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Barreiro - Mariscadores do Estuário do TejoPCP exige que sejam criadas condições para exercer actividade em segurança

O PCP apresentou na Assembleia da República uma pergunta dirigida ao Governo sobre esta situação e tudo fará em defesa da segurança da actividade dos mariscadores do Estuário do Tejo.
O PCP apela à luta organizada dos mariscadores em defesa dos seus interesses e da sua segurança.

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Barreiro - Mariscadores do Estuário do Tejo PCP exige que sejam criadas condições para exercer actividade em segurança

Por Jornal Rostos

Aos Mariscadores do Estuário do Tejo

Há centenas de mariscadores que recorrem diariamente à apanha de ameijoa japonesa no Estuário do Tejo. São conhecidos os problemas associados a esta actividade, nomeadamente o marisqueio ilegal, pelo baixo número de licenças emitidas, a apreensão de bivalves, as situações de falta de segurança na actividade, como demonstram os muitos acidentes e diversas mortes já ocorridas.
É uma situação que já levou inclusivamente centenas de mariscadores a exigir frente à Assembleia da República a solução para estes problemas, luta que o PCP saúda e valoriza.
A ameijoa japonesa foi introduzida no Estuário do Tejo e desde aí exerce uma acção concorrente e predatória das espécies anteriormente existentes.
Este bivalve é fonte de subsistência de muitas famílias e pelo facto de ser uma espécie invasora não faz sentido proibir a sua captura.
É necessário o acompanhamento do escoamento dos bivalves, impedindo que redes organizadas operem de forma ilegal.

O PCP exige que sejam criadas condições para que os mariscadores do Tejo possam exercer a sua actividade em segurança, salvaguardando também a saúde pública, nomeadamente através da adopção das seguintes medidas:

• A atribuição de mais licenças para a captura de bivalves;

• A realização com frequência de estudos com vista à avaliação concreta e à correcta classificação das águas nas zonas de captura (estudos da responsabilidade do IPMA);

• A criação de infraestruturas de processamento dos bivalves, como por exemplo um centro de transposição prologada ou uma depuradora pública no Estuário do Tejo;

• O aproveitamento dos bivalves através de uma fileira produtiva, que incluísse um estabelecimento de transformação industrial;

• Uma fiscalização eficiente, que possa acabar com a acção dos receptadores que operam de forma ilegal, valorizando o preço dos bivalves, procurando o cumprimento do registo de captura e venda em lota, melhorando dessa forma o rendimento dos mariscadores no Estuário do Tejo.

O PCP apresentou na Assembleia da República uma pergunta dirigida ao Governo sobre esta situação e tudo fará em defesa da segurança da actividade dos mariscadores do Estuário do Tejo.
O PCP apela à luta organizada dos mariscadores em defesa dos seus interesses e da sua segurança.

O Executivo da DORS do PCP
2016/Junho

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