Manifesto “1 por cento para a Cultura” tem apoio de Setúbal«Aa Cultura corre sério risco de colapso»

Por Jornal Rostos
O texto da moção sublinha que a edilidade está “solidária com os milhares de apoiantes e subscritores do ‘Manifesto 1 por cento para a Cultura’, porque em Setúbal os agentes culturais e a Autarquia estão a sofrer, direta e indiretamente, com os brutais cortes que estão a ser impostos por uma política cega de austeridade com os desastrosos resultados que se conhecem”.
A Câmara Municipal considera que “os sucessivos governos se têm demitido progressivamente das suas funções no âmbito cultural”, salientando que “as políticas culturais quando se vislumbram são frágeis e pouco consistentes”.
A moção, aprovada com o voto favorável da CDU e contra do PS e PSD, realça igualmente que as autarquias, “no seu conjunto, têm investido muito mais do que o Estado em bens culturais”.
O texto alerta que “a Cultura corre sério risco de colapso”, acrescentando que os municípios ficam “em sérias dificuldades para substituir o que devia obrigatoriamente ser incumbência do Poder Central”.
A Câmara Municipal recorda que “tem feito um investimento notável em equipamentos culturais indispensáveis à cidade e ao concelho, em condições dificílimas”, sublinhando o contexto atual de perigo de “sobrevivência dos agentes culturais e ações culturais por falta e escassez de apoios” em Setúbal.
No final do texto, a Autarquia solidariza-se em pleno com o movimento social, reivindicando “o fim desta política de austeridade” e apoiando “a exigência de que no Orçamento do Estado se atribua 1 por cento para a Cultura”.













