Concelhia de Palmela do Partido SocialistaCDU só sabe governar com maiorias absolutas
Ora, na tomada de posse e instalação que ocorreu na passada 6ª feira, dia 11 de outubro, a CDU agiu como se detivesse maioria absoluta, desprezando qualquer diálogo ou entendimento com as outras forças políticas.
Apresentou uma lista para o executivo de onde só constavam elementos da CDU que foi recusada por 7 votos contra 6.

Por Jornal Rostos
Comunicado à população da freguesia de Palmela
Os resultados eleitorais do passado dia 29 de setembro, afixados em edital após apuramento, determinaram que na freguesia de Palmela foram eleitos 6 representantes da CDU, 5 representantes do PS e 2 representantes da coligação PSD/CDS.
Ora, tais resultados atribuem à CDU, força maioritária, a presidência da Junta de Freguesia, apesar de não deter a maioria absoluta dos membros eleitos.
O povo de Palmela disse inequivocamente que as forças políticas em presença devem seguir a via do diálogo para a governabilidade de freguesia, em função da proporcionalidade dos mandatos atribuídos.
Ora, na tomada de posse e instalação que ocorreu na passada 6ª feira, dia 11 de outubro, a CDU agiu como se detivesse maioria absoluta, desprezando qualquer diálogo ou entendimento com as outras forças políticas.
Apresentou uma lista para o executivo de onde só constavam elementos da CDU que foi recusada por 7 votos contra 6. Impediu a tomada da palavra de eleitos, determinando, de seguida uma pausa para reflexão de 10 minutos, em que não foi proporcionado o diálogo ou entendimento, dado que todos e todas as eleitas permaneceram nos respetivos lugares. Avançou para uma votação nominal, cujos nomes eram de novo e repetidamente só eleitos da CDU, sendo os resultados os mesmos, 7 contra e seis a favor.
Não satisfeito com o impasse já instalado, o Presidente obrigou uma segunda votação nominal com exatamente os mesmos nomes, todos da CDU. Impediu, de novo, que a oposição tomasse a palavra.
Todas as palavras do Presidente eleito foram no sentido de garantir a governabilidade da JF, mas, todas as suas propostas radicaram numa maioria inexistente, ou seja, não detendo maioria absoluta, diz o elementar bom senso e a convivialidade democrática que o diálogo é a via a seguir.
Em nenhum momento, com votações perdedoras sucessivas, ocorreu à CDU a mudança de estratégia.
Tal posição só pode ser interpretada com o deficit democrático em presença, a CDU só sabe governar com maiorias absolutas. A arrogância e incapacidade de diálogo parecem inultrapassáveis. Esquecem-se momentos passados em outras eleições, em que o PS, sem maioria absoluta, governou detendo no executivo apenas o Presidente, em nome da governabilidade. Esquecem que, na Assembleia da Republica, apesar de haver maiorias absolutas, enquanto oposição, clamam, com todo o direito, pela queda de governos. Esquecem regras elementares de respeito aos eleitores.
Agora, tudo está em aberto até 4ª feira. O que se espera é que a CDU saiba interpretar a vontade do povo e não continue a agir como se fosse a detentora de uma maioria que não obteve nas urnas. É lamentável que numa freguesia, onde todos se conhecem, não sejam possíveis entendimentos. Queixamo-nos, depois, do estado do País, dos níveis de abstenção… O PS esteve, está e estará disponível para negociações sérias, transparentes e justas.
O Presidente da Comissão Política Concelhia de Palmela do Partido Socialista
Raul Cristóvão
Palmela, 13 de Outubro de 2013













