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Setúbal - Conferência «A Geografia da Crise e a Precariedade Social»Uma reflexão crítica sobre os impactes da crise nas populações, nas empresas e no território

Os Deputados do Partido Socialista eleitos pelo Circulo Eleitoral de Setúbal promoveram uma conferência com o tema “A Geografia da Crise e a Precariedade Social”.

Eugénio Fonseca centrou-se nas questões do desemprego e da pobreza, apelando “a uma política de maior proximidade, mais centrada nas pessoas, que tenha em conta os desempregados de longa duração e os desencorajados”.

João Ferrão apresentou uma síntese de um estudo sobre a “Territorialização da Pobreza”, centrada em dois períodos
temporais, antes da crise 2006-2008, e no início da crise 2008-2011, mostrando o impacte da crise nas famílias e nas empresas.

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Setúbal - Conferência «A Geografia da Crise e a Precariedade Social» Uma reflexão crítica sobre os impactes da crise nas populações, nas empresas e no território

Por Jornal Rostos

Os Deputados do Partido Socialista eleitos pelo Circulo Eleitoral de Setúbal promoveram no dia 14 de Abril, no Hotel Esperança, em Setúbal, uma conferência com o tema “A Geografia da Crise e a Precariedade Social”.

O painel de oradores, foi formado pelo Presidente da Cáritas Portuguesa, Professor Eugénio Fonseca e pelo Investigador da Universidade de Lisboa e Ex secretário de Estado do Ordenamento do Território, Professor João Ferrão, tendo o Deputado Vieira da Silva procedido à moderação do debate, no qual se fez uma uma reflexão crítica sobre os impactes da crise nas populações, nas empresas e no território.

Eugénio Fonseca centrou-se nas questões do desemprego e da pobreza, apelando “a uma política de maior proximidade, mais centrada nas pessoas, que tenha em conta os desempregados de longa duração e os desencorajados”. Salientou ainda o desinvestimento nas políticas de combate à pobreza e à exclusão social, com especial referência à pobreza infantil que está acima dos 25%, a importância que as autarquias têm tido no combate a este flagelo e a necessidade de investir na economia para diminuir aquele que é um dos maiores problemas estruturais do País, o desemprego.

João Ferrão apresentou uma síntese de um estudo sobre a “Territorialização da Pobreza”, centrada em dois períodos temporais, antes da crise 2006-2008, e no início da crise 2008-2011, mostrando o impacte da crise nas famílias e nas empresas, e demonstrando que há territórios que, apesar de terem sido fortemente afetados pela crise, tiveram a resiliência necessária para reagir. Afirmou que “os territórios da península de Setúbal, salvo alguns concelhos como é o caso de Sesimbra, que, ao inverso do que aconteceu na década de 80, não se encontram hoje entre os territórios mais afetados do país”, e acrescentou que “são empresas como a AutoEuropa, e o que representam ao nível do investimento e do emprego, responsáveis por esta situação”.

Esta sessão e este painel, através das intervenções, demonstrou a necessidade de centrar o combate à pobreza em medidas focadas no combate à pobreza das crianças e jovens e ao combate da anemia do investimento com vista á criação de emprego, promovendo a confiança e a estabilidade das pessoas e das famílias, a igualdade de oportunidades e a mobilidade social ascendente assim como em medidas que diminuam as assimetrias territoriais.

Fonte - PS

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