Deputados Socialistas de Setúbal visitam Hospital Garcia de Orta em AlmadaFoi reconhecido a existência de tempos de espera elevados
"O Hospital Garcia de Orta serve mais de 300.000 habitantes dos concelhos de Almada e Seixal, sendo um dos hospitais nacionais que servem maior número de cidadãos e cidadãs e que tem um conjunto de problemas identificados, alguns dos quais são comuns a outras unidades de saúde da Península de Setúbal" - é referido em comunicado.

Por Jornal Rostos
NOTA À IMPRENSA
O/as deputados/as socialistas, eleitos pelo Distrito de Setúbal, acompanhados por vereadoras do Partido Socialista das Câmaras Municipais de Almada e Seixal, por representantes da Assembleia Municipal de Almada e dirigentes locais e distritais, promoveram no dia 20 de janeiro, uma visita ao Hospital Garcia de Orta, particularmente ao Serviço de Urgências, inserida no âmbito de uma iniciativa nacional do Grupo Parlamentar do PS.
A opção dos socialistas em visitar esse hospital, em concreto, deveu-se ao facto de se tratar de uma unidade hospitalar que responde aos dois concelhos mais populosos do distrito de Setúbal – Almada e Seixal –mas , também, de haver, e especialmente nesta época do ano, um aumento da afluência na procura do serviço de urgências e de existirem problemas graves na constituição das equipas técnicas, em resultado da permanente falta de profissionais diferenciados, o que, em períodos de maior afluência, tem reflexos negativos no tempo de espera do atendimento que, no caso das cores azul e verde – os menos urgentes - atinge te mais de 10 horas.
O Hospital Garcia de Orta serve mais de 300.000 habitantes dos concelhos de Almada e Seixal, sendo um dos hospitais nacionais que servem maior número de cidadãos e cidadãs e que tem um conjunto de problemas identificados, alguns dos quais são comuns a outras unidades de saúde da Península de Setúbal.
Foi reconhecido a existência de tempos de espera elevados em doentes identificados com fitas azuis e verdes. Este reconhecimento levou ao desencadear da admissão de 4 especialistas, que, segundo a administração, estarão admitidos dentro de 2 a 3 semanas.
A falta de resposta em alguns meios complementares de diagnóstico, em particular nas colonoscopias e ressonâncias magnéticas nucleares, é também uma preocupação onde , segundo a administração, estão em curso opções que irão , dentro em breve, minimizar o problema. Faltas também, foram referidas quanto à dificuldade de admissão de especialistas, de modo mais acentuado no caso dos anestesistas. Não tanto no caso destes, mas nas outras especialidades, a ‘concorrência’ com o setor privado dificulta o recrutamento e a permanência
Os gestores, reiterados pelo Presidente da ARS-LVT, consideraram um dos principais problemas de acesso aos serviços de saúde a reduzida oferta adequada de transportes públicos estando, no caso, a administração a procurar apoio nos municípios que o hospital cobre
Grande preocupação constitui o abandono no hospital, pelas famílias, de pessoas idosas e falta de resposta suficiente nos cuidados continuados que faz com que existam camas que não deveriam estar ocupadas nas enfermarias e que leva a uma permanência desnecessária nas urgências de pessoas que estariam em condições de passarem para outros serviços, foi a enfase dada pela administração. Nas urgências em espaços “intermédios” com capacidade para 20 doentes chegam a estar o dobro.
Apesar de não existir um sistema de controlo estruturado foi referido haver a perceção de que estão a aumentar as pessoas com falta de condições para acederem aos cuidados de saúde
Hoje mesmo, o/As deputados/as do Partido Socialista - Vieira da Silva, Eduardo Cabrita, Eurídice Pereira, Ana Catarina Mendes e Catarina Marcelino - dirigiram uma pergunta ao Ministro da Saúde, questionando-o sobre a Unidade de Cuidados Continuados da Liga dos Amigos do Hospital Garcia de Orta, com 30 camas de longa duração já em funcionamento e 30 camas de média duração, à espera, para funcionar, de um relatório do Ministério que tarda em ser apresentado. É de salientar que na área de influência deste hospital não existe nenhuma unidade de média duração de cuidados continuados, tão importante para que as altas hospitalares tenham a devida retaguarda.
Mas não são essas as únicas ofertas em cuidados continuados concluídas e que aguardam acordos com o Estado.
22 de Janeiro de 2014
Deputados de Setúbal













