Estratégia de Desenvolvimento do Município do Barreiro – BARREIRO 2025Equipa técnica que acompanha revisão do PDM vistou concelho

Por Jornal Rostos
No âmbito do processo de construção da “Estratégia de Desenvolvimento do Município do Barreiro – BARREIRO 2025”, um trabalho realizado pelas equipas técnicas do CEDRU, Centro de Estudos e Desenvolvimento Regional e Urbano, e da Câmara Municipal do Barreiro (CMB), realizou-se uma visita ao Concelho, a 10 de outubro, para se conhecer “in loco” a realidade nas suas vertentes: social, demográfica, cultural, histórica, económica, ambiental, bem como ao nível do seu planeamento e urbanismo.
No âmbito do processo de revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) do Barreiro, mais concretamente na elaboração do documento que reflete a visão estratégica para o Município, concretizou-se uma visita a múltiplas áreas do Concelho, consideradas fundamentais para a análise e reflexão estratégica a produzir pelas equipas da CMB e do CEDRU.
A equipa da CMB composta pela equipa técnica multidisciplinar que acompanha o processo de revisão do PDM fez-se acompanhar pelo Vereador Rui Lopo, responsável pelo Planeamento e Gestão Urbana do Concelho e pelo Arquiteto Joao Paulo Lopes, responsável pela coordenação do processo de revisão do PDM. A equipa do CEDRU foi liderada pelo professor Jorge Gaspar, Presidente e professor universitário, Sérgio Barroso, Associado-Diretor, Heitor Gomes, Diretor-Adjunto, e Luís Carvalho, Chefe de Projeto.
Para a construção da visão estratégica para os próximos 10/15 anos, à qual estará “amarrado” o processo de revisão do Plano Diretor Municipal é, segundo o Vereador, indispensável uma avaliação objetiva do território por parte da equipa que irá trabalhar e envolver um conjunto de atores locais: eleitos nos diferentes órgãos autárquicos, técnicos da Autarquia e população em geral.
Para tal, serão considerados diferentes vetores, tais como: os equipamentos sociais, escolares, desportivos, de saúde, a evolução demográfica, a pirâmide etária, as questões do emprego e desenvolvimento económico, as questões do planeamento e do urbanismo, as infraestruturas. Rui Lopo explicou que “tudo isto tem que ser diagnosticado, hoje, numa visão prática, na visão das pessoas, e por isso é que estamos no terreno, para que, mais tarde, quando estivermos numa fase de discussão pública podermos apresentar um misto das duas coisas: a visão académica e a visão do dia-a-dia, para que as pessoas possam refletir”.
“Barreiro – Parque Arqueológico”
“Fundamental”, foi como o professor Jorge Gaspar classificou este “trabalho de campo” que possibilita “sentir os problemas no local, os problemas do terreno, do solo, das populações, os problemas das infraestruturas em contato direto”.
Jorge Gaspar salientou, ainda, a importância da História Local para o futuro do Concelho. “Não nos podemos esquecer que o Barreiro é uma cidade histórica e um grande “parque arqueológico”, assim, é preciso recordar o seu relevante papel na História e, ao mesmo tempo, considerar o papel que ainda pode vir a assumir, no futuro”.
Várias equipas irão trabalhar a “Estratégia Barreiro 2025”
Também Sérgio Barroso, Diretor da CEDRU, partilha a mesma opinião de Jorge Gaspar. “Não é possível, hoje, fazer projetos e estudos sem o grande conhecimento do território e, também, sem os recursos humanos da Autarquia. Se, por um lado, o consultor tem experiência de outras áreas e são pessoas treinadas a olhar para muitos territórios e realidades diferentes, por outro, os recursos da Autarquia conhecem os problemas de gestão e já testaram soluções nas suas localidades”.
Defende que para a elaboração da “Estratégia de Desenvolvimento do Município do Barreiro – BARREIRO 2025” são fundamentais várias equipas: uma equipa operacional (com um núcleo central composto pelos técnicos da Câmara e um consultor), uma equipa alargada (eleitos autárquicos e técnicos da Câmara) e uma outra, ainda mais alargada, que envolva toda a comunidade.
Visita ao Concelho
Ao longo do dia, foram visitados diversos locais do Concelho:
- O Núcleo antigo do Barreiro onde se aborda eminentemente as temáticas da regeneração e reabilitação urbanas, tendo sido possível perceber o conjunto de dinâmicas que a CMB tem procurado desenvolver nestas áreas;
- As frentes ribeirinhas, áreas de imenso potencial económico e certamente regenerador do Concelho em toda a sua extensão;
- As AUGI, áreas cuja política local tem procurado impulsionar, mas cujas soluções globais de suporte não estão a conseguir ser eficazes à escala nacional, apesar dos múltiplos bons exemplos no Concelho;
- A Mata Nacional da Machada e o Sapal do Coina, Reserva Natural Local entretanto criada, como fatores de qualidade ambiental de dimensão regional que podem fazer percecionar outro quadro de potencialidades do Concelho;
- O território da Quimiparque / Baia do Tejo, como área de fundamental para o desenvolvimento do Concelho seja pela apetência para a localização de atividades económicas, seja pela dimensão e importância estratégica para o País, para a Região e para o Concelho.
“O processo de construção da estratégia é isso mesmo, um processo com o envolvimento de todos, porque todos são importantes na visão do Barreiro que queremos construir” concluiu Rui Lopo.
Fonte - CMB













