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Área de Estudo: Quinta Braamcamp Alburrica no BarreiroUma visão técnica e académica que consubstancia os interesses públicos

Abriu hoje ao público, no espaço do antigo Mercadinho, edifício do Mercado Municipal, 1º de Maio, no Barreiro, a Exposição de trabalhos dos alunos de Arquitetura da Universidade Lusíada de Lisboa, sobre a área de estudo - Quinta Braamcamp Alburrica.

De acordo com o Vereador Rui Lopo, responsável pelo Planeamento e Gestão Urbana na Autarquia, os trabalhos, agora, expostos são “a materialização técnica e académica das visões e opiniões políticas que temos sobre o território."

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Área de Estudo: Quinta Braamcamp Alburrica no Barreiro Uma visão técnica e académica que consubstancia os interesses públicos

Por Jornal Rostos

Abriu hoje ao público, no espaço do antigo Mercadinho, edifício do Mercado Municipal, 1º de Maio, no Barreiro, a Exposição de trabalhos dos alunos de Arquitetura da Universidade Lusíada de Lisboa, sobre a área de estudo - Quinta Braamcamp Alburrica. “Trata-se de uma reflexão, extremamente coerente e articulada sobre a visão que a Autarquia tem sobre este espaço nobre da cidade, à qual se soma uma visão técnica e académica que, aqui, consubstancia os interesses públicos”, disse Rui Lopo, na abertura da mostra.
De terça a sábado, até 1 de junho, das 9h00 às 12h30 e das 14h30 às 18h00. Não deixe de visitar.

De acordo com o Vereador Rui Lopo, responsável pelo Planeamento e Gestão Urbana na Autarquia, os trabalhos, agora, expostos são “a materialização técnica e académica das visões e opiniões políticas que temos sobre o território. Acho muito interessante que tenhamos conseguido coligir estas duas ideias. Está aqui um trabalho muito meritoso e muito importante que temos de aproveitar. É um excelente exemplo para podermos ir, ainda, mais longe, em outras áreas da cidade que possam ter o mesmo tipo de abordagem. Em meu nome e em nome do Executivo quero agradecer à Universidade Lusíada estas reflexões que derivaram de um 1.º Workshop ESTEJO «Alburrica – Barreiro» (que decorreu em 2012) no âmbito do projeto de investigação "O estuário do Tejo e as suas áreas ribeirinhas: estratégias para a sua sustentabilidade", disse.

O Investigador e Coordenador do Programa de investigação ESTEJO e docente na Lusíada, Rodrigo Ollero, enquadrou a mostra dizendo que o trabalho se “debruça sobre um território extraordinário, que faz parte desta (vossa) zona ribeirinha e que pode vir a ser qualificado. As propostas que aqui são feitas, assentam nas ideias que alunos e professores produziram para esta área”.

Responsável e dinamizadora do alargado grupo de trabalho/equipa técnica, a professora Fátima Silva acrescentou que estiveram envolvidos no projeto um total de 14 alunos. “Tivemos 10 alunos envolvidos neste trabalho, mais quatro estagiários. Refira-se que estas propostas que aqui trazemos decorrem no âmbito do projeto de investigação «O estuário do Tejo e as suas áreas ribeirinhas: “estratégias para a sua sustentabilidade”», onde é feita a identificação de todas as partes do Estuário do Tejo. Dentro deste vasto território percebemos que aquilo que queremos entender é – o todo. Desta forma, entendemos que todos os territórios têm uma articulação enorme com os outros, e, assim, numa visão mais integrada e de conjunto, estas propostas e reflexões visam salvaguardar a identidade territorial do Estuário do Tejo”.
A terminar, também ela reforçou a ideia de que “estamos em presença de um território fantástico, de uma identidade e cultura louváveis. Tudo o que se passa em Alburrica para nós é um ensinamento”.

Seguiu-se a apresentação da proposta de ideia programática por parte da equipa, que integra arquitetos, que, anteriormente, estiveram no Workshop e trabalharam diretamente na proposta, bem como os estagiários ESTEJO, e, também, por alguns professores especialistas, nomeadamente das áreas da geografia e do paisagismo.
No decorrer da apresentação, esta abrangente equipa também referiu como é que esta proposta pode ganhar materialidade de forma a pôr este espaço (Quinta Braamcamp Alburrica) ativo.

A uma explicação dos pontos fortes (designadamente a biodiversidade única em todo o Estuário do Tejo) e fracos, mas a melhorar, tal como a frente urbana que se encontra voltada para dentro, em desarticulação com o rio, os estudantes apontaram soluções para a criação de novas acessibilidades, novos circuitos ciclo-pedonais, reaproveitamento de equipamentos existentes e novos usos para cada zona.

No fundamental, concluíram, a ideia de requalificar a frente ribeirinha visa intervir no território de forma a criar uniformidade, nomeadamente cromática. “Trata-se de um conjunto de propostas que visa proporcionar à cidade do Barreiro uma nova frente ribeirinha onde se inserem espaço de lazer e de cultura (a Casa da Muleta), mantendo um ambiente singular e de identidade própria mas transformando a fisionomia da zona de Alburrica, num espaço requalificado que permita aos habitantes uma melhor relação com todo o Estuário e um adequado enquadramento visual para a outra margem”.

Refira-se que esta mostra de trabalhos, visitável até 1 de junho, está enquadrada pela relação de colaboração entre a Câmara Municipal do Barreiro (CMB) e a Universidade Lusíada de Lisboa, numa perspetiva de valorização do espaço académico como elemento de reflexão sobre o território, mas, também, como oportunidade de estabelecer o contacto entre atividade académica e profissional.

Fonte - CMB

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