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Bastidores

Situação do Centro Hospitalar de SetúbalDeputados do PCP questionam Governo

Os deputados do PCP, eleitos por Setúbal, em pergunta que apresentaram na Assembleia da República, quiseram qual a perspetiva do Governo para o futuro do Centro Hospitalar de Setúbal e que valências se prevê que venha a ter.
Também questionaram o Governo sobre as medidas que este pretende tomar para assegurar o funcionamento adequado do serviço de urgência, incluindo a dotação de meios técnicos e humanos.

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Situação do Centro Hospitalar de Setúbal Deputados do PCP questionam Governo

Por Jornal Rostos

PCP questiona Governo sobre a situação do Centro Hospitalar de Setúbal

As medidas impostas pelo Governo dificultam o funcionamento do Centro Hospitalar de Setúbal e por conseguinte a prestação dos cuidados de saúde. Há enormes preocupações quanto às valências e serviços que permanecerão no Centro Hospitalar, na sequência da reorganização hospitalar que o Governo pretende implementar. As recentes alterações nas urgências são já um indício do que pode estar para vir.
Relativamente ao serviço de urgências do Hospital de Setúbal, o Distrito Médico de Setúbal da Ordem dos Médicos constatou um conjunto de situações que demonstram as insuficiências de resposta dos serviços:

• sobrelotação das estruturas existentes para acolher os doentes em ambulatório e no internamento;
• contratação de profissionais por empresas de trabalho temporário para o desempenho de funções, sem hierarquia e sem conhecimento do serviço, que leva à quebra do conceito de equipa de urgência;
• após o novo modelo de urgência na Área Metropolitana, o especialista de neurologia está apenas disponível para a “via verde do AVC” contrariamente ao que anteriormente acontecia, limitando a oferta de cuidados especializados;
• após as 21 horas não há especialistas de urologia, otorrinolaringologia, oftalmologia, psiquiatria, gastrenterologia, cirurgia cardíaca, pediatria, pneumologia e cirurgia plástica e reconstrutiva, o que implica a transferência de doentes com patologia urgente destes foros para Lisboa;
• na área da psiquiatria antes da denúncia da Distrito Médico, um doente do foro psiquiátrico que entrasse no hospital à sexta-feira após as 20h ficava sem tratamento especializado até às 9h de segunda-feira; entretanto foi colocado um psiquiatra no domingo entre as 9h e as 13h, o que ainda assim é verdadeiramente insuficiente; contrariamente ao que o Governo disse, os doentes são transferidos para Lisboa;
• falta de condições para a prática médica com o mínimo de qualidade, o que é desmotivador para os profissionais.

O Centro Hospitalar de Setúbal abrange atualmente, além dos Concelhos de Setúbal e Palmela, o Concelho de Sesimbra, o que corresponde a mais 50 mil utentes. Apesar desta alteração da área de abrangência, verifica-se uma redução na capacidade do serviço de urgência.

Os deputados do PCP, Paula Santos, Francisco Lopes e Bruno Dias, quiseram qual a perspetiva do Governo para o futuro do Centro Hospitalar de Setúbal e que valências se prevê que venha a ter.
Também questionaram o Governo sobre as medidas que este pretende tomar para assegurar o funcionamento adequado do serviço de urgência, incluindo a dotação de meios técnicos e humanos.

O Gabinete de Imprensa da DORS do PCP

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