Saltar para o conteúdo
Bastidores

Barreiro - Protesto dos Vereadores Socialistas sobre Bairro Alves RedolAqueceu os ânimos na reunião de Câmara e trouxe à tona período pré-eleitoral

. Fazer ataques a funcionários do município é um caminho perigoso

. Período eleitoral começa a ser um fantasma

Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, no decorrer da última reunião pública da Câmara Municipal do Barreiro, a propósito de um protesto dos vereadores do Partido Socialista sobre a situação de habitabilidade no Bairro Alves Redol, referiu que o objectivo dos autarcas do PS é colocar no Presidente e o seu partido –“a ideia de insensibilidade social”.
“O período eleitoral começa a ser um fantasma para o presidente é um problema seu não é um problema nosso” – sublinhou Amílcar Romano, vereador do Partido Socialista.

6 min de leitura
Barreiro - Protesto dos Vereadores Socialistas sobre Bairro Alves Redol Aqueceu os ânimos na reunião de Câmara e trouxe à tona período pré-eleitoral

Por Jornal Rostos

Na última reunião pública da Câmara Municipal do Barreiro, os vereadores do Partido Socialista apresentaram um protesto sobre as condições de habitabilidade que encontraram no Bairro Alves Redol, propriedade da Câmara Municipal do Barreiro, no âmbito de uma visita que efectuaram ao local, integrada nas acções que têm vindo a ser realizadas pelo candidato do PS à Presidência da Câmara Municipal do Barreiro.

«O Senhor devia ajudar a dignificar a Câmara»

No protesto apresentado referem os vereadores socialistas os problemas das condições de habitabilidade são – “facilmente observáveis”, razão que motivou a apresentação do protesto.
“Foi atribuída a habitação correspondente ao nº 70 a um casal jovem sem o mínimo de condições de habitualidade, salientando a ausência de torneiras na cozinha e na casa de banho, humidades de correntes de infiltrações de água, janelas meias partidas, entre outros” – sublinham os vereadores socialistas no protesto.
Sobre esta situação, a vereadora Sofia Martins, referiu que a informação que existe, dos serviços da Câmara, é que a casa foi entregue com torneiras.
A autarca, acrescentou que se o Vereador Amílcar Romano estivesse com preocupação de resolver a situação contactava os serviços da Câmara para saber a realidade
“Isto é propaganda. Estas a referir a entrega de casa sem torneiras. Não foi isso que aconteceu. Temos a informação dos serviços e temos que acreditar na Câmara como instituição”- sublinhou a autarca.
“O Senhor devia ajudar a dignificar a Câmara” – salientou Sofia Martins, até porque, acrescentou a Vice Presidente da Câmara – “pode haver problemas com as pessoas que habitam a fração”.
“Esta habitação foi cedida com as torneiras, lava loiças e lavatórios, confio nos serviços. Este facto foi confirmado pelos serviços sociais e divisão de edificios municipais” – sublinhou Sofia Martins..

Fazer ataques a funcionários do município é um caminho perigoso

No protesto dos vereadores socialistas é também referido que – «foi-nos informado pelos próprios que do contacto com a chefe de divisão dos serviços sociais que “se não estivessem satisfeitos havia mais gente em lista de espera.”
Este quadro define bem a insensibilidade social como os munícipes carenciados são tratados, assim como, a forma indigna de atribuir uma habitação sem que obrigue a câmara a executar o mínimo de obras de manutenção destas habitações.”.
Por outro lado, refere-se no protesto que – “no seguimento da visita ao bairro pudemos observar situações semelhantes e expressas pelos agregados familiares da seguinte forma: “Senhor venha ver isto, entre, nós fomos falar com a Dr.ª Apolónia que nos disse que se quisermos fazer obras que é da nossa responsabilidade. A Câmara do Barreiro não tem dinheiro para fazer obras de manutenção”.”
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referiu sobre esta matéria que – “é de mau gosto e preocupante, aproveitem estes factos para fazer ataques pessoas a funcionários do município, este é um caminho perigoso e injusto e do ponto de vista ético”
“Não é só a critica politica pessoal aos eleitos agora é também aos técnicos. Trata-se da fulanização da politica” – sublinhou o edil.

Período eleitoral começa a ser um fantasma

Carlos Humberto, no decorrer da reunião de Câmara referiu que a apresentação deste protesto pelos vereadores socialistas era “previsível”, sublinhando que já esperava que estes assuntos “iam ser levantados”.
“Temos que nos habituar nestes períodos pré-eleitorais que os vereadores socialistas venham levantar estas e outras e coisas, já nos habituamos a isto deste partido” - salientou
Carlos Humberto, referiu que o objectivo dos autarcas do PS é colocar no Presidente e o seu partido –“a ideia de insensibilidade social”, recordando que ainda recentemente o PS foi Governo – “não faço mais comentários”. O Presidente da Câmara dirigindo-se a Amílcar Romano disse-lhe para ter -“tento na língua” ao dizer que a habitação foi atribuída pelos serviços nas condições que refere, quando os serviços confirmam o contrário.
Amílcar Romano, respondeu que no protesto, limitou-se a reproduzir o que ouviu dos munícipes no decorrer da visita ao Bairro Alves Redol.
“O período eleitoral começa a ser um fantasma para o presidente é um problema seu não é um problema nosso” – sublinhou Amílcar Romano.

Convido-o para ir comigo a esta habitação

No Protesto os Vereadores do Partido Socialista defendem – “com carácter de urgência uma intervenção planeada que corrija, por ausência das intervenções regulares, deficiências estruturais que o Bairro Alves Redol justifica e merece”.
Amílcar Romano lançou o repto ao Presidente da Câmara para efectuar com ele uma visita ao Bairro Alves Redol e, acrescentou que iria avançar com um contacto com a comunicação social para visitar o Bairro – “convido-o para ir comigo a esta habitação”, disse o autarca socialista.

Nós iremos resolvendo o que estiver ao nosso alcance

Sofia Martins, na reunião esclareceu ainda que existe trabalho planeado para o Bairro Alves Redol, onde já foram entregues 17 fogos e disse “todos tiveram intervenção da CMB”.
Recordou que houve dois caos de habitação entregues, “ por solicitação dos próprios” e esses “carecem de intervenção”.
A autarca referiu que no Bairro são realizadas “obras com alguma regularidade, pequenas intervenções” e sempre que “temos condições “ vamos fazendo “nos telhados e obras de conservação em vários fogos”.
“Levantaram questões de insuficiências, sou capaz de juntar a essas insuficiências , mais dez, mais cem, mais mil. São insuficiências que temos hoje e teremos daqui a 4 ou 8 anos, é próprio das dinâmicas da vida das cidades. Nós iremos resolvendo o que estiver ao nosso alcance, conscientes que não podemos resolver tudo.” – sublinhou o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro.

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção