Encerramento da Estação dos CTT na Praceta da Quinta Grande«Barreiro não pode permitir este tipo de crimes»
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, na última reunião pública da Câmara Municipal do Barreiro expressou a sua opinião contra a decisão dos CTT de encerrar a estação – “é incompreensível esta pretensão”.
Um representante do Sindicato dos trabalhadores dos CTT, referiu que a – “estação dos Correios da Praceta da Quinta Grande é a maior do Barreiro” com o maior “volume de negócios, de trabalhadores”, e serve uma grande área populacional.

Por Jornal Rostos
Na última reunião da Câmara Municipal do Barreiro, realizada na freguesia da Verderena, foi apresentada uma moção onde a autarquia expressa a sua discordância pelo encerramento da Estação dos CTT na Praceta da Quinta Grande.
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, expressou a sua opinião contra a decisão dos CTT de encerrar a estação – “é incompreensível esta pretensão”, sublinhou o autarca, recordando que este serviço tinha como previsão manter-se a funcionar até ao ano de 2025.
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro salientou que esta estação “serve as freguesias mais populosas” do concelho do Barreiro e que é essencial manter a “qualidade do serviço prestado” à população.
“O Governo da Republica mais não faz obedecer e tomar medidas de carácter financeiro” – sublinhou Carlos Humberto, expressando a disponibilidade da autarquia em estar “solidária com acções de protesto” que venham a ser desenvolvidas no sentido de exigir que seja mantida a estação dos CTT em funcionamento Na Praceta da Quinta Grande.
Barreiro não pode permitir este tipo de crimes
Amílcar Romano, PS, sobre a possibilidade colocada pelos CTT de encerramento desta Estação afirmou - “o Barreiro não pode permitir este tipo de crimes”.
O autarca apelou no sentido de a Câmara Municipal – “tomar posição activa e clara” pela exigência de ser mantido este serviço público porque – “está no centro com maior densidade populacional do concelho”.
O país não tem dinheiro, é preciso poupar
Olga Paredes, PSD, sublinhou que – “o país não tem dinheiro, é preciso poupar” e pelo que tem conhecimento a Administração dos CTT fez uma avaliação da situação no país e foi com base em estudo desenvolvidos pelos serviços dos CTT que foi tomada a decisão de encerramento, nomeadamente com base em “volume de movimentos de tráfego”, sublinhou a autarca.
Praceta da Quinta Grande é a maior do Barreiro
No período de intervenção do público, um representante do Sindicato dos CTT, referiu que a – “estação dos Correios da Praceta da Quinta Grande é a maior do Barreiro” com o maior “volume de negócios, de trabalhadores”, e serve uma grande área populacional.
Referiu que os CTT pretendem encerrar 200 estações no país e várias no Distrito de Setúbal.
O que fica em causa é o serviço quês e presta à população” – sublinhou, acrescentando que o Sindicato – “vai lutar, por manter” esta estaç~~ao em funcionamento.
De referir que a moção foi aprovada tendo o voto contra de Olga Paredes.
Câmara solidariza-se com as medidas e ações de protesto
Recebemos na nossa redacção uma nota de imprensa da Câmara Municipal do Barreiro, onde se divulga o texto da moção aprovada, na qual se refere:
“A Câmara Municipal do Barreiro teve conhecimento da pretensão da Administração dos CTT de encerrar a estação dos CTT, situada na Praceta da Quinta Grande, na Freguesia da Verderena.
É no mínimo incompreensível esta pretensão. O contrato de concessão do serviço de correios à empresa (CTT) que tem a duração de mais 12 anos (até 2025) estipula a exigência da prestação de um serviço de qualidade às populações.
Será que o encerramento da estação de correios que serve as Freguesias mais populosas do Concelho (Alto do Seixalinho e Verderena) vai permitir melhorar a qualidade do serviço prestado?
Ou será que à semelhança do que tem vindo a fazer o Governo da República ao extinguir, Freguesias, Postos de Saúde, Escolas, reduzir o número de trabalhadores da administração pública e o seu salário, mais não faz, do que, obedecendo a forças exteriores aos interesses nacionais tomar medidas de carácter financeiro que os não resolvem e levam à ruína a economia nacional?
Sendo os CTT uma das empresas lucrativas do sector empresarial do estado, não é aceitável que por causa da sua privatização (objetivo do Governo, anunciado para concretizar no 2º semestre deste ano) se obrigue a população barreirense a ter pior prestação de serviços e a deslocações desnecessárias.
Assim:
A Câmara Municipal do Barreiro, reunida a 20 de Março de 2013, na Escola nº 7, da Verderena, manifesta o seu desacordo com esta pretensão do Governo e da Administração dos CTT.
Solidariza-se com as medidas e ações de protesto que venham a ser promovidas pelos trabalhadores dos CTT, dos utentes ou outros”.













