Vereadores do PS eleitos na Câmara da MoitaVotaram contra as propostas da maioria PCP sobre o IMI e sobre a Derrama

Por Jornal Rostos
Os vereadores do PS propuseram baixar de 0,4 para 0,3% para os prédios urbanos já com a avaliação actualizada pela Finanças este ano, o que como se sabe, e que tem vindo profundamente divulgado na comunicação social, os aumentos dos valores patrimoniais destas avaliações são esmagadoramente iguais ou superiores a 300% do valor em que as mesmas estavam tributadas, e para a grande maioria a clausula de salvaguarda de 75 euros de aumento representará ainda assim um aumento considerável, e propuseram manter a taxa de 0,7 para os prédios urbanos ainda não actualizados pelas Finanças.
E esta proposta teve em conta a informação do Sr. presidente da câmara que informou que só cerca de 10.000 habitações, num total de 40.000 estavam actualizadas na sua avaliação. Os vereadores do PS entendem que as actualizações conhecidas levadas a efeito pelas Finanças são brutais e muito acima dos reais valores de mercado. Entendemos com a nossa proposta de redução de 1 escalão sobre o que estava no ano passado, para as habitações já actualizadas pelas Finanças, era um contributo social e solidário com a população dste concelho, maioritariamente proprietária de casa própria, numa altura em que os portugueses estão a ser fustigados por brutais aumentos de impostos.
Assim não entendeu a maioria PCP, que tem uma teoria e uma prática bem diferentes, infelizmente. Temos a certeza de que com esta proposta de descida de 1 ponto na taxa, ainda não para o valor mínimo, como muitas câmaras deste país decidiram colocar as habitações actualizadas este ano pelas Finanças, mas para o escalão seguinte, a câmara não veria a sua receita reduzida mas sim ainda aumentada, entendemos.
Convidamos todos os interessados a compararem no próximo ano as receitas com o IMI desde ano. Próximo ano que é ano de eleições, ano em que há que mostrar algo do muito que não se foi capaz de fazer em 3 anos, e que mais verbas, mesmo á custa dos sacrifícios impostos pelo governo de direita, dão muito jeitinho…
Sobre a Derrama, os vereadores do PS propuseram que as micro e pequenas empresas, lembrando-se do pequeno comércio local e das manufacturas artesanais, normalmente explorações familiares, e que são as que menos conseguem fugir aos Fisco, ficassem isentas nos casos em que o volume de negócios fosse até 75.000 euros., mantendo-se os 1,2% para as superiores a esse valor e inferiores a 150.000 euros, e de 1,5% para as superiores a 150.000 euros.
Mais uma vez esbarrámos com um NÃO á nossa proposta. Mais uma vez ficou á vista quem em teoria muito fala nos mais fracos e desprotegidos ma ques, quando tem o poder, aje com os mesmos princípios economicistas da direita que nos governa. Lamantável tanta isensibilidade.
Os vereadores do PS na Câmara Municipal da Moita













