Deputados do PCP de Setúbal consideram«Intervenção ilegítima da GNR na expulsão de delegado sindical» em Palmela
Os deputados do PCP, elitos por Setúbal, em comunicado, referem que - "quiseram saber que conhecimento tem o Governo acerca desta situação, que orientações são transmitidas pela cadeia de comando da GNR e das forças e serviços de segurança relativamente à intervenção em matérias do foro laboral na empresas."

Por Jornal Rostos
PCP questiona Governo sobre intervenção ilegítima da GNR na expulsão de delegado sindical da Palmetal
O Grupo Parlamentar do PCP tomou conhecimento da denúncia da Fiequimetal – Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas – de que uma força da GNR de Palmela se prestou ao inadmissível papel de, a pedido da entidade patronal, entrar na empresa PALMETAL, para pôr na rua um trabalhador, que, sendo simultaneamente delegado sindical, defendia legitimamente o seu posto de trabalho, contra a prepotência de uma Administração que convive mal com os direitos laborais.
Tal como sublinhou já a FIEQUIMETAL, tratou-se de uma intervenção, no mínimo, abusiva da GNR numa questão estritamente laboral, sem que houvesse qualquer perturbação da ordem pública, com o fim único de prejudicar o trabalhador ofendido e proteger quem estava a violar a Lei, atentando contra o direito ao trabalho e o exercício da acção sindical no local de trabalho.
No caso presente, cujos processos judiciais estão em marcha, o trabalhador continuará a apresentar-se diariamente na empresa para ocupar o seu posto de trabalho (sem o que se sujeitaria a ser efectivamente despedido por ausência ao trabalho), não só se espera que a GNR se abstenha de intervir contra o trabalhador, como seria legítimo que aconselhasse a Administração da empresa a acabar com o assédio moral que está a exercer sobre o trabalhador e a respeitar os direito laborais.
Os deputados do PCP, Bruno Dias, Francisco Lopes e Paula Santos, quiseram saber que conhecimento tem o Governo acerca desta situação, que orientações são transmitidas pela cadeia de comando da GNR e das forças e serviços de segurança relativamente à intervenção em matérias do foro laboral na empresas.
Também interrogaram o Governo para saber que medidas estão a ser tomadas para garantir que situações como esta não se repitam e que sejam respeitados os direitos constitucionalmente reconhecidos aos trabalhadores e às suas organizações.
O Gabinete de Imprensa da DORS do PCP













