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Bastidores

SetúbalDia Internacional da Mulher

A Câmara Municipal de Setúbal aprovou ontem, em reunião pública, uma moção a propósito do Dia Internacional da Mulher, assinalado a 8 de março, na qual enaltece a luta feminina setubalense pela igualdade de direitos na sociedade.

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Setúbal Dia Internacional da Mulher

Por Jornal Rostos

A Autarquia saúda “todas as mulheres do mundo, em particular as portuguesas e entre elas as setubalenses e azeitonenses que sempre estiveram e foram pioneiras na luta pelo reconhecimento e prática da igualdade de direitos entre todos os cidadãos, sem diferenças de sexo”.

A moção, aprovada por unanimidade, adianta que em pleno século XXI as “mulheres continuam a sofrer uma discriminação inaceitável, mesmo nos países onde a conquista da igualdade de direitos mais avançou”, direitos subvertidos pelo “preconceito moral, social e mesmo económico e político”.

A estatística, apesar da parcialidade e do modo redutor como analisa a realidade concreta, demonstra que “continua a não haver correspondência entre o grau de escolaridade e a qualificação técnico-científica das mulheres e a ocupação de cargos dirigentes”, refere o documento, vincando a “existência de uma surda discriminação” das mulheres.

A moção frisa que “nem mesmo o recurso a artifícios que deveriam ser desnecessários como o da paridade, estabelecendo quotas para ultrapassar essa discriminação efetiva, continuam a ser insuficientes”, vincando, igualmente, a “realidade devastadora” no quadro da violência doméstica.

“Por tudo isto continua a justificar-se comemorar o Dia Internacional da Mulher, para assinalar que mesmo onde os progressos no caminho da igualdade são visíveis, a mulher continua discriminada e tem de se continuar a lutar para exigir que a igualdade seja de facto efetiva”, reforça a deliberação camarária.

A moção destaca ainda o papel da mulher na 1.ª República e, de entre as personalidades que contribuíram com políticas de relevo, realça “Ana de Castro Osório, residente em Setúbal, que, com Afonso Costa, elaborou a Lei dos Divórcios”.

Lembra ainda Adelaide Cabett, Carolina Ângelo, Catarina Eufémia e as conserveiras de Setúbal, “que tanto lutaram e que foram silenciadas pelo Estado Novo”, assinalando que “só com a Revolução dos Cravos, a mulher conseguiu ter maior protagonismo na vida nacional”.

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