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Bastidores

TST corta em mais de 90 carreiras na Península de SetúbalPara o PCP é inadmissível a impunidade com que os TST agem

"O PCP manifesta o seu desacordo com os cortes anunciados pela TST, e permitidos pelo Governo e Autoridade Metropolitana de Transportes, e afirma que o direito ao transporte e à mobilidade dos utentes e populações da região fica cada vez mais posto em causa" - refere um comunicado do Gabinete de Imprensa da DORS do PCP.

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TST corta em mais de 90 carreiras na Península de Setúbal Para o PCP é inadmissível a impunidade com que os TST agem

Por Jornal Rostos

TST corta em mais de 90 carreiras na Península de Setúbal

A partir de dia 1 de Fevereiro a TST, empresa que recebe milhões de euros de indemnizações compensatórias para a prestação do serviço público de transportes vai, a coberto de uma reorganização da rede e ajustamentos de horários, carreiras e percursos, efectuar mais um brutal corte na oferta de transporte público na região de Setúbal.
Esta nova redução na oferta atinge mais de 90 carreiras da rede da TST, e terá como consequência uma ainda maior dificuldade de deslocação das populações da península.

Com os sucessivos cortes que a TST vem efectuando, desfere profundos golpes no sistema de transporte público e empurra desse modo mais utentes para o transporte individual, com enormes e negativas consequências económicas e ambientais e na degradação da qualidade de vida das populações.

Estas medidas levam ainda a uma quase completa ausência de mobilidade para cada vez mais amplos sectores da população, fustigados pelo empobrecimento generalizado que os sucessivos governos têm imposto.
Para o PCP é inadmissível a impunidade com que os TST agem!

A Autoridade Metropolitana de Transportes pediu às Câmaras Municipais da região pareceres sobre as medidas propostas pela TST, mas antes que esteja terminado prazo para a sua emissão e posterior ponderação, já a empresa publicou no seu site o anúncio da entrada em vigor dos cortes a partir de 1 Fevereiro.

Sobre esta situação importa ter presentes três questões.

1. A colocação do anúncio destas medidas no site da empresa não chega para que os utentes e populações sejam informados, e é caso para perguntar se a ausência de uma adequada divulgação das medidas não tem por propósito calar a revolta das populações,

2. Desconhece-se a decisão da Autoridade Metropolitana de Transportes face aos pareceres negativos emitidos pelos Municípios. Mas o Governo do PSD/CDS não se pode esconder atrás da AMT fazendo de conta que não tem nada a ver com o assunto.

3. Estes cortes acontecem num período em que se assistem a aumentos dos preços dos passes e dos bilhetes. Ao contrário do marketing que a empresa e o Governo querem vender, os aumentos no início de 2014 foram bem superiores ao 1% anunciado, registando-se situações que ultrapassam os 5,7% (exemplo do passe de estudantes nas carreiras urbanas de Setúbal).

O PCP manifesta o seu desacordo com os cortes anunciados pela TST, e permitidos pelo Governo e Autoridade Metropolitana de Transportes, e afirma que o direito ao transporte e à mobilidade dos utentes e populações da região fica cada vez mais posto em causa.

O PCP irá confrontar o governo do PSD/CDS com as suas responsabilidades neste processo através dos deputados do PCP na Assembleia da República eleitos pelo distrito Setúbal, e garante às populações da região que fará tudo o que está ao seu alcance para contrariar as intenções da TST.

O PCP apela aos utentes e populações para que manifestem o seu descontentamento com estas medidas, e que desenvolvam acções em defesa do seu direito à mobilidade.

O Gabinete de Imprensa da DORS do PCP

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