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Bastidores

Pela defesa e reforço do Pólo Ferroviário no BarreiroCâmara aprova moção de solidariedade com trabalhadores da EMEF

. -Cenário dramático do desaparecimento de mais de 100 postos de trabalho

"A Ferrovia integra-se na estratéga de desenvolvimento do Concelho do Barreiro, de aposta na qualificação, na produção nacional, na criaçäo de emprego e na utilização do conhecimento e do saber fazer para fortalecer a economia. Agora como há mais de um século." - sublinha a moção aprovada, ontem à tarde, na reunião da Câmara Municipal do Barreiro, coms os votos favoráveis de todos os vereadores, excpeto Nuno Banza que votou contra.

4 min de leitura
Pela defesa e reforço do Pólo Ferroviário no Barreiro Câmara aprova moção de solidariedade com trabalhadores da EMEF

Por Jornal Rostos

No âmbito da discussão da moção, «Pela Manutenção ðo Trabalho Ferroviário no Barreiro», Nuno Banza, Vereador do Ambiente, eleito pelo PSD, sublinhou que dfende o polo ferroviário do Barreiro e referiu que em 2008 ou 2009, quando o Governo do Partido Socialista decidiu não electrificar a linha que poderia conduzir o material circulante até às Oficinas da EMEF - "com isso matou as Oficinas da EMEF".
O autarca sublinhou que "agora vamos tarde, na altura não ouvi qualquer posição".

Posto em causa com a decisão de suspender a Alta Velocidade

Amílcar Romano, vereador sem pelouro, PS, salientou que as Oficinas da EMEF estão desadequadas e que a manutenção do polo ferroviário do Barreiro foi posto em causa com a decisão do Governo PSD ao suspender a Alta Velocidade.
O autarca lamentou que o PSD mude de opinião quando está no Governo e quando está na oposição.

Divulgamos o conteúdo da moção apresnetada pelo Vereador Rui Lopo, na sessão de Câmara realizada, ontem à tarde, nas instalações da Junta de Freguesia da Verderena.

MOÇÃO
Pela Manutenção do Trabalho Ferroviário no Barreiro

A Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviárìo (EMEF) é a empresa nacional de referência no setor da manutenção ferroviária, tratando-se de uma das maiores unidades metalomecânicas do país, com mão-de-obra altamente qualificada e especializada, com experiência adquirida, desde as manutenções e grandes intervenções em vias e Material Circulante Ferroviário.
Sendo pública a intenção da EMEF encerrar o Parque Oficinal Sul, no Barreiro, coloca- se o cenário dramático do desaparecimento de mais de 100 postos de trabalho e a ameaça mais latente de se atenuarem as sinergias criadas entre o Barreiro e a ferrovia ao longo de mais de 150 anos de património histórico-cultural.

A escolha do Barreiro como terminal da linha do Sul e Sueste, inaugurada em 1859 / 1861, foi um catalisador do desenvolvimento económico e social da cidade, da península de Setúbal, e do País, no final do século XIX e início do século XX. Transformou o Barreiro num foco de atracão industrial, de mão de obra, de populaçöes oriundas dos mais diversos pontos do país, em busca de melhores condições de vida e trabalho.

A Ferrovia integra-se na estratéga de desenvolvimento do Concelho do Barreiro, de aposta na qualificação, na produção nacional, na criaçäo de emprego e na utilização do conhecimento e do saber fazer para fortalecer a economia. Agora como há mais de um século.
A eventual desactivação desta unidade será certamente um golpe no aparelho produtivo nacional, na dinamização económica local e nacional, sobretudo quando se reconhece que a aposta na produção nacional pode ser um factor decisivo para colectivamente ultrapassarmos a dinâmica recessiva.
A industria ferroviária, a sua empregabilidade, o seu “saber-fazer”, a sua cultura, o seu património fazem parte do Barreiro. Assim, à Camara Reunida em Sessão Pública no dia 19 de Setembro de 2012, solidariza-se com os trabalhadores da EMEF nas lutas que venham a realizar pela defesa e reforço do Pólo Ferroviário no Barreiro, pela defesa dos seus postos de trabalho, no superior interesse da economia nacional para a qual o concelho do Barreiro pretende responsavelmente contribuir.

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