Secretário de Estado visita locais emblemáticos do ConcelhoNo Barreiro transporte coletivo predomina na deslocação para Lisboa
No âmbito de uma reunião de trabalho sobre o PMTI – Plano de Mobilidade e Transportes Intermunicipal da Área de Influência da Terceira Travessia do Tejo (TTT), o Secretário de Estado (SE) das Infraestruturas, Transportes e Comunicações aproveitou para visitar, na manhã de segunda-feira, 11 de novembro, o Barreiro.
Chegado ao Barreiro, de barco, acompanhado, já, na travessia, pelos responsáveis da CMB, o SE passou por vários locais, alguns desativados, que fazem parte da memória coletiva dos barreirenses adultos, reconhecendo o seu potencial de reconversão.

Por Jornal Rostos
No âmbito de uma reunião de trabalho sobre o PMTI – Plano de Mobilidade e Transportes Intermunicipal da Área de Influência da Terceira Travessia do Tejo (TTT), o Secretário de Estado (SE) das Infraestruturas, Transportes e Comunicações aproveitou para visitar, na manhã de segunda-feira, 11 de novembro, o Barreiro. O Presidente da Câmara Municipal, Carlos Humberto de Carvalho, e o Vereador com a área Planeamento e Gestão Urbana e, também, responsável pelos transportes, Rui Lopo, guiaram Sérgio Silva Monteiro por vários pontos emblemáticos do Concelho, antes de se dirigirem para o Museu Industrial da Baía do Tejo, onde foram apresentadas as conclusões da 2ª fase do PMTI, e que revelaram, nomeadamente, que 84 por cento das deslocações da Margem Sul para a Norte têm como destino Lisboa; e que o automóvel é o principal modo de atravessamento do Tejo nas deslocações pendulares Sul-Norte (43 por cento), seguido do comboio (25), autocarro (18) e do barco (14). No Barreiro, contudo, a predominância do automóvel é substituída pelo transporte fluvial, que domina o atravessamento, facto para o qual, conforme sublinhou Carlos Humberto de Carvalho, o serviço prestado pelos Transporte Colectivos do Barreiro (TCB) muito tem contribuído e reforça – com números concretos – a necessidade de uma TTT.
A TTT foi, de resto, várias vezes evocada na sessão em múltiplas intervenções. Para o Presidente da CMB, é “fundamental”, uma “inevitabilidade”. Segundo o SE, ela não será uma possibilidade tendo em conta os constrangimentos financeiros.
Após a apresentação das conclusões do PMTI, e reconhecendo a “profunda assimetria” entre margens, Sérgio Silva Monteiro mostrou-se disponível para estudar a hipótese de inclusão no novo quadro comunitário de apoio de algumas das necessidade diagnosticadas no PMTI. Sinalizada “a importância estratégica dessas infraestruturas na geração de atividade económica, emprego e na mobilidade das pessoas, (…) pugnarei para que o envelope financeiro na área dos transportes e políticas de mobilidade seja o maior possível e que as conclusões do grupo de trabalho das infraestruturas possam ser levadas em consideração nas decisões de investimento que tivermos de fazer daqui até 2020”, declarou, admitindo a qualidade do estudo que reconhece a importância da TTT para a mobilidade na AML.
Na sessão – moderada pelo Vereador responsável pelos transportes, Rui Lopo, e que contou com inúmeras intervenções e contributos –, aventou-se a hipótese de alargar o serviço dos TCB além-Concelho. Para tal, está já a decorrer no Instituto da Mobilidade e dos Transportes um processo de alteração do enquadramento legal, que poderá permitir este alargamento. Foi, igualmente, sublinhada a necessidade de ligação Barreiro/Seixal, concelhos muito próximos entre si, mas distantes por inexistência de acesso direto (que houve em tempos). Esta e a ligação Barreiro/Montijo foram consideradas pelo Presidente da CMB como “estruturantes”.
Padrões de mobilidade sustentáveis
O PMTI visa definir «um conjunto de ações e medidas que contribuam para a implementação e promoção de padrões de mobilidade mais sustentáveis, incidindo sobre diversas áreas temáticas».
Nesta fase 2 traçaram-se «cenários futuros que permitiram estimar matrizes futuras de viagens»; «forças motrizes que poderão influenciar a definição da estratégia de mobilidade»; «modelos de desenvolvimento de redes de infraestruturas de transportes»; «objetivos estratégicos e específicos»; e um «quadro de referência estratégico».
A próxima fase, a terceira, «desenvolvimento de Planos de Ação», debruçar-se-á sobre «planos de ação Territorial que incidirão sobre propostas de carácter intermunicipal»; e «planos de ação Local que incidirão sobre 5 áreas específicas do território da Área de Intervenção».
Chegado ao Barreiro, de barco
Chegado ao Barreiro, de barco, acompanhado, já, na travessia, pelos responsáveis da CMB, o SE passou por vários locais, alguns desativados, que fazem parte da memória coletiva dos barreirenses adultos, reconhecendo o seu potencial de reconversão.
O grupo visitou a antiga Estação Sul e Sueste (património CP) e Doca da CP, observou, do exterior, o Antigo Quartel dos Bombeiros (agora abandonado), e percorreu parte da Avenida da República, com paragem na Urbanização do Palácio do Coimbra, rumo à Oficinas da EMEF (incluindo Rotunda das Máquinas) – onde foi recebido pelo Diretor das Oficinas da EMEF, Joaquim Rola, e dois responsáveis. Passou pelo Bairro Operário, e, depois, pelo território da Baía do Tejo, percorrendo várias empresas. Ainda na “Baía do Tejo”, visitou a zona portuária da Atlanport.
O périplo terminou nas Oficinas dos TCB, após o que a comitiva se dirigiu ao Museu Industrial onde a aguardavam representantes dos municípios da Moita, de Palmela, do Seixal e de Sesimbra – liderados pelos respetivos presidentes – que, a par do Barreiro, integram o PMTI, cuja área de Intervenção abarca todas as freguesias do Concelho do Barreiro, Alhos Vedros, Baixa da Banheira, Moita e Vale da Amoreira, no Concelho da Moita, Quinta do Anjo, no Concelho de Palmela, Seixal, Arrentela, Aldeia de Paio Pires e Fernão Ferro, no Concelho do Seixal e Quinta do Conde, em Sesimbra.
Fonte - CMB













