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Bastidores

Na sessão pública promovida pelos deputados socialistas de Setúbal«Há medo..» e «empobrecimento forçado» foram expressões recorrentes

“O Orçamento de Estado para 2014 e o corte de salários ” foi tema ontem em debate no auditório da Costa da Caparica, em Almada, que contou com as intervenções de Eduardo Cabrita, deputado e Presidente da Comissão Parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública , Carlos Silva, Secretário Geral da UGT e Carlos Trindade, dirigente sindical e membro da Comissão Executiva da CGTP-IN.

“Há medo..” e “empobrecimento forçado” foram expressões recorrentes na sessão pública promovida pelos deputados socialistas eleitos pelo Círculo Eleitoral de Setúbal.

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Na sessão pública promovida pelos deputados socialistas de Setúbal «Há medo..» e «empobrecimento forçado» foram expressões recorrentes

Por Jornal Rostos

“Há medo..” e “empobrecimento forçado” foram expressões recorrentes na sessão pública promovida pelos deputados socialistas eleitos pelo Círculo Eleitoral de Setúbal – Vieira da Silva, Eduardo Cabrita, Eurídice Pereira, Ana Catarina Mendes e Catarina Marcelino.

“O Orçamento de Estado para 2014 e o corte de salários ” foi tema ontem em debate no auditório da Costa da Caparica, em Almada, que contou com as intervenções de Eduardo Cabrita, deputado e Presidente da Comissão Parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública , Carlos Silva, Secretário Geral da UGT e Carlos Trindade, dirigente sindical e membro da Comissão Executiva da CGTP-IN.

A moderação do debate ficou a cargo da deputada socialista Ana Catarina Mendes , acompanhada na mesa pelo recém eleito Presidente da Junta de Freguesia da Costa de Caparica, da Presidente da Distrital e pela Presidente da estrutura concelhia de Almada do partido socialista.

Eduardo Cabrita relembra a insensibilidade social do corte de salários na função pública a partir dos 675€ e refere que “a estratégia de cortes nos salários fazem-se também por ia fiscal”, afirmação que permite ao orador elencar as mais diversas situações em que os portugueses, e particularmente os funcionários públicos, são sujeitos “ao empobrecimento”, onde a diminuição de escalões de IRS e a eliminação de reduções e abatimentos são exemplos, assim como métodos de antecipação de receitas como as novas regras de retenção.

Os aumentos crescentes da comparticipação para a ADSE também não passaram despercebidos ao Deputado.

“O IRS rendeu em 2013 3 mil e 200 milhões de euros, diria cerca de 3 submarinos e meio” mas nem assim, reforçou Cabrita, o Governo pensa em aliviar os sacrifícios.

O deputado socialista não deixou de salientar a redução média dos custos unitários do trabalho e o facto de “a pressão salarial aparecer como alternativa ao despedimento”.

O Secretário Geral da UGT, Carlos Silva, começou a intervenção recordando os ‘cortante’ números do desemprego, em especial o desemprego jovem, e neste, salientou os jovens qualificados desaproveitados e outros emigrados. “ Sem crescimento não há emprego”, reforçando “não havendo confiança na economia não há investimento, não há emprego”.

O dirigente sindical chegou a questionar a propósito dos salários“ são cortes cegos?” e também a responder-se “são”.

“Estamos convencidos sobre a inconstitucionalidade “ disse Carlos Silva sobre o Orçamento de Estado para 2014 e , informa, “já devias ter ido ao Senhor Presidente da República ( a propósito do OE2014) mas ainda não fomos recebidos”.

Numa alusão ao Tribunal Constitucional, o líder máximo da UGT, refere a importância do seu papel tanto mais que “existe medo nos serviços públicos”.

Para Carlos Silva “as pessoas anseiam justiça social, equidade, solidariedade” que afirma terem de ser “repostos”.

Para o membro da Comissão Executiva da CGTP-IN, Carlos Trindade, último orador da sessão,” as pessoas deixam de ter direitos de cidadania para se sujeitarem o que lhes é dado por esmola”

Também este sindicalista não se furtou a afirmar que “ o que existe nos locais de trabalho é muito receio “, lembrando que se na administração pública há cortes salariais, no setor privado estes estão congelados. “Mesmo o salário mínimo , também”, afirma.

Determinado, Trindade constata que “ o patronato utiliza este momento para incumprir. O diálogo social não existe”.

As fortes críticas ao Governo foram transversais nas comunicações dos oradores.

A sessão contou com um período dedicado ao debate onde a palavra foi passada à vasta plateia onde se encontravam diversos dirigentes sindicais como Nobre dos Santos, Secretário Geral da FESAP, José Abraão, Presidente do SINTAP, Luís Correia, Secretário Geral adjunto da UGT, José Arsénio, Secretário Geral do Sindicato das telecomunicações , Luís Azinheira, Presidente do CITESE, Rui Godinho , Presidente da UGT – Setúbal, Fernando Gomes , da Comissão Executiva CGTP, Óscar , da FENDPROF/SPGL, Sérgio Monte, Secretário Geral dos transportes e Fernando Jorge , Presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais.

Fonte - Deputados PS de Setúbal

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