Deputados Socialistas eleitos por SetúbalVisitam União Mutualista Nossa Senhora da Conceição no Montijo
"As instituições de apoio social vivem um momento dramático. Diminuíram os recursos financeiros. Centenas de técnicos especialistas ficaram sem emprego e as populações, sobretudo no interior do país, ficam mais isoladas, ficaram mais desamparadas" - refere uma nota de imprensa dos deputados socialistas.

Por Jornal Rostos
DEPUTADOS SOCIALISTAS VISITAM UNIÃO MUTUALISTA, NO MONTIJO
NOVO RUMO PARA O ESTADO SOCIAL
Os deputados Eduardo Cabrita, Eurídice Pereira e Catarina Marcelino visitam, hoje, dia 7 de abril, a União Mutualista Nossa Senhora da Conceição, no Montijo, no âmbito da semana dedicada pelo Partido Socialista ao Estado Social.
De entre as iniciativas, de âmbito nacional, o Grupo Parlamentar do PS fará, na próxima quarta feira, uma declaração política sobre o assunto, em Plenário da Assembleia da República.
No fim de semana de 12 e 13 d abril decorreram duas iniciativas subordinadas aos temas Segurança Social e Economia Social, a realizar em Vila Nova de Gaia e Sintra, respetivamente.
A deslocação dos deputados socialistas ao Montijo ocorre depois de já terem estado recentemente, e no âmbito das Conferências Novo Rumo, em Setúbal, no Instituto Politécnico, na semana dedicado ao Desenvolvimento e, no Centro de Saúde do Pinhal Novo, a propósito da semana dedicada à Saúde.
Agora, a abordagem é sobre o Estado Social.
De facto, Portugal é hoje um país empobrecido, um país dilacerado por um desemprego alarmante e pelo aumento galopante das desigualdades sociais. Ao mesmo tempo que o desemprego estabiliza acima dos 15%, no caso do desemprego juvenil acima dos 35%, um quarto da população portuguesa vive em privação material e um em cada dez portugueses vivem em privação material severa. Estes indicadores não se limitam a alertar para situação preocupante e alarmante, mas também apontam responsáveis.
Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas (INE), em 2012, o risco de pobreza em Portugal atinge 18,7%, valor superior em 0,8 pontos percentuais aos dados de 2011, e que é o valor mais elevado de risco de pobreza desde 2005. No caso das famílias monoparentais o risco de pobreza atinge os 33,6% e no caso das famílias numerosas com dois adultos o risco de pobreza passa os 40%.
O governo de maioria absoluta PSD/CDS apenas conseguiu aumentar as desigualdades. Em 2012, o rendimento dos 20% mais ricos atingiu valores que o fazem seis vezes superior aos dos 20% dos portugueses mais pobres. Portugal devia estar hoje a caminhar para se aproximar dos seus parceiros europeus e não o contrário.
Para o Partido Socialista estes indicadores são mais que um alerta, são a confirmação da significativa degradação das condições de vida, são resultado de um caminho errado: o caminho da austeridade reforçada, o caminho da desvalorização do trabalho, o caminho dos cortes nas políticas sociais. Mas a situação desde 2012, data de referência da maioria dos indicadores, piorou. E piorou devido à manutenção da política de austeridade esgrimida pelo governo e que os resultados sociais infelizmente se podem observar por todo o país.
O governo aplicou o dobro da austeridade que estava no memorando original e tomou um caminho de desvalorização do trabalho e de corte nas prestações sociais. Este caminho de austeridade reforçada aplicado pelo Governo PSD/CDS falhou completamente, empobreceu o país e não garantiu sucesso económico.
Esta é uma questão de civilização e de democracia. Pessoas pobres e cada vez mais pobres estão impedidas de exercer os seus direitos e deveres. Para o Partido Socialista há outro rumo, um novo caminho assente no crescimento económico e na proteção social dos mais fracos. O Partido Socialista considera que é preciso quebrar o ciclo vicioso da anemia económica do desemprego e do empobrecimento de Portugal. Para o PS só apostando no emprego, num estado social solidário podemos atingir o crescimento económico e social.
É o emprego que permite aliviar as prestações sociais e reforçar as contribuições para a segurança social e a coleta de impostos para a manutenção de um estado social competente, eficiente e viável. O estado social permite uma sociedade com menos desigualdades, mais solidária e garante uma aposta forte na educação e formação, favorecendo o ambiente para um crescimento económico sustentável. O crescimento económico é a alavanca necessária para garantir emprego sustentável. O Partido Socialista defende o aumento do salário mínimo nacional, que tem apoio dos parceiros sociais e dos patrões e ao qual apenas o governo se tem oposto.
A maioria PSD/CDS criou constrangimentos e destruiu o trabalho de vários governos na área social, em especial nas parcerias com instituições particulares de solidariedade social e deixou à sua sorte milhares de portugueses. A milhares de portugueses foi retirado o rendimento social de inserção, o complemento solidário para idosos e o complemento de dependência.
As instituições de apoio social vivem um momento dramático. Diminuíram os recursos financeiros. Centenas de técnicos especialistas ficaram sem emprego e as populações, sobretudo no interior do país, ficam mais isoladas, ficaram mais desamparadas. O governo teima, também em debilitar a economia social, em destruir e deixar sem amparo os portugueses, promovendo a regressão demográfica e a desertificação.
7 de abril de 2014
Deputados de Setúbal













