SETÚBALMais de oito quilómetros compõem a primeira fase da rede de ciclovias
Os novos troços, grande parte na área central da cidade e com ligação a percursos para bicicletas já existentes, são criados com a marcação de faixas cicláveis nas rodovias, com 1,15 metros de largura.

Por Jornal Rostos
A Avenida Jaime Rebelo é um dos locais que ficam dotados de uma via para ciclistas, o que possibilita o prolongamento da que dota atualmente a zona ribeirinha, na Rua da Saúde.
Será também possível a conexão entre diversos locais da cidade e a pista ciclável da Avenida Luísa Todi, com a abertura de percursos na Avenida General Daniel de Sousa/Rua José Pereira Martins e nas avenidas Dr. António Rodrigues Manito e 22 de Dezembro.
Os restantes troços a criar são nas avenidas dos Combatentes da Grande Guerra, Mariano Carvalho, República da Guiné-Bissau e da Independência das Colónias e nas ruas Jorge de Sousa e Dr. António Manuel Gamito.
Para a escolha dos pontos a integrar nesta primeira fase da rede de ciclovias para a cidade de Setúbal foram considerados aspetos relacionados com “a inclinação do terreno e o perfil e estado de consolidação dos pavimentos das vias rodoviárias”, de forma a implantar “percursos continuados e de grande direcionalidade, fácil acesso e compreensão por parte dos munícipes e visitantes”.
Estas novas vias articulam com os trajetos cicláveis já existentes na zona ribeirinha com quase de dois quilómetros de extensão, em concreto na Avenida Luísa Todi, na Rua da Saúde e nas ligações entre estas – ruas Barão do Rio Zêzere e Travessa dos Galeões, a poente, e Barão do Vale, a nascente.
Para uma segunda fase estão previstos percursos na Avenida 5 de Outubro e na Avenida Manuel Maria Portela e o prolongamento da Rua Jorge de Sousa para a Rua dos Arcos, o que concretiza uma malha ciclável no centro da cidade.
Estas medidas resultam de uma análise dos serviços da Câmara Municipal de Setúbal que teve em conta o “aumento exponencial do número de utilizadores de bicicleta” e a “necessidade de mediação da utilização do veículo individual”, fatores que “colidem diretamente com problemas de génese urbanística, nomeadamente no campo da mobilidade dos cidadãos e da oferta/procura de estacionamento automóvel”.
A rede de ciclovias, refere a deliberação, permite “minorar os efeitos nefastos da utilização do automóvel no centro histórico da cidade”, bem como “criar percursos seguros e confortáveis para a circulação em bicicleta e incentivar a população jovem para hábitos de vida mais saudáveis”.
Outros objetivos desta malha ciclável nas rodovias mais importantes da cidade são “apoiar a intermodalidade entre modos de deslocação suaves e transportes públicos e criar modos de regularização e moderação do tráfego automóvel”, a chamada “acalmia de tráfego”.
A Câmara Municipal de Setúbal pretende, numa visão mais ambiciosa, alargar esta filosofia a outros pontos da cidade, numa lógica de percursos alternativos e complementares.
A intenção, esclarece a deliberação, é dotar Setúbal de “uma rede ciclável que chegue a todos”, com uma extensão aproximada de 26,5 quilómetros, estabelecendo um “motor urbanístico para uma nova forma de deslocação no concelho”.
Fonte - CMS













