Conselho Executivo da CIMALrepudia processo de renegociação com Estradas da Planície

Por Jornal Rostos
Conselho Executivo da CIMAL repudia processo de renegociação com Estradas da Planície
O Conselho Executivo desta Comunidade, na sua reunião do passado dia 19 de Setembro analisou um comunicado da Estradas de Portugal, S.A. no qual é divulgado um acordo entre aquela empresa e a Estradas da Planície, que decidiu uma redução do investimento em curso na construção de estradas nesta região, no montante de 338 milhões de €.
O Conselho Executivo não pode deixar de manifestar a sua total indignação por esta decisão, face aos impactos económicos e sociais nesta região.
Não pode ainda deixar de notar que para a Estradas de Portugal, e nos termos por ela empregues, esta redução da atividade em curso e programada é qualificada como uma poupança estimada em valores atuais na ordem dos 400 milhões de €!
O Conselho Executivo deplora ainda esta decisão pela forma como unilateralmente este processo decorreu sem que fossem ouvidas as autarquias sobre as implicações e os cenários que estavam a ser considerados.
O Conselho Executivo não pode deixar de notar também como em determinados momentos e para certas decisões os municípios são contactados para se obter a sua comparticipação ou colaboração, e para outros são pura e simplesmente ignorados e desrespeitados.
Este é um tipo de soluções que o Governo encontra para a atual crise, mas que se traduz na tomada de decisões de forma precipitada e desconexa, e que só podem ter como consequência o agravamento da crise e dos seus impactos económicos e sociais profundamente recessivos, que por sua vez irão conduzir a novas medidas desarticuladas e cegas com novo efeito negativo na economia e no emprego.
Além do mais, ao proceder desta forma o Governo desconsidera completamente as regiões que podem ter um impacto mais efetivo na superação da crise, uma vez que não olha àquelas, como é o caso desta, onde há um volume considerável de investimentos programados, no pressuposto de que o Governo assegura o normal e necessário desenvolvimento de infraestruturas como as que estão em causa.
Deste lamentável desenvolvimento e da profunda indignação causada, o Conselho Executivo não podia deixar de dar público conhecimento e apresentar o seu mais veemente protesto.
O Presidente do Conselho Executivo.
Carlos Beato













