, e Nuno Ferreira, Chefe de Divisão de Exploração dos TCB. Com moderação do Diretor da “Transportes em Revista”, José Monteiro Limão, a sessão teve na abertura Carlos Moreira e no encerramento Rui Lopo, ambos vereadores da CMB e vogais do Conselho de Administração dos TCB. Na plateia, muitos interessados no debate, subordinado ao tema “O papel dos Serviços Municipais de Transporte no desenvolvimento urbano e as suas principais”, que refletiu sobre o serviço público, constrangimentos financeiros, estratégias de combate e criatividade na ação.

Fator de coesão – Carlos Moreira

No lançamento da discussão, o Vereador da CMB com a Administração Geral e Patrimonial e Vogal dos Serviços Municipalizados de TCB (SMTCB), Carlos Moreira, falou dos “graves problemas financeiros”, dos “graves problemas sociais” e na “legislação que aperta o cerco”, recordando a Lei dos Compromissos.
Carlos Moreira sublinhou o “papel ímpar” dos serviços municipalizados de transportes no território. É necessário “mostrar que o transporte público é fator de coesão e é, acima de tudo, uma forma de crescimento e desenvolvimento”, apelou.

“Know how acumulado “ – Jose limão

“Estas empresas têm um historial longo, têm muitos anos, tem um know how acumulado e um conhecimento acumulado que é um património”, referiu, como balanço, o Diretor da “Transportes em Revista”.
“Como é que elas [entidades municipais de transportes] se vão desenvolver? Como é que elas poderão servir melhor as suas populações? Como é que elas poderão fazer parte de estratégias de desenvolvimento da própria cidade?”, perguntou. “Tornando esta mais competitiva? Tornando esta mais empregadora?”, respondeu, perguntando. “Como é que isto se consegue?”. No final da sessão, foram muitas as questões formuladas por José Limão. Encontrar mais passageiros é o desafio.

Indicadores da área do negócio excelentes – Rui Lopo

“Hoje os municípios estão confrontados com um conjunto de aspetos legislativos que colocam novos desafios e novos enquadramentos ao desenvolvimento da atividade”, disse o Vereador do Planeamento e Gestão Urbana, Rui Lopo, também Vogal dos SMTCB. “Quando associamos este enquadramento municipal genérico, à gestão de serviços de transportes municipais, seja através de empresas municipais ou serviços municipalizados, aqui a coisa torna-se – ou tornou-se nos últimos tempos – mais complicada”. Tal “coloca um desafio”, num sector, de uma forma geral, encarado por todos como “deficitário pela natureza do serviço que presta”, concretizou Rui Lopo, lamentando a ausência da representação de Aveiro (Bragança também não esteve presente porém por motivos de agenda), pela dificuldade de enquadramento do ponto de vista técnico dos seus serviços.

O debate público do período da tarde serviu para tornar visíveis as “preocupações”, da manhã “e partilhar alguns indicadores comuns e perspetivas comuns sobre a matéria”, continuou o Vereador. Rui Lopo notou, ainda, que as entidades presentes “têm indicadores da área do negócio dos transportes excelentes, nas suas mais diferentes dimensões”. “São um exemplo para outras empresas de transporte, com indicadores melhores do que muitas empresas de transporte de gestão privada e que, de alguma forma, aqui mostraram as suas qualidades, o papel social que desempenham, a responsabilidade com que o fazem e o enquadramento que têm”, disse.

“Encontrámos, aqui, pontos comuns, mais uma vez, e – no global do dia – estabelecemos algumas metas e objetivos comuns que vamos tentar escalar com a Administração Central”, avançou. “Encontramos alguns pontos de convergência que podem vir a ser uma forma da Administração Central equacionar um apoio ou um olhar, de forma mais direta, para estas empresas que têm esta assunção de serviço”, concluiu.

CMB

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