Saltar para o conteúdo
Bastidores

Barreiro - A propósito de CidadaniaConversa com Pacheco Pereira e Martins Guerreiro

. “A política desinteressada (sem interesses próprios) é a essência da cidadania” (Pacheco Pereira);

. “Eu tenho o País para o qual trabalhei?” (Almirante Martins Guerreiro)

O Núcleo do Barreiro de apoio à Candidatura de Sampaio de Nóvoa, promoveu um debate sobre a noção de Cidadania, com a participação de com Pacheco Pereira e Martins Guerreiro.

4 min de leitura
Barreiro - A propósito de Cidadania Conversa com Pacheco Pereira e Martins Guerreiro

Por Jornal Rostos

A propósito de Cidadania
Conversa com o Dr. Pacheco Pereira e Almirante Martins Guerreiro

“A política desinteressada (sem interesses próprios) é a essência da cidadania” (Pacheco Pereira);

“Eu tenho o País para o qual trabalhei?” (Almirante Martins Guerreiro)

Uma afirmação e uma interrogação, às quais todos poderemos responder certamente com alguma deceção, foram dois momentos das intervenções dos convidados pelo Núcleo do Barreiro de apoio à Candidatura de Sampaio de Nóvoa, sobre a noção de Cidadania, que decorreu, no passado dia 18, na Biblioteca Municipal do Barreiro.

A sessão, bastante concorrida e animada prolongou-se para além da meia-noite mercê do elevado número de inscritos para dialogarem com os conferentes.

O tema, como fora anunciado foi o da Cidadania. Deu o mote e apresentou a mesa o moderador Armando Pedrosa, fazendo uma breve resenha sobre o candidato Sampaio da Nóvoa,
Seguiu-se no uso da palavra o Eng.º Leal da Silva, Mandatário Concelhio do Candidato, o qual ressaltou as qualidades de Sampaio da Nóvoa, relembrando a sua presença na reunião da Aula Magna, onde também estivera Pacheco Pereira, relembrou o seu mérito na fusão das Universidades Técnica e Clássica de Lisboa, salientou estarmos perante um homem independente, um defensor de causas, apresentando-o como um adversário da fórmula austeritária imposta ao País, bem como alguém capaz de intermediar vontades e possibilitar os consensos necessário aos tempos presentes. Terminou afirmando que “a causa da fuga ao voto se consubstancia na perda da autoestima política”.

O moderador abriu então o debate, perguntando aos oradores o que para cada um significava cidadania.

Abriu o debate o Dr. Pacheco Pereira contrapondo a ideia de cidadania ao tradicional “respeitinho pela autoridade” inculcado, e ainda muito presente, pelas instituições do antigo regime, sobretudo através do papel castrador da escola e da censura. Acentuou o direito e até o dever de constantemente pormos em causa o facto de alguém se arrogar ao direito de mandar em nós. Isto é, medir constantemente onde termina a legitimidade de mandato e começa a prepotência. Acrescentou, criticando os comentadores que alegam como menoridade da candidatura a alegada inexperiência política do candidato, porque confundem, voluntariamente, a não pertença a estruturas ou grupos partidários com ausência de atividade política, afirmando que “a política desinteressada (presente na ação cívica) é a essência da cidadania”.
Instado, no decorrer do debate, a clarificar qual a candidatura que apoia explicou não ter ainda tomado qualquer decisão. Apenas se sentem na obrigação de estar presente, quando convidado, naquelas que considera mais consequentes com a sua perceção do momento. Sobre Sampaio da Nóvoa declarou considerá-lo um homem e uma candidatura de “grande dignidade política”.

Por sua vez, o Almirante Martins Guerreiro afirmou o dever de exercer os direitos constitucionais, sem os constrangimentos que se têm vindo a acumular, mormente através do meios de comunicação social e da particular visão do mundo de um grupo restrito, que pretende tornar como única e universal a forma específica de defender os interesses próprios. Reafirmando nós – o povo – somos o soberano “temos de dizer não só o que queremos mas também aquilo que fazemos para o conseguir”.

Declarou, de seguida, que estando várias vezes, como militar e engenheiro, próximo de instituições de poder, esta é a primeira candidatura em que pessoalmente se empenha. Tal, nas suas palavras, deve-se ao respeito que tem pela pessoa e capacidades do candidato, as quais considera muito importantes para, dentro dos seus poderes, ajudar a encontrar o melhor caminho para este povo, o qual passa, com certeza, pela cidadania ativa.

A estas intervenções seguiu-se um animado debate entre a mesa e os assistentes, apenas terminado pelo adiantado da hora e a necessidade de encerrar as portas do Auditório.

O Secretariado do Núcleo

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção