Saltar para o conteúdo
Bastidores

Regeneração do património ferroviário do Barreiro«Grupo de Trabalho» conheceu inloco locais emblemáticos

Reunido pela segunda vez, o grupo de trabalho nomeado, recentemente, pelo Secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, para estudar as soluções mais adequadas para o desenvolvimento e regeneração do património ferroviário do Barreiro, visitou,no dia 11 de junho, locais emblemáticos do património ferroviário do Barreiro.

4 min de leitura
Regeneração do património ferroviário do Barreiro «Grupo de Trabalho» conheceu inloco locais emblemáticos

Por Jornal Rostos

Estudar as soluções mais adequadas para o desenvolvimento e regeneração do património ferroviário do Barreiro é o objetivo do grupo de trabalho constituído pelo Presidente Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto de Carvalho, pelo Vereador Rui Lopo, responsável pela área do Planeamento, Emanuel Santos, chefe de Equipe Multidisciplinar para Ações e Projetos Estratégicos, por Homero Passos Schröder, da CP – Comboios de Portugal; por João Rocha, da REFER; por Nelson Oliveira, do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos; por João Carvalho, do IMTT - Instituto da Mobilidade e dos Transportes; por Leonor Gomes, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR LVT), e por Maria Pereira, coordenadora do Museu Nacional Ferroviário.

Reunido pela segunda vez, este grupo de trabalho nomeado, recentemente, pelo Secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, visitou, ontem, dia 11 de junho, locais emblemáticos do património ferroviário do Barreiro.

O grupo conheceu inloco o Palácio do Coimbra, o Bairro Operário Ferroviário, a Doca Seca da CP, o Cais da Cortiça, a Estação Sul e Sueste, o Armazém de Víveres, as Oficinas da EMEF, o antigo Armazém Regional Sul e a Rotunda das Máquinas.

“Uma visita muito frutífera” foi como Rui Lopo, Vereador responsável pela área do Planeamento, classificou o encontro que possibilitou a algumas pessoas visitarem o Barreiro, pela primeira vez, e, ao mesmo tempo, ficarem a conhecer o seu património e sua História ligada ao caminho-de-ferro.

O Vereador explicou o surgimento deste grupo de trabalho. “A Câmara Municipal apresentou à Secretaria de Estado dos Transportes preocupações no que toca ao desenvolvimento económico, ao encerramento das oficinas da EMEF e consequente desemprego dos trabalhadores, à preservação do património e à degradação e vandalização das instalações. Essas questões foram bem atendidas pelo Secretário de Estado dos Transportes que propôs a constituição de um grupo de trabalho que estudasse a matéria e apresentasse propostas concretas”.

Reaproveitamento e ordenamento do território

Esta reunião pretendeu “olhar para as áreas ferroviárias do Concelho e perceber o reaproveitamento e o ordenamento do território, tendo em conta as áreas ferroviárias desativas. Estas pessoas repararam que o Barreiro tem o ónus do ordenamento do território fruto da sua História e que hoje existem locais que podem ter outra utilização e talvez possam ser entregues à cidade, como é exemplo: a Doca da CP, ou o antigo Cais da Cortiça”.

Memória e preservação do património

Em relação à preservação do património e segundo Rui Lopo, “deve haver o reaproveitamento dos espaços de memória, para que estes possam ser preservados e melhorados, como por exemplo: a Estação Sul e Sueste, o Armazém Regional Sul, o Depósito da Água e a Rotunda das Máquinas. Paralelamente, existem outros elementos de memória a preservar, como: a grua a vapor, algumas carruagens e locomotivas”.

Rui Lopo adiantou, ainda, que o grupo está a refletir em relação ao futuro do Bairro Operário Ferroviário e do Palácio do Coimbra, “no sentido de perceber se têm ou não valor patrimonial, qual o potencial da sua preservação e como podem ser integrados na cidade e nos legítimos interesses de cada entidade”.

Terra Ferroviária

A reflexão sobre o futuro da cidade, leva a Câmara Municipal a manter o Barreiro como uma Terra ferroviária, “porque isso nos deu know-how e queremos continuar a assumir esse posicionamento ao nível da economia local e da sua qualificação de recursos humanos e, assim, veremos como o Barreiro pode manter a atividade das oficinas da EMEF”.

Para breve, está já agendada uma reunião técnica e, até final de agosto, o grupo de trabalho irá elaborar um relatório para apresentar ao Governo.

Fonte - CMB

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção