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Barreiro / Moita/ Alcochete - Marisqueio no estuário do TejoDeputados do PCP questionam governo sobre legalidade da atividade

Os deputados do PCP, na Assembleia da República quiseram saber se o Governo está disposto a considerar intervir nesta situação, nomeadamente através de alterações à regulamentação da atividade. Perguntaram também que medidas podem e serão tomadas para assegurar que a captura de bivalves é feita em segurança no estuário do Tejo.

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Barreiro / Moita/ Alcochete - Marisqueio no estuário do Tejo Deputados do PCP questionam governo sobre legalidade da atividade

Por Jornal Rostos

PCP questiona Governo sobre marisqueio no estuário do Tejo

A atividade de marisqueio é recorrente no estuário do tejo e bem visível para quem atravessa o rio. São conhecidos os problemas associados a esta atividade nomeadamente o marisqueio ilegal, apreensão de bivalves e as questões de pouca segurança da atividade, como o demonstram as diversas mortes já ocorridas.

Outra vertente deste problema prende-se como facto de ter sido introduzida uma espécie exótica – a amêijoa japónica – que exerce uma ação concorrente e predatória das espécies autóctones e, por essa razão, também carece de um controlo efetivo. Este bivalve é fonte de subsistência de muitas famílias e pelo facto de ser uma espécie invasora não fará sentido proibir a sua captura.

É necessário o acompanhamento do escoamento dos bivalves, impedindo que redes organizadas de recetadores operem de forma ilegal.

Uma das medidas que poderia ultrapassar esta situação seria a criação de uma depuradora pública no estuário do Tejo, que procedesse ao tratamento e escoamento nas melhores condições higiénico-sanitárias.

Esta atividade merece também a atenção quanto à atuação da fiscalização. A atual lei refere que a captura requer uma licença que impõe um limite de 80 kg por pessoa. Existe a necessidade de procurar que a legislação seja cumprida.

Deverá também existir uma avaliação no sentido de procurar o aumento de licenças a atribuir, de forma a melhorar a legalidade da atividade no estuário.

Os deputados do PCP, João Ramos, Bruno Dias e Paula Santos, quiseram saber se o Governo está disposto a considerar intervir nesta situação, nomeadamente através de alterações à regulamentação da atividade. Perguntaram também que medidas podem e serão tomadas para assegurar que a captura de bivalves é feita em segurança no estuário do Tejo.

Além disso, os deputados comunistas também questionaram o Governo sobre as medidas a ser tomadas para alterar os mecanismos de fiscalização, bem como avalia a necessidade de existência de uma depuradora e se existe intenção do Governo de a instalar.

Fonte - DORS PCP

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