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Bastidores

SETÚBAL - Presidente da Câmara, Maria das Dores Meira»Exijamos outro caminho que não este da austeridade cega e a todo o custo»

A presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, falou esta manhã, nas comemorações dos 39 anos do 25 de Abril, na urgência em substituir o modelo assente na austeridade por políticas a favor dos portugueses.

Comemorar Abril em 2013, assinalou a autarca na sessão solene comemorativa da Assembleia Municipal de Setúbal, “é afirmar que um povo não se vende”, que “Portugal não é dos especuladores, não é da troika”, mas, sim, “dos portugueses e das portuguesas”.

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SETÚBAL - Presidente da Câmara, Maria das Dores Meira »Exijamos outro caminho que não este da austeridade cega e a todo o custo»

Por Jornal Rostos

Maria das Dores Meira apontou a necessidade de “afirmar a nossa soberania”, de “recuperar o poder de decidir sobre as nossas vidas e que caminhos queremos trilhar”, recusando a ideia de que não existe política alternativa para enfrentar a conjuntura económico-financeira.

“Exijamos outro caminho que não este da austeridade cega e a todo o custo, da austeridade à conta de quem não pode, de quem não tem, de quem está prestes a cair no desemprego, na miséria, na doença. Em nome de Abril, exijamos o fim desta política que destrói o País”, sublinhou.

Para a autarca, este “é o momento de esconjurar os ‘vampiros’ que sugam a nossa economia”, os quais, ao contrário dos da canção de José Afonso, que chegam “batendo as asas pela noite calada”, anunciam-se “com estrondo” e querem continuar, como sempre, a ser “os mordomos do universo todo, senhores à força, mandadores sem lei”.

“Têm de saber que não os deixaremos comer tudo, que os impediremos de não deixar nada”, assegurou.

Por oposição a esta realidade nacional, Maria das Dores Meira afirmou que “Abril constrói-se e reinventa-se, todos os dias, nas autarquias locais”, onde “a letra da revolução continua a ser o motor do bem-estar de populações inteiras”.

No caso de Setúbal, a Autarquia, com o apoio de fundos comunitários, “investiu, nos últimos três anos, mais de 50 milhões de euros em ações que os setubalenses e azeitonenses exigiam, algumas há décadas”, o que se traduziu em “melhor qualidade urbana, melhor e mais atividade cultural, mais e melhores equipamentos educativos, mais desenvolvimento e trabalho”.

Apesar das dificuldades na gestão autárquica resultantes, entre outras medidas, da redução das transferências financeiras da administração central e da “retenção irregular de verbas do IMI”, a par da ampliação das competências municipais, a Autarquia não deixa de “fazer mais Setúbal” e de “construir um melhor futuro”.

Fonte - CMS

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