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Bastidores

Paulo Edson Cunha, Vereador do PSD na Câmara Municipal do SeixalConstruir hospital complementar no Seixal
. Servir as populações de Seixal, Sesimbra e Almada

Fazer cumprir o Protocolo assinado para a construção do Hospital do Seixal é um dever de todos os cidadãos da Região de Setúbal. Foi lutando que se conseguiu que ele fosse elaborado e assinado, é lutando que se conseguirá que ele seja cumprido.

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Paulo Edson Cunha, Vereador do PSD na Câmara Municipal do Seixal Construir hospital complementar no Seixal . Servir as populações de Seixal, Sesimbra e Almada

Por Jornal Rostos

Exmo. Senhor
Ministro da Saúde
Dr. Adalberto Campos Fernandes

Em Janeiro de 2015 tive a iniciativa e tomei a liberdade de escrever ao então Sr. Ministro da Saúde, Dr. Paulo Macedo, recordando-lhe que sou vereador do PSD (portanto, do mesmo partido do então Sr. Ministro) num concelho desde sempre dominado pelo Partido Comunista e que apesar da minha filiação partidária, reconhecia como essencial a construção do prometido e protocolado Novo Hospital do Seixal.

Nessa missiva tive o cuidado de recordar que a primeira vez que o Hospital no Seixal aparece referenciado em documentos oficiais é no Plano Regional de Saúde, encomendado pela ARSLVT (Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo), no final do século passado. Este documento continha os aspectos mais importantes das necessidades de cuidados de saúde na região. Era então Primeiro-Ministro o Eng.º António Guterres.

O Hospital do Seixal não é, pois, uma reivindicação original da Câmara Municipal do Seixal, ao contrário do que a força partidária que a domina apregoa.

Em agosto de 2009, foi reconhecida a necessidade de se construir um hospital complementar no Seixal para servir as populações de Seixal, Sesimbra e Almada, tendo sido celebrado um acordo estratégico com o Governo.

Fazer cumprir o Protocolo assinado para a construção do Hospital do Seixal é um dever de todos os cidadãos da Região de Setúbal. Foi lutando que se conseguiu que ele fosse elaborado e assinado, é lutando que se conseguirá que ele seja cumprido.

O município, os seus responsáveis e, de certa forma, todas as sensibilidades da sociedade local pugnam pela sua construção, não por mero capricho, por arma de arremesso político, mas sim porque sentem a sua necessidade urgente. Os números comprovam-no. A realidade infelizmente também.

Ora, o executivo municipal, através da sua força política partidária tem optado por iniciativas como o "Natal do Hospital que ainda não existe”, por manifestações, por apoiar grupos de moradores do Seixal que têm ido "cantar as janeiras" ao ministro da Saúde com rimas alusivas à necessidade de construir um hospital no concelho, entre outras iniciativas. Eu tenho optado quer por esta via, quer por enviar requerimentos aos ministros responsáveis, quer aos Grupos Parlamentares. Cada um luta da forma que entender como mais eficiente.

Ora, tendo presente os valores do custo inicial para a construção do Hospital ser cerca de sessenta milhões de euros e, sendo certo que o custo social, das pessoas e funcionários do Garcia de Orta, é muito superior a esse montante, pois só a população do Seixal, em IRS, paga mais de 200 milhões de euros por ano, levam-nos a ter também neste aspecto um argumento e a anular qualquer argumento que do ponto de vista orçamental obstaculize a iniciativa política do mesmo avançar.

O hospital devia estar concluído até ao final de 2012 (e estamos a entrar em 2016) e nem o projecto de construção foi concluído, apesar de vários estudos e documentos confirmarem as carências de resposta do Hospital Garcia d’Orta e reafirmarem a necessidade da construção de uma unidade hospitalar no concelho. No entanto, para os sucessivos Governos, apesar destas evidências, a sua construção não se considera prioritária acabando por optar sempre e incompreensivelmente pela paralisação do processo de construção.

Mais, o Estudo elaborado pela Administração de Saúde da Região de Lisboa e Vale do Tejo há cerca de 10 anos, o Estudo conduzido pela Escola de Gestão do Porto em 2006, assim como as sucessivas reavaliações efectuadas pelos serviços do Ministério da Saúde sob mandato dos Ministros Correia de Campos e Ana Jorge antecedendo o Protocolo acima mencionado e o trabalho da Comissão de Acompanhamento desse mesmo Protocolo, demonstraram em todos os casos a necessidade do Hospital do Seixal, então considerando como terceira prioridade na segunda vaga de Hospitais a construir n processo de modernização da rede hospitalar do país.

Esta inacção, tem causado prejuízo para os doentes, agravando com o facto de os Hospitais localizados na Península de Setúbal surgirem nos últimos lugares na capacidade de resposta ao programa de eliminação das listas de espera para cirurgia e o Hospital Garcia d`Orta sofre as consequências de uma procura para a qual não foi dimensionado.

Unanimemente quer a Comissão constituída pela Assembleia Municipal para acompanhamento do processo de construção do Hospital do Seixal, quer as diversas Moções, Tomadas de Posição de todos os partidos políticos e vereadores, quer nas Assembleias Municipais, quer nas Reuniões de Câmara, quer em campanhas eleitorais, têm expressado e pronunciado pela sua urgente construção, expressando a sua solidariedade activa para com todos os doentes com dificuldade de acesso aos cuidados hospitalares a que têm legítimo direito.

Ora, se desde sempre manifestei o meu apoio a esta nobre causa, mesmo colocando em causa o Governo do meu partido, reitero, com redobrada legitimidade o meu pedido a V. Exa. para que venha ao Seixal e também ao superlotado Hospital Garcia de Orta verificar in loco a necessidade da construção de um novo hospital e aceda a esta justa e legitima reivindicação das nossas populações do Seixal, Almada e Sesimbra.

Certo que tomará a devida nota do supra peticionado, subscrevo-me com os melhores cumprimentos,

Paulo Edson Cunha
Vereador eleito na Lista do PSD na Câmara Municipal do Seixal.

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